Prospecto do Draft 2018 – Michael Porter Jr.

Michael Porter Jr.

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Missouri
Experiência: Freshman
Posição: ala/ala-pivô
Altura: 6’10.75’’ (2.10m)

Médias na última temporada (apenas três jogos): 10.0 pontos, 6.7 rebotes, 0.3 assistência, 1.0 roubo de bola, 0.3 toco, 1.0 erros de ataque, 33.3% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 30% de conversão nos tiros de longa distância, 77.8% de acerto nos lances livres em 17.7 minutos em quadra

Pontos fortes

– Porter possui medições ideais para atuar como ala de ofício e ala-pivô na NBA: são 2.10m de altura, combinado a 2.13m de envergadura e, com os braços levantados, o mesmo alcance de Anthony Davis (9’0’’).

– Atleta extremamente fluido e coordenado, com ótima impulsão e considerável agilidade para alguém de sua estatura. Sempre foi visto como um dos jogadores mais atléticos dessa classe.

– A condição atlética de elite e rápida tomada de decisão faz com que Porter seja uma ameaça executando em transição, saindo em alta velocidade com a bola nas mãos e preenchendo linhas de passe.

– Esforça-se movimentando sem a bola, revelando-se um bom finalizador em torno da cesta tanto em lances mais explosivos, quanto ao operar de costas para a cesta contra adversários mais baixos.   

– Ótimo arremessador, especialmente difícil de ser marcado por conta da mecânica com alto ponto de lançamento e impulsão. Capaz de converter pull ups com alcance da linha de três pontos da NBA.

– O bom aproveitamento de lances livres no nível colegial e universitário sugere que, de fato, o arremesso de Porter vai realmente converter-se em um recurso sólido entre os profissionais.

– No pouco tempo em que atuou por Missouri, Porter mostrou maior versatilidade como arremessador do que no colegial: teve oportunidades saindo de bloqueios fora da bola e no pick and pop, por exemplo.

– Trata-se de um reboteiro defensivo sólido, que traz especial valor pensando no jogo da NBA pela habilidade de iniciar o ataque imediatamente e puxar o contra-ataque sem ter que dar um passe.

– Exibe momentos pontuais de instintos apurados no lado defensivo da quadra, quebrando linhas de passes agressivamente e com grande potencial para fazer coberturas protegendo o aro.

– Porter tem todos os recursos necessários para ser um interessante defensor no um contra um. Ocupa muito espaço e sua envergadura tira oponentes da zona de conforto com a bola nas mãos.

– Ele é um jogador com mentalidade agressiva nos dois lados da quadra. Pode nem sempre tomar as melhores decisões, mas não é indeciso ou reticente: realiza cada movimento de forma direta e incisiva.  

– Não há como negar que, lesão à parte, Porter é dono de um inegável upside. Era apontado como o principal prospecto colegial do país, até o meio do ano passado, pelos serviços especializados.

Pontos fracos

– Porter disputou só três jogos da temporada universitária por conta de uma fratura por estresse nas costas. A lesão, que costuma ser debilitante para atletas, exigiu cirurgia e levanta dúvidas sobre seu futuro.

– Embora atlético, ele nunca foi particularmente explosivo ou veloz comparado aos outros prospectos. Sua disparada (primeiro passo), em especial, não parece das mais impressionantes desde antes da contusão.

– Precisa de um trabalho de fortalecimento físico para adaptar-se ao jogo em nível profissional, uma vez que já evitava contato e não conseguia defender jogadores mais pesados até entre os colegiais.

– Agilidade lateral é um dos grandes problemas de Porter: movimenta-se de forma pouco desenvolta lateralmente e não projeta ter capacidade de trocar marcação no perímetro e perseguir atletas mais baixos.

– Seu controle de bola não é nada mais do que adequado, no máximo. Não parece sugerir tanto potencial driblando em espaços curtos, criando separação para defensores ou iniciando o ataque.

– A seleção de arremessos de Porter no jogo de meia quadra sempre foi bastante problemática: apresenta tendência a tentar tiros em movimento, desequilibrado e mais contestado do que deveria.

– Não se trata de um atleta egoísta, mas, como um pontuador, sua característica nunca foi passar a bola em volume. Visão de quadra e leitura de jogo não são seus pontos fortes, para dizer o mínimo.

– Aliás, Porter não soa ser um jogador dos mais brilhantes. Detalhes como seleção de arremessos, falta de disciplina defensiva e proporção de assistências por erros de ataque colocam dúvidas sobre seu QI de basquete.

– Ele participou dos dois últimos jogos da temporada de Missouri e, embora esteja saudável, retornou muito limitado atleticamente. É possível que não volte a ser o atleta de elite dos tempos de colegial.

– Porter é um freshman “velho”, que terá 20 anos completos já na Liga de Verão. Pensando no desenvolvimento e aprendizado como jogador, ele foi obrigado a ficar parado em uma temporada estratégica na carreira de um prospecto.

Comparações: Harrison Barnes (Dallas Mavericks) e Keith Van Horn (ex-New Jersey Nets) mais atlético

Projeção: dez primeiras escolhas gerais

Confira alguns lances de Michael Porter Jr.