Prospecto do Draft 2017 – Jonathan Jeanne

Jonathan Jeanne

Idade: 19 anos
País: França
Time: Nancy (FRA)
Posição: pivô
Altura: 7’2’’ (2,18m)

Médias no Europeu Sub-18 (2015): 8.6 pontos, 6.7 rebotes, 0.9 assistência, 1.7 roubada de bola, 1.9 toco, 1.3 desperdício de bola, 45.8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 55.6% de aproveitamento nos lances livres, 19.7 minutos
Médias na temporada 2016-17 (Liga Francesa): 3.7 pontos, 3.9 rebotes, 0.4 assistência, 0.4 roubada de bola, 0.8 tocos, 1.1 desperdício de bola, 48.0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 25.0% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 52.0% de aproveitamento nos lances livres, 13 minutos

Pontos fortes
– experiência no basquete profissional, mesmo com a pouca idade
– pivô que se destaca pela combinação de tamanho (prospecto mais alto deste ano), impulsão, fluidez em quadra e uma envergadura monstruosa (2,29m)
– ótimo finalizador, especialmente em pontes aéreas, gancho com a mão direita e no pick and roll; trabalho de pés elogiável
– excelente reboteiro; combina muito bem seus atributos atléticos com instintos e senso de posicionamento
– tremendo potencial defensivo; mostra eficiência na proteção do aro (habilidade natural em bloquear arremessos) e trocas defensivas graças à agilidade, envergadura e impulsão
– mostrou que pode contribuir ofensivamente com chutes de média e até longa distância
– boa visão de quadra e controle de bola para um pivô; potencial para ser um bom passador do high post na NBA
upside tanto defensivo quanto ofensivo; aposta válida no fim da primeira rodada, pois a recompensa pode ser alta (vide Rudy Gobert)

Pontos fracos
– muito, mas muito magro; precisa adicionar bastante massa muscular para encarar o jogo físico na NBA
– tem dificuldades na marcação um contra um devido à falta de força física; facilmente envolvido por pivôs que têm o mínimo de noção no jogo de costas para a cesta
– tem potencial defensivo, mas não é agressivo nesse lado da quadra; deixa o adversário estabelecer posição, cai em fakes com facilidade e o esforço é inconstante
– ainda muito cru no ataque; movimentos limitados na área próxima à cesta, dificuldade para estabelecer posição e inconsistência nos arremessos de fora
– tomada de decisões ainda deixa a desejar; às vezes se precipita nos passes da cabeça do garrafão, na batida de bola em direção à cesta e sua seleção de arremessos é questionável
– precisa melhorar no aspecto emocional; se irrita facilmente em quadra quando comete um erro ou algum companheiro não lhe passa a bola, e acaba perdendo a concentração
– projeto de longo prazo; não vai contribuir de imediato (deverá passar pelo menos uma temporada na D-League)

Comparações: Rudy Gobert (Utah Jazz) e Samuel Dalembert (ex-Philadelphia 76ers)

Projeção: selecionado entre as escolhas 20 e 30

Confira alguns lances de Jonathan Jeanne

 

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Sander Santos Baptista

    Uma boa para os Celtics na pick 36, pega e deixa na Europa uns 2 anos.

  • Guilherme Petros

    Se chegar até o Nets, pode ser uma aquisição interessante (visto que, no fim do ano que vem, Lopez deverá sair mesmo e assim já teríamos um pivô pro futuro)

  • chateadi

    Impressionante como a França produz jogadores para a nba. Cada ano tem pelo menos uns 2 ou 3 draftados e se não me engano, é o país com mais jogadores estrangeiros jogando na liga. Mérito da formação da base dos clubes e sobretudo da Insep.
    Quem dera fosse assim no Brasil…