Prospecto do Draft 2019 – Deividas Sirvydis

Por Gabriel Andrade

Deividas Sirvydis

Idade: 18 anos
País: Lituânia
Time: Rytas Vilnius (Lituânia)
Posição: ala
Altura: 6’8,5’’ (2,04m)

Médias na Eurocup 2018-19: 5.4 pontos, 1.9 rebote, 0.7 assistência, 0.1 roubada de bola, 0.5 desperdício de bola, 48.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 46.3% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 76.5% de aproveitamento nos lances livres, 14.2 minutos em quadra

Médias na Liga Lituana 2018-19: 5.0 pontos, 2.2 rebotes, 0.9 assistência, 0.7 roubada de bola, 0.1 toco, 0.5 desperdício de bola, 36.8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 32.7% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 78.6% de aproveitamento nos lances livres, 15.2 minutos em quadra

Pontos fortes

  • Ala grande, de ombros largos e que possui um corpo bem equilibrado que pode lhe permitir ganhar força com o passar dos anos.

  • MVP da Adidas Next Generation de 2018 (uma espécie de Euroliga Sub18), Sirvydis é um jogador versátil e polido na extremidade ofensiva da quadra.

  • Um dos melhores arremessadores do recrutamento com versatilidade para chutar em diversas situações, seja em arremessando parado, em movimento após receber corta-luzes ou após o drible. Possui distância de chute invejável para alguém de seu tamanho. Filho de um grande arremessador lituano, possui mecânica de arremesso simples, compacta e rápida.

  • Pode atuar como criador secundário de jogadas graças a uma boa visão de quadra e noção de posicionamento sobre onde seus companheiros estão. Capaz de receber a bola em movimento e enxergar as oportunidades corretas, com a adição que ainda comete poucos turnovers.

  • Para alguém tão jovem, seu QI de basquete e maturidade em quadra chama a atenção, entende o jogo coletivo, como se posicionar na ajuda defensiva e buscar os melhores espaços para si mesmo e seus companheiros.

  • Não é um atleta de elite, mas é fluido e grande o suficiente para atuar em diversas posições, podendo até jogar como ala-pivô, graças a seu senso de posicionamento para rebotes.

  • Possui floaters e finalizações de bom poder técnico em seu arsenal, não é apenas um arremessador unidimensional.

  • Conseguiu bom impacto em uma competição internacional importante por um clube relevante no cenário europeu, segundo melhor de seu país, raro para jogadores europeus em sua idade.

  • Jogadores inteligentes, com arremesso e entendimento do jogo coletivo tem sido bem vistos na NBA atual, seu jogo está moldado na direção do basquete moderno.

Pontos fracos

  • Possui envergadura menor do que sua altura (2.01m), o que limita sua versatilidade defensiva e, provavelmente, capacidade de defender o garrafão.

  • Não é um jogador explosivo, que joga por cima do aro em meia quadra e leva vantagem atlética sobre seus adversários, o que dificulta sua vida como finalizador e criador de jogadas para si mesmo, especialmente ao redor do aro.

  • Canhoto, Sirvydis não é muito afeito de usar sua mão direita, seja para driblar ou fazer bandejas.

  • Em sua primeira temporada como profissional, teve papel de arremessador, basicamente, parecendo passivo àquilo em suas participações no ataque. Pode ser mais agressivo atacando a cesta ou buscando hesitações, ao invés de aceitar um papel exclusivo como chutador.

  • Pouco contribui na proteção de aro e no ataque das linhas de passe, prefere estar posicionado do que se atentar a oportunidades de se antecipar em relação a bola, mesmo em situações mais simples.

  • Ainda precisa adicionar bastante em termos de força e fisicalidade para aguentar uma grande quantidade de minutos na NBA, sofre bastante com contato ou quando enfrenta atletas mais longos.

  • Embora talentoso, por ora, parece que o ideal para Sirvydis é draftá-lo e deixá-lo desenvolvendo na Europa por cerca de dois, três anos, antes de ir para a NBA.

Comparações: Bojan Bogdanovic (Indiana Pacers) com menos físico, Davis Bertans (San Antonio Spurs) e Juancho Hernangomez (Denver Nuggets)

Projeção: entre as escolhas 28 e 45

Confira alguns lances de Deividas Sirvydis

 

  • As comparações são de chorar

  • Tiago Almeida

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