Prospecto do Draft 2019 – Keldon Johnson

Keldon Johnson

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Kentucky
Experiência: freshman
Posição: ala / ala-armador
Altura: 6’6″ (1.98m)

Médias na última temporada: 30.7 minutos, 13.5 pontos, 5.9 rebotes, 1.6 assistências, 0.8 roubos de bola, 0.2 tocos, 1.6 erros de ataque, 46.1% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 38.1% de acerto nos tiros de longa distância e 70.3% de conversão nos lances livres em 37 jogos disputados

Pontos fortes

– Johnson é dono de bons atributos físicos para atuar como ala no próximo nível: além de 1.98m de altura, ele possui 2.06m de envergadura e um físico bastante forte, pronto para enfrentar competição profissional.

– Competidor intenso que joga agressivamente nos dois lados da quadra. Mostra vontade e entrega incondicional em quadra, sem intimidar-se com o jogo mais físico e disputando cada posse de bola.

– Ótimo finalizador em torno da cesta, que combina braços longos e força com o controle de corpo necessário para absorver contato e “cavar” faltas em cima de adversários mal posicionados.

– Adora operar em transição, onde preenche linhas de passe com velocidade e está sempre pronto para finalizar em progressão. Além disso, tem sólidos instintos de posicionamento no jogo de meia quadra.

– Fez uma boa temporada universitária nos arremessos, exibindo mecânica mais compacta e sinais otimistas de aproveitamento: foram mais de 38% de bolas de longa distância e 70% de lances livres convertidos.

– Johnson é um bom reboteiro nos dois lados da quadra para um ala-armador na NCAA. Ocupa muito espaço com seu corpo, usa os braços longos ativamente em torno do aro e sempre está disposto a lutar pela bola.

– Trata-se de um prospecto muito comprometido no lado defensivo da quadra. Pode não ter números e médias chamativas, mas pressiona linhas de passe e tenta tirar ballhandlers da zona de conforto.

– Seus recursos físicos conferem-lhe interessante potencial para ser defensor muito versátil entre os profissionais – especialmente, em uma NBA cada vez mais adepta do uso de formações mais baixas.

– Embora não apresente uma tomada de decisão brilhante, Johnson é um atleta que sempre cometeu poucos erros de ataque. Não comprometer, às vezes, é o melhor caminho para conseguir espaço como novato na NBA.

– É um prospecto com jogo delineado para ser role player e possui o chamado “alto piso” – mesmo que não seja um sucesso, sua disposição em defender, entrega em quadra e arremesso devem garantir-lhe um espaço seguro na liga.

Pontos fracos

– Johnson tem lances pontuais de incrível explosão, especialmente enterradas em transição, mas não parece ser um jogador atlético na maior parte do tempo. Não possui uma condição atlética, digamos, “funcional”.

– Seu controle de bola é extremamente básico nesse momento, pois não demonstra refinamento para fazer dribles mais avançados em alta velocidade e desenvoltura para mudanças de direção.

– Não se trata de um arremessador dinâmico, que possa chutar em movimento ou saindo de bloqueios. A mecânica lenta de lançamento, inclusive, fica evidente no vídeo e pode comprometê-lo no nível profissional.

– Apesar de gostar de tentar, aqui e ali, criar separação para defensores visando o próprio arremesso, esse não será seu jogo: questionável controle de bola, tomada de decisão e trabalho de pés minam seu potencial nesse sentido.  

– Ainda não deu sinais de visão de quadra apurada e não faz mais do que o básico como passador. Mesmo com baixo índice de desperdícios de bola, ele registrou o mesmo número de assistências e erros na NCAA (60).

– Aliás, qual é o grande recurso ofensivo do jogo de Johnson? O que realmente é capaz de fazer consistentemente no lado ofensivo da quadra? Sua irregularidade sugere que ainda não tenha descoberto isso.

– Passa a impressão de ser lento defensivamente e sua falta de agilidade lateral já foi exposta contra alguns armadores em nível universitário – algo que só tende a piorar na quadra espaçada da NBA.

– Johnson, às vezes, depende demais da vantagem física para ser produtivo. Atuou como ala-armador em Kentucky, mas não seria absurdo pensar que ele encaixe-se no perfil de um ala-pivô aberto entre os profissionais.

– Já foi flagrado “flertando” com uma modelo durante um jogo universitário e vem aparecendo em restaurantes badalados de Los Angeles com um carro de US$300 mil nos últimos dias, o que coloca em dúvida sua capacidade de foco.

Comparações: Kentavious Caldwell-Pope (Lakers) e Stanley Johnson (Pistons) mais talentoso

Projeção: entre 10ª e 25ª escolhas geral

Confira alguns lances de Keldon Johnson

Legenda
freshman (primeiro ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Nilton Bitencourt

    Wolvs

    • Lucas Henrique

      Péssima escolha seria

  • Thunder Nation

    É um cara que joga com muita intensidade, me lembra um pouco o Miles Bridges nesse quesito, gosto mais dele que o Nassir Little