Prospecto do Draft 2017 – Ike Anigbogu

Ike Anigbogu

Idade: 18 anos
País natal:
Estados Unidos
Universidade:
UCLA
Experiência:
freshman
Posição:
pivô
Altura:
6’9.75’’ (2.07m)

Médias na última temporada: 4.7 pontos, 4.0 rebotes, 0.2 assistências, 0.2 roubos de bola, 1.2 tocos, 0.8 erros de ataque, 56.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 53.5% de conversão nos lances livres em 13.0 minutos de ação

Pontos fortes:

– Anigbogu pode até ser um pouco para sua posição, mas compensa com todos os atributos físico-atléticos: possui 2.29m de envergadura, agilidade, explosão e um corpo pronto para a competição profissional (114 kg.)

– Dono de raríssima combinação de velocidade, movimentação fluida pela quadra e disposição para o jogo físico.

– Finalizador explosivo e agressivo em transição. Pode ser alvo de pontes aéreas e vem desenvolvendo um gancho sobre os dois ombros sólido.

– Ele realmente destaca-se no jogo de pick and roll, fazendo bons bloqueios no marcador da bola e “rolando” para a cesta com agilidade.

– Ótimo reboteiro, especialmente ofensivo. Tem corpo para bloquear adversários, braços longos para buscar bolas fora de seu raio de ação e um rápido segundo salto.

– Anigbogu tem grande potencial e bons instintos como protetor de aro: bloqueou quase quatro arremessos por 40 minutos na última temporada universitária.

– Pode sair do garrafão e marcar o perímetro em trocas de marcação, por conta de sua agilidade lateral e capacidade de cobrir espaço.

– Trata-se de um dos prospectos mais jovens do draft (só completa 19 anos em outubro), mas mostra esforço dentro de quadra exemplar.

Pontos fracos:

– É um prospecto pouquíssimo provado: não jogou no primeiro nível de seleções de base e teve participação bastante limitada na rotação de UCLA.

– Precisa receber a bola em movimento. Não é tão explosivo verticalmente parado, o que resulta em dificuldades finalizando marcado e em tráfego.

– Anigbogu possui trabalho de pernas rudimentar e costuma apressar operando no post, sugerindo não ter muito potencial executando de costas para a cesta.

– Arremesso não é um fator. Será difícil desenvolver um espaçador de quadra com sua mecânica de arremesso robótica, travada, como evidencia o baixíssimo aproveitamento nos lances livres.

– Sua qualidade de passe, visão de quadra e atenção ofensiva são extremamente pouco apuradas a essa altura.

– Carece de maior disciplina defensiva: comete altíssimo número de desperdícios de bola e costuma falhar em rebotes defensivos tentando tocos pouco inteligentes.

– A esta altura, ele é muito mais um atleta do que um jogador de basquete. Falta-lhe muito refinamento técnico.

– Anigbogu já possui um pequeno histórico de lesões nos pés e joelhos, o que pode ser muito danoso a um prospecto que depende tanto da condição físico-atlética.

Comparação: Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) e Bismack Biyombo (Orlando Magic)

Projeção: de 15ª a 30ª escolha geral

Confira alguns lances de Ike Anigbogu:

Legenda:
– Freshman (primeiro ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.