Prospecto do Draft 2020 – Tyler Bey

Tyler Bey

Idade: 22 anos
País: Estados Unidos
Universidade: Colorado
Experiência: junior (terceiro ano universitário)
Posições: ala / ala-pivô
Altura: 6’7″ (2,01m)
Envergadura: 7’1″ (2,16m)
Peso: 98 kg

Médias na última temporada: 13.8 pontos, 9.0 rebotes, 1.5 assistência, 1.5 roubo de bola, 1.2 toco, 2.4 desperdícios de bola, 53.0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 41.9% de aproveitamento nas bolas de três pontos, 74.3% de aproveitamento nos lances livres, 29.0 minutos por jogo

Pontos fortes

combo forward muito atlético, ágil, com altura adequada e envergadura invejável para atuar nas posições 3 e 4
– excelente e versátil defensor (no um contra um, sem a bola e na ajuda); agressivo, combina bem sua agilidade lateral de elite, avançado trabalho de pés, verticalidade e fundamentos para defender com eficiência o perímetro e a área pintada, usa com propriedade seus braços longos para antecipar linhas de passe e tem um ótimo timing para bloquear arremessos
– ótimo finalizador na área pintada; muito agressivo no ataque à cesta (média de quase seis lances livres cobrados na última temporada), tem um primeiro passo muito rápido, ataca closeuts com eficiência, sólido cutter (jogador que se movimenta subitamente buscando uma melhor posição para finalizar)
– grande potencial para se tornar um 3-and-D na NBA (seu ótimo aproveitamento no perímetro evidencia isso), mecânica de arremesso ok (a bola sai rapidamente de suas mãos), não força arremessos
– excelente reboteiro, especialmente na tábua ofensiva, combina bem seus braços longos, impulsão, agressividade e facilidade para executar o box out

Pontos fracos

– precisa ganhar força física para marcar os jogadores da posição 4 (onde deverá atuar na NBA) no nível profissional; tem os fundamentos e os atributos atléticos, mas ainda lhe faltam músculos para encarar o jogo mais físico na área pintada
– controle de bola apenas mediano, tem dificuldades para criar espaço para o próprio arremesso e apresenta um repertório limitado de dribles
– limitado na parte ofensiva; arremessa pouco do perímetro (média de apenas um chute do perímetro por jogo em 19/20) e da média distância, não tem um bom toque nos floaters
– apesar do bom aproveitamento no perímetro, seu jogo ofensivo é centrado na área próxima à cesta; para se dar bem na NBA, ele precisa melhorar a forma de seu arremesso e expandir o seu jogo para o perímetro
– tem dificuldades para criar para os companheiros, deixou a desejar como passador na área pintada (onde foi mais utilizado no College) e nas situações de drive-and-kick (quando infiltra e passa a bola para um companheiro em melhor condições de pontuar), visão de quadra limitada
– oferece pouco upside, já que é um dos jogadores mais “velhos” da classe deste ano

Comparação: Trevor Ariza (Sacramento Kings)

Projeção: entre as escolhas 24 e 35

Confira alguns lances de Tyler Bey


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Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.