Revisão da temporada – Dallas Mavericks

Dallas Mavericks (33-49)

Temporada regular: 11º lugar da conferência Oeste
Playoffs: não se classificou
MVP da campanha: Harrison Barnes (19.2 pontos, 5 rebotes e 46.8% de aproveitamento nos arremessos de quadra)

Pontos positivos

– Muito questionado devido ao alto salário e a péssima campanha nas finais da temporada 2015/16, Harrison Barnes mostrou que tem seu valor. O ala não só aumentou de 11.7 para 19.2 sua média de pontos, como manteve um alto percentual de acerto nos arremessos de quadra com 46.6%. Ótimo pontuador e bom defensor, Barnes surpreendeu e seguirá com espaço em Dallas.

– Yogi Ferrell e Seth Curry foram duas apostas certeiras. Ferrell chegou como uma experiência em um contrato de dez dias e ganhou lugar de destaque na rotação, sendo inclusive nomeado para o segundo time de novatos do ano. Já Curry, irmão mais novo do MVP, tinha vindo de uma temporada de altos e baixos com o Sacramento Kings. Sob o comando de Rick Carlisle, o armador se achou e alcançou a marca de 12 pontos por jogo com respeitáveis 42.5% de acerto das bolas de três.

– Dirk Nowitzki ainda é o cara do Mavericks. Mesmo sofrendo com lesões o alemão segue sendo a referência técnica e líder da equipe. Atuou em 54 partidas e soube dividir as ações ofensivas com os outros nomes do time e ainda chamou a responsabilidade nos momentos importantes.

Pontos negativos

– Se não fosse a lesão de Dirk, o Dallas teria brigado mais tempo por uma das vagas da pós-temporada. Em suas 54 partidas, o ala-pivô ficou limitado a 26.4 minutos por jogo, sua menor marca desde o ano de novato.

– Deron Williams e Andrew Bogut não conseguiram permanecer saudáveis e não tinham rendimento regular. A dupla ficou devendo e acabou dispensada via buyout.

– J.J. Barea foi outro que passou mais tempo no departamento médico do que nas quadras. O armador disputou apenas 35 jogos e sua experiência acabou fazendo falta ao Mavericks.

Análise

Como sempre, Rick Carlisle colocou Dallas em condições de chegar aos playoffs. Em um oeste muito disputado, as lesões incomodaram muito o elenco que acabou não tendo forças para reagir.

No entanto, foi um ano de boas descobertas. Yogi Ferrell e Seth Curry se consolidaram como bons role players para o futuro. Harrison Barnes se destacou longe de Golden State e a chegada de Nerlens Noel foi essencial para trazer uma presença defensiva ao garrafão texano.

Apesar de não ter chegado na pós-temporada, o Mavericks aproveitou como pode, fez experimentos e arrumou novos talentos. Dirk Nowitzki deve se aposentar em breve, mas deixará os torcedores em boas mãos.

Futuro

Dallas precisava de um armador para chegar e ser titular e, na noite do Draft, Dennis Smith Jr estava disponível na nona escolha. Não tinha como iniciar melhor a preparação para a próxima temporada. Vindo de North Carolina State, o jovem já deu o cartão de visitas na Summer League com ótimas apresentações e não deve ter dificuldades em assegurar a titularidade.

Outra vitória já conquistada foi a renovação com Nerlens Noel. No começo do período de negociações foi ofertado um contrato de 70 milhões de dólares por quatro anos, prontamente recusada pelo seu agente. Após muita novela e a demissão do mesmo agente, Noel acabou aceitando a oferta qualificatória de pouco mais de quatro milhões de dólares e será agente livre ao fim da próxima temporada.

Ainda na temática financeira, o novo contrato de Dirk Nowitzki é um alívio e a oportunidade de assinar com grandes nomes no futuro. O alemão recusou a sua player option de 25 milhões de dólares e assinou por apenas cinco.
Dennis Smith Jr., Harrison Barnes e Nerlens Noel são um bom trio para o futuro, mas o time é empolgante e já pode lutar pelos playoffs. Resta saber se as lesões insistirão em perseguir o elenco ou se Dallas viverá uma temporada saudável.