Prospecto do Draft 2018 – Gary Trent Jr.

Gary Trent Jr.

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Duke
Experiência: Freshman
Posição: ala-armador / ala
Altura: 6’6’’ (1.98m)

Médias na última temporada: 14.5 pontos, 4.2 rebotes, 1.4 assistência, 1.2 roubo de bola, 0.1 toco, 1.0 erro de ataque, 41.5% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 40.2% de conversão nos tiros de longa distância, 87.6% de acerto nos lances livres em 33.9 minutos em quadra

Pontos fortes

– Trent é dono de um perfil físico ideal para atuar como ala-armador (e até ala) no próximo nível: combina 1.98m de altura, 2.04m de envergadura e um corpo muito mais forte do que o típico prospecto de 19 anos.

– Trata-se de um ótimo finalizador operando em contra-ataque ou quando agride o aro de forma decidida. Sabe atacar closeouts, utiliza o físico para abrir e proteger seu espaço rumo à cesta.

– Com mecânica limpa e rápida, Trent é um dos melhores arremessadores do draft. Acertou 40.2% de suas 6.5 tentativas por jogo de longa distância, além de quase 90% da linha dos lances livres, na última temporada.

– Ele comete baixíssimo número de desperdícios de bola, até por ser um chutador. Seu controle de bola parece ser adequado e bastante seguro para um jogador da posição, sem tendência a “inventar”.

– Trent é um reboteiro muito sólido para um ala-armador, ajudado pelos atributos físicos: consegue estabelecer/proteger espaço por conta do corpo forte e possui envergadura para buscar bolas no ar.

– Apresenta potencial para ser um bom defensor – no um contra um, em especial – na sequência da carreira, por conta da presença física impositiva para conter as infiltrações e o fato de ocupar muito espaço.

– Sua maior virtude defensiva no momento está na capacidade de quebrar linhas de passe. Pode ser agressivo demais em várias posses, mas exibe instintos razoáveis e beneficia-se dos braços longos.

– Pode-se dizer que Trent exercia um papel ofensivo de apoio em Duke, que deverá revelar-se parecido com aquele que projeta cumprir na NBA: seu maior volume era como um arremessador em situação de spot up.

– Não “foge da bola” nos momentos mais agudos das partidas e já converteu cestas importantes para Duke em jogos apertados da temporada – contestado e além da linha de três pontos da NBA, muitas vezes.

– Elogiado constantemente por sua maturidade e profissionalismo por colegas e ex-técnicos. Isso pode ser reflexo do pedigree de jogador de basquete na família: é filho de Gary Trent, ex-ala do Timberwolves.

Pontos fracos

– Apesar de alguns highlights impressionantes, Trent passa longe de ser um atleta de elite: não se trata de alguém particularmente explosivo e sua velocidade está abaixo da média de um atleta de perímetro da NBA.

– Parece movimentar-se pela quadra de forma pouco fluida e ágil para um jogador de basquete profissional, o que não chega a ser tão surpreendente por conta de já ser tão forte fisicamente.

– Trent teve chances de criar o próprio arremesso em média distância ao longo da temporada, mas simplesmente não acho que crie separação para os marcadores eficientemente ou tenha uma boa seleção de oportunidades.

– Tem a tendência de abortar infiltrações e chances de finalizar próximo do aro para tentar tiros mais longos e difíceis, o que reflete-se parcialmente no baixo índice de lances livres cobrados por jogo (2.6).

– Reputação de arremessador inconsistente, que os números da última temporada parecem atestar: acertou menos de 30% de suas tentativas de longa distância em quase metade das partidas que disputou (15 de 37).

– A visão de quadra de Trent não é das mais apuradas. Não se trata de um atleta egoísta ou fominha, mas suas tendências são de um pontuador e ele não enxerga companheiros livres enquanto em movimento.

– Sua eficiência defensiva deixa muito a desejar neste momento, com problemas que vão da limitada agilidade lateral a uma falta de atenção e compreensão da defesa fora da bola bem visível.

– Acostumou-se a usar mais força do que técnica para superar os oponentes nos níveis colegial e universitário, pela evidente vantagem física que sempre possuiu. Isso não deverá funcionar entre os profissionais.

– Versatilidade é um problema quando se projeta Trent na NBA. Como ele poderá contribuir para um time, competindo contra jogadores mais experientes, em uma noite em que seu arremesso não cair?

– Deixou o basquete universitário mais pela falta de espaço na rotação de Duke no segundo semestre do que por opção. Trent é jovem e possui inegável upside, mas pode precisar de tempo na G-League para seguir desenvolvendo-se.

Comparações: Tim Hardaway Jr. (New York Knicks) menos atlético

Projeção: da 25ª a 50ª escolha geral

Confira alguns lances de Gary Trent Jr.

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.