Prospecto do Draft 2019 – Cameron Johnson

Cameron Johnson

Idade: 23 anos
País: Estados Unidos
Universidade: North Carolina
Experiência: senior
Posição: ala
Altura: 6’8.5’’ (2.04m)

Médias na última temporada: 29.9 minutos, 16.9 pontos, 5.8 rebotes, 2.4 assistências, 1.2 roubos de bola, 0.3 tocos, 1.5 erros de ataque, 50.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 45.7% de acerto nos tiros de longa distância e 81.8% de conversão nos lances livres em 36 jogos disputados

Pontos fortes

– Johnson possui ótima estatura para um combo forward e oferece versatilidade de posição: é um ala de ofício que já chegou a atuar como ala-armador em UNC, mas pode encaixar-se melhor como um ala-pivô móvel no próximo nível.

– Destaca-se pela mobilidade em quadra, acompanhando contra-ataques e sempre em movimento sem a bola para dar opção de passe aos companheiros. Tem bons instintos e noção de posicionamento no espaçamento do jogo.

– Mostra muita sobriedade “lendo” a reação das defesas adversárias à ameaça que representa além da linha de três pontos, reconhecendo quando atacar closeouts e aproveitar chances de infiltração.

– Trata-se de um reboteiro em franca evolução – especialmente, no lado ofensivo – nos últimos anos, capaz de colocar a bola no chão e finalizar com velocidade para tentar surpreender as marcações.

– Um dos melhores arremessadores do draft, Johnson é dono de mecânica rápida e compacta com alto ponto de lançamento. Seu aproveitamento nos lances livres e tiros de longa distância sugerem um grande chutador também na NBA.

– Exibe alta capacidade para arremessar em movimento (saindo de bloqueios fora da bola, drible), rara para alguém de sua altura, pela combinação de mobilidade e trabalho de pés que consegue mantê-lo sempre equilibrado.

– É um passador bem sólido e seguro, com uma visão de jogo razoável e sempre disposto a manter a bola rodando no ataque. Registrou quase duas assistências para cada erro de ataque que cometeu nas últimas duas temporadas.

– Johnson tem uma compreensão de defesa coletiva bastante avançada para um prospecto da NCAA, sem perder-se em movimentações e mostrando bom timing para realizar as rotações corretas.

– Seu índice de desperdícios de bola, por sinal, é muito baixo ao longo da carreira: um jogador que cometeu só 138 turnovers em 135 jogos por um dos melhores programas universitários do país passa enorme segurança.

– Encaixa-se perfeitamente no molde do role player da NBA, reunindo inteligência em quadra e a experiência de quatro anos em uma equipe de elite da NCAA. Seu excelente arremesso é quase uma garantia de carreira.  

Pontos fracos

– Não se trata de um grande prospecto do ponto de vista físico-atlético: excetuando a estatura, nós estamos discutindo um jogador com envergadura (2.08m), explosão e força física que não passam de meramente adequadas.

– Johnson possui controle de bola rudimentar, especialmente quando tratamos de um senior universitário. Não tem refinamento para desaceleração ou mudança de direção, tornando-o inofensivo criando separação para marcadores.  

– Apresentou dificuldades para atacar a cesta e finalizar próximo da cesta contra jogadores mais fortes e atléticos já na NCAA, algo que tende somente a ser mais exposto pela competição profissional.

– Um empecilho para escalá-lo como ala-pivô é a sua fragilidade como reboteiro defensivo. Ele não é um atleta afeito ao jogo mais físico, seus braços não são particularmente longos e ocupa pouco espaço no garrafão.

– Criatividade não é o ponto forte do jogo de Johnson: projetando-o no basquete profissional, não se trata de um jogador que possa iniciar a ofensiva ou formular o próprio arremesso em meia-quadra.

– Há uma linha tênue que divide os defensores versáteis de quem não consegue marcar ninguém na NBA. O jogador em questão flerta com o segundo grupo: lento para defender o perímetro e sem força física para “segurar” o garrafão.  

– Não é um atleta particularmente proativo em quadra e pode “desaparecer” se não for acionado pelos companheiros. Passivo, ele prioriza técnica a demonstrar algum tipo de entrega ou raça.  

– Seu jogo é unidimensional e pouco versátil, para ser sucinto. Pode-se dizer que, no fim das contas, a sua carreira no próximo nível vai ser definida e medida pela capacidade de arremessar.

– Johnson, definitivamente, não é um prospecto de upside: aos 23 anos de idade, com ferramentas físico-atléticas pouco chamativas, é o típico caso em que “você tem o que você vê hoje”.

Comparações: Nemanja Bjelica (Kings) e Dorian Finney-Smith (Mavericks)

Projeção: segunda metade da primeira rodada

Confira alguns lances de Cameron Johnson

Legenda
senior (quarto ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.