Prospecto do Draft 2019 – Jontay Porter

Jontay Porter

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Missouri
Experiência: sophomore
Posição: pivô / ala-pivô
Altura: 6’11.5’’ (2.12m)

Médias na temporada 2017-18: 9.9 pontos, 6.8 rebotes, 2.2 assistências, 1.7 tocos, 0.8 roubo de bola, 1.9 erros de ataque, 43.7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 36.4% de acerto nas tentativas de três pontos e 75% de conversão nos lances livres em 24.5 minutos de ação.

Pontos fortes

– Porter possui atributos físicos adequados para ser um jogador de garrafão entre os profissionais, combinando 2.12m de estatura e 2.13m de envergadura. Sabe usar o corpo para fazer bloqueios e os braços longos para cobrir espaço.

– Não se trata de um prospecto rápido, mas é bastante móvel e corre pela quadra com fluidez para alguém de sua estatura – o que não costuma ser um ponto forte em pivôs mais “clássicos”.

– Finalizador ambidestro e refinado, que exibe um arsenal promissor com ganchos e floaters pontuais. “Pune” trocas de marcação e pontua em cima de defensores mais baixos no post, com ótimo trabalho de pernas.

– Dono de controle de bola extremamente avançado para um pivô – especialmente com tão pouca idade –, o que confere-lhe capacidade de atacar marcadores mais lentos para chegar à cesta e até criar separação no perímetro.

– Excelente chutador, Porter sempre arremessa equilibrado e possui uma mecânica extremamente sólida para um pivô jovem (lançamento rápido, consistente). Teve bons índices de aproveitamentos em volume considerável de tentativas.

– Trata-se de um dos melhores pivôs passadores da história recente da NCAA: tem visão de quadra fantástica, atenção à movimentação de companheiros e qualidade de passe extremamente apurada e não segura a bola em demasia.

– Ele não é um reboteiro dos mais prolíficos, mas seus fundamentos e instintos são sólidos em termos de posicionamento e bloqueio a adversários. Poder puxar contra-ataques e dar passes longos assim que pega o rebote é um bônus.

– É um defensor atento e esforçado que sempre contesta arremessos, exibe ótimos instintos rotacionando rapidamente para proteger o aro e compreende a dinâmica das trocas de marcação fora da bola.

– A compreensão de jogo e inteligência que Porter mostra em quadra são realmente avançadas para um prospecto com tão pouca experiência. Trata-se, simplesmente, de um jogador natural com o pedigree de uma família de basqueteiros.

– Um dos sophomores mais jovens elegíveis ao draft, ele tem menos idade do que muitos freshmen do recrutamento e só completará 20 anos no segundo mês da próxima temporada.  

Pontos fracos

– Porter destoa de outros pivôs, projetando a competição da NBA, por sua condição atlética abaixo da média: não é particularmente veloz – apesar da mobilidade –, explosivo ou possui grande impulsão.

– Possui um evidente problema de condicionamento físico, parecendo carregar uns “quilinhos” a mais ao mesmo tempo em que vai precisar claramente receber um tratamento especial para fortalecer o corpo.

– Apresenta dificuldades finalizando perto do aro contra jogadores mais atléticos, como deve encontrar no próximo nível. Os problemas para lidar com o jogo de contato fazem com que opere excessivamente no perímetro.

– Defender em espaço aberto também será um problema projetando Porter na NBA, pois sua agilidade lateral não chega nem perto da necessária para “enfrentar” as constantes trocas de marcação do basquete profissional.

– Cometeu quase cinco faltas por 40 minutos em sua carreira universitária, o que exemplifica as dificuldades que possui para administrar contato físico e proteger espaço próximo da cesta.

– Sua adaptação ao basquete da NBA, mais veloz e espaçado do que o universitário, tende a ser complicada. Poucas franquias estão abertas a serem o atual Nuggets e entregarem parte do funcionamento do seu ataque a um pivô.

– Porter sofreu duas rupturas do ligamento cruzado anterior do joelho direito em um intervalo de 18 meses e não atuou na última temporada da NCAA. Falta-lhe experiência e, aparentemente, sobram-lhe dúvidas físicas para o futuro.

Comparações: Nikola Jokic (Nuggets) piorado e Kelly Olynyk (Heat)

Projeção: de 25ª a 60ª escolha geral

Confira alguns lances de Jontay Porter

Legenda:
Sophomore (segundo ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Fora Abel PRAGA

    Engraçado que ele me parece ser mais bem projetado do que o jokic na epoca do draft do gordo.

  • Vitor

    Na globo o nome dele seria irmão do Michael Porter.

  • Fernando Henrique

    Acredito que ele tenha potencial, acho que vira um bom role player, mas já faz um tempinho que não vejo nada dele (por conta dessas lesões)

  • felipe fernando Oliveira

    Único problema de fato são as lesões. Se ele se recuperar bem ao ponto de desenvolver seu talento vira no mínimo um bom roller.

  • Tulio Machado

    Famoso jogador burro, projetado como escolha de loteria ano passado, resolveu ficar mais um ano e teve lesão e não recebeu um dollar! Esse é só um dos varios casos que não vale a pena voltar pra mais um ano na universidade e se arriscar a machucar quando se é bem projetado como um prospecto na NBA

    • Ricardo Stabolito Junior

      Ele não teria sido escolha de loteria no último draft – até porque já tinha sofrido a primeira lesão -, mas, certamente, entraria na primeira rodada.