Prospecto do Draft 2019 – Kevin Porter Jr.

Kevin Porter Jr.

Idade: 19 anos
País: Estados Unidos
Universidade: USC
Experiência: freshman
Posição: ala-armador / ala
Altura: 6’5.5’’ (1.97m)

Médias na última temporada: 22.1 minutos, 9.5 pontos, 4.0 rebotes, 1.4 assistências, 0.8 roubos de bola, 0.5 tocos, 1.9 erros de ataque, 47.1% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 41.2% de acerto nos tiros de longa distância e 52.2% de conversão nos lances livres em 21 jogos disputados

Pontos fortes

– Porter possui excelente perfil físico-atlético para um ala-armador profissional, combinando ótima estatura e envergadura (2.06m) com um físico já bastante desenvolvido e explosão. Poderá atuar, inclusive, como ala na NBA.

– Seu controle de bola é muito avançado e natural para alguém de sua idade: faz uso de mudanças de direção, movimentos de hesitação e desaceleração com extrema facilidade para driblar oponentes.

– É quase imparável operando em transição, onde pode impor a sua velocidade e explosão para fazer jogadas de efeito contra defesas desorganizadas. É o tipo de talento que aparecerá ainda mais no jogo mais rápido e aberto da NBA.

– Trata-se de um finalizador agressivo próximo da cesta, que não se intimida com a falta de espaço do basquete universitário por ser capaz de absorver contato e não teme atletas mais altos/fortes.

– Provável melhor criador de arremessos para si mesmo do recrutamento. Tem um talento natural para criar separação para diferentes marcadores pela sua incrível combinação de controle de bola e trabalho de pés.

– Converteu mais de 41% dos seus arremessos de longa distância na temporada por USC, o que é particularmente impressionante pelo altíssimo volume de chutes saindo do drible, pull ups e stepbacks que tenta.

– Porter exibe flashes interessantes como passador e, embora não seja a inclinação natural do seu jogo, possui visão de quadra suficiente para enxergar companheiros livres para pontuar.

– Pode ser um bom defensor quando comprometido, especialmente no um contra um, fazendo uso de seus recursos físico-atléticos. É um surpreendente protetor de aro, inclusive, para um ala-armador.

– É muito fácil enxergar como o jogo de Porter encaixa-se com a função de sexto jogador no próximo nível, mas, diante do seu inegável upside, essa pode ser até uma projeção modesta para sua carreira.

Pontos fracos

– Sua única temporada no basquete universitário foi comprometida por uma lesão no quadril sofrida ainda em novembro – e da qual nunca soou ter se recuperado completamente.

– Não apresenta instintos apurados ou noção natural de como movimentar-se sem a bola para oferecer opção de passe aos companheiros, o que traz dúvidas sobre sua capacidade de ser produtivo sem a posse em mãos.

– A criação de arremessos para si mesmo é uma das habilidades de mais difícil e incerta transição do basquete colegial e universitário para o profissional. Atletas mais altos, ágeis e atléticos vão marcá-lo e contestá-lo na NBA.

– Os pouco mais de 52% de aproveitamento nos lances livres é um dado muito preocupante, que pode indicar um menor potencial como arremessador do que outros números poderiam sugerir.

– Porter não é um jogador para iniciar o ataque ou naturalmente indicado para manter a bola em movimento no ataque. Ter cometido mais erros de ataque do que distribuído assistências na NCAA é uma estatística ilustrativa sobre isso.

– Costuma ser um jogador desinteressado defensivamente, em especial quando o assunto é a marcação fora da bola. Carece de disciplina e atenção para acompanhar a dinâmica de defesas coletivas.

– Sejamos sinceros e diretos: o que ele pode agregar a um time além da pontuação hoje? Será que possui a capacidade de fazer os companheiros melhores? São duas perguntas duras, mas que precisam ser feitas.

– Seu mapa de arremessos em USC é a antítese da NBA atual, com muitos chutes de média distância e 20% de tentativas no garrafão. Tem a tendência a “abortar” o drible cedo demais e trocar infiltrações por tiros contestados.

– Porter foi suspenso por sua faculdade por conta de problemas não revelados de comportamento, além de ter protagonizado alguns episódios de insubordinação ao treinador no decorrer da temporada também.

Comparações: J.R. Smith (Cavaliers) mais baixo e Nick Young (ex-Lakers)

Projeção: entre 10ª e 25ª escolhas geral

Confira alguns lances de Kevin Porter Jr.

Legenda
freshman (primeiro ano universitário)

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.
  • Rodolfo Duval

    Fico curioso para ver essas análises quando Kobe ou Lebron estavam no draft, oq os especialistas falaram sobre eles, suas qualidades, defeitos e teto de evolução.

    • Andrei

      Será que existe algum site das antiga ou forum que tocava nessas questões?
      Jumper poderia trabalhar algo em cima disso.

      • Marcus Lima

        Tem o wayback machine que tem salvo registros de vários sites. Talvez ache algo lá

        • Andrei

          Cara, muito obrigado. Vou dar uma olhada la, valeu.