Prospecto do Draft 2019 – Isaiah Roby

Isaiah Roby

Idade: 21 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Nebraska
Experiência: junior
Posição: ala / ala-pivô
Altura: 6’8.5″ (2.04m)

Médias na última temporada: 31.3 minutos, 11.8 pontos, 6.9 rebotes, 1.9 assistências, 1.3 roubos de bola, 1.9 tocos, 2.0 erros de ataque, 45.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 33.3% de acerto nos tiros de longa distância e 67.7% de conversão nos lances livres em 35 jogos disputados

Pontos fortes

– Roby apresenta altura, envergadura (2.16m) e condição atlética ideais para um combo forward no próximo nível, projetando poder atuar como ala de ofício e ala-pivô em formações mais móveis.

– Destaca-se pela mobilidade correndo a quadra e poder de finalização operando em transição, recebendo a bola em progressão ao preencher linhas de passe ou cortando para a cesta sem a posse de bola.

– Possui sólido controle de bola para um provável ala-pivô profissional. É mais do que capaz de atacar closeouts para quebrar defesas e até exibe certa capacidade de criar separação para marcadores em meia-quadra.

– Seu jogo de costas para a cesta (post game) é muito bom, em especial por conta dos pés rápidos, o que confere-lhe capacidade para explorar mismatches e “punir” defensores mais baixos.

– Já mostrou habilidade para ser um bom arremessador e seu chute tem alcance para a linha de três pontos profissional. Não é absurdo imaginá-lo atuando como stretch four na NBA em um futuro próximo.

– Roby é um passador voluntarioso, disposto a manter a movimentação de bola e que já teve flashes de uma visão de quadra superior – na maior parte das vezes, encontrando companheiros cortando rapidamente para a cesta (cutters).

– Trata-se de um bom reboteiro, especialmente na tábua ofensiva. Impõe-se muito mais pela condição atlética e braços longos do que por ter sólidos fundamentos no quesito (bloquear adversários com o corpo, por exemplo).

– É um dos melhores bloqueadores de arremessos do draft, com instintos apurados rotacionando para proteger o aro e uma noção natural de ângulos para dificultar a finalização de infiltradores próximo à cesta.

– Versátil defensivamente, ele sente-se confortável com trocas de marcação no perímetro e pode defender até quatro posições por conta de sua notável agilidade lateral em quadra aberta.

– Parece ser um encaixe interessante no basquete profissional, por sua versatilidade funcional e excelência no pick and roll nos dois lados da quadra. O jogo mais espaçado da NBA também é um ambiente mais natural para impor sua capacidade atlética.

 

 

Pontos fracos

– Com apenas 97 quilos, Roby precisará de um trabalho de fortalecimento para adequar-se ao estilo físico do próximo nível. Ele já possui dificuldades ao enfrentar adversários mais físicos e, na NBA, será mais leve até do que alguns armadores.

– Inconstância ainda é uma das marcas de seu jogo, apesar da experiência de três temporadas na NCAA: na última campanha, ele anotou menos do que dez pontos em 17 partidas e mais do que 16 pontos em apenas nove.

– É um jogador muito instintivo que, por várias vezes, deixa-se levar pelo ímpeto nos dois lados da quadra. Carece de maior disciplina, autocontrole e compreensão do ritmo do jogo.

– Embora seja voluntarioso e tenha bons instintos como passador, sua qualidade de passe e tomada de decisão no quesito deixam a desejar. Distribuiu menos de uma assistência para cada turnover cometido na última temporada por Nebraska.

– Não salta muito para arremessar e possui uma mecânica de tiro relativamente baixa, o que pode trazer problemas contra defensores mais longos na NBA. E mesmo seu aproveitamento atualmente já não é dos melhores.

– Fica constantemente “perdido” em dinâmicas defensivas mais elaboradas, contra times que movimentam a bola com velocidade e exigem velocidade de reação, além de poder ser mais disciplinado e atento às chances de oferecer ajuda na defesa.

– Na verdade, de forma geral, o jogo de Roby tem bastante de ótimos instintos e boas ideias para um número grande de péssimas execuções também. Pode precisar passar algum tempo na G-League para desenvolver-se tecnicamente.

– Sofreu inúmeras pequenas lesões desde que chegou ao basquete universitário, envolvendo panturrilha, virilha e joelhos. Sempre estava com algum “probleminha”, aparentemente. Será que ele realmente tem físico para aguentar a “maratona” das temporadas da NBA?

Comparações: Thaddeus Young (Pacers) menos físico

Projeção: de 30ª a 50ª escolha geral

Confira alguns lances de Isaiah Roby

Legenda
junior (terceiro ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Lucas Henrique

    Bom prospecto para final da 2º rodada, quem sabe se torna um role player

  • Lauro Cantarelli Pereira

    um dos meus jogadores preferidos pra cair em sacramento nas escolhas 40 ou 47