Revisão da temporada – Divisão Noroeste

Divisão Noroeste

*Portland Trail Blazers 49/33
*Oklahoma City Thunder 48/34
*Utah Jazz 48/34
*Minnesota Timberwolves 47/35
Denver Nuggets 46/36

*Classificados aos playoffs

A Noroeste foi, em 2017-18, a divisão mais disputada da NBA. Quatro das cinco equipes conquistaram vaga na pós-temporada e apenas três partidas separaram o primeiro (Portland Trail Blazers) do último colocado (Denver Nuggets). Por sinal, o Nuggets, ficou de fora para o Minnesota Timberwolves, em classificação decidida nas últimas rodadas da temporada regular.

Liderado pela dupla de armadores, Damian Lillard e CJ McCollum, o Portland Trail Blazers foi o campeão da divisão. Mais uma vez, os comandados de Terry Stotts conseguiram criar gordura após o all-star break, com 12 vitórias seguidas. Ocorre que, diferentemente dos últimos anos, a equipe se mostrou mais consistente para garantir o terceiro lugar geral da conferência Oeste. Grande parte desse sucesso se deu em razão da evolução defensiva, já que o time saiu da sétima pior defesa da liga em 2016-17, para a sexta melhor em 2017-18.

Entretanto, o final da campanha foi frustrante. Pela segunda temporada consecutiva, o Blazers foi eliminado na primeira rodada dos playoffs. Quem esperava grandes atuações de Lillard e McCollum acabou vendo as estrelas dos oponentes Jrue Holiday e Rajon Rondo brilhar. A dupla de armadores do Pelicans, juntamente com o astro Anthony Davis, surpreendeu e provocou a “varrida” da franquia do Oregon.

Com as aquisições de Carmelo Anthony e Paul George, o Oklahoma City Thunder fez uma temporada de altos e baixos. A campanha, em si, não foi ruim, mas a equipe ficou alguns degraus abaixo dos principais rivais de conferência, mesmo com mais um ano excelente do até então MVP Russell Westbrook, de contrato renovado. A instabilidade da equipe esteve diretamente ligada à lesão do ala-armador Andre Roberson, jogador fundamental para o sistema defensivo do técnico Billy Donovan. Com a baixa, o time, que estava entre as três melhores defesas do campeonato, não foi mais o mesmo.

Quem eliminou o Thunder nos playoffs foi o Utah Jazz, equipe que ficou com a quinta colocação na conferência Oeste. Para suprir a saída do astro Gordon Hayward, que foi para o Boston Celtics, a franquia de Salt Lake City adquiriu o armador espanhol Ricky Rubio e selecionou o jovem Donovan Mitchell. Este último, o grande destaque do time na temporada e que, para muitos, merecia o prêmio de melhor calouro.

Foi mais um ano brilhante do técnico Quinn Snyder à frente da equipe. Com a maior eficiência defensiva da NBA em 2017-18, o Jazz teve como referência o pivô Rudy Gobert, que foi eleito o defensor do ano e também liderou os times ideais de defesa do campeonato. Na pós-temporada, a franquia de Salt Lake City acabou sendo eliminada nas semifinais da conferência para o favorito Houston Rockets. No final das contas, o balanço da temporada foi positivo.

Na sequência, com a quarta melhor campanha da divisão Noroeste, veio o Minnesota Timberwolves, que, conforme já esclarecido acima, ganhou a concorrência pela última vaga contra o Denver Nuggets. Em que pese toda a dificuldade da conferência Oeste, esperava-se mais da equipe de Minneapolis na fase decisiva, especialmente do pivô Karl-Anthony Towns. A eliminação logo na primeira rodada para o Rockets ainda trouxe à tona os problemas de vestiário da equipe, com um suposto racha entre o ala-armador Jimmy Butler e os jovens do grupo.

Já o Nuggets, que fracassou no seu principal objetivo no ano, que era a classificação, contou ao menos com a evolução de jogadores fundamentais no processo de reconstrução, que são os armadores Jamal Murray e Gary Harris. Mas o destaque mesmo ficou por conta do pivô Nikola Jokic, que é um jogador completo na área ofensiva. Por sua vez, o grande reforço do time para a temporada, o ala-pivô Paul Millsap, não conseguiu ter sequência por causa de lesão. O veterano voltou às quadras em um momento decisivo e não correspondeu.

2018-19

Para a próxima temporada, a divisão Noroeste é a única que, a princípio, todas as equipes entram com a perspectiva real de estar nos playoffs. Não angariar uma vaga entre os oito melhores da conferência Oeste poderá ser motivo para críticas, crises e mudanças.

O Portland Trail Blazers não sofreu grandes modificações no seu elenco para a disputa da nova temporada. Segue a aposta na qualidade individual dos seus dois armadores e conta-se também com um ano ainda melhor para o pivô Jusuf Nurkic, que precisa se sedimentar como “o homem de garrafão” da franquia para os próximos anos. Além disso, o setor defensivo precisa manter a regularidade que teve na última campanha, com destaque para as performances dos alas Maurice Harkless e Al-Farouq Aminu. O grande problema é que esses jogadores não têm características ofensivas e ainda por cima não têm um arremesso de longa distância confiável. O novato Anfernee Simons chega como uma alternativa para o perímetro, mas a tendência é que seja pouco utilizado pelo fato de não estar preparado para a NBA de imediato.

Talvez a equipe que mais desperte expectativa nesta divisão é o Oklahoma City Thunder. Com uma movimentação interessante na offseason, Sam Presti despachou o improdutivo Carmelo Anthony (pelo menos para o sistema de jogo da equipe) e adquiriu o armador do Atlanta Hawks, Dennis Schröder, que chega para ser o sexto homem da rotação do técnico Billy Donovan.

Se por um lado, o Thunder pode ser considerado uma grande sensação pelos astros que possui, por outro fica a aposta em um time mais organizado e equilibrado, que é o Utah Jazz. Talvez só Celtics e Spurs possuam uma identidade tão forte como a da equipe de Quinn Snyder. A tendência é que Donovan Mitchell se torne uma estrela já na próxima temporada. Chega ao Jazz também mais um pontuador com bom arremesso, o jovem Grayson Allen, que era da Universidade de Duke e foi a 21ª escolha do draft deste ano. No mais, o time deve seguir a mesma filosofia de trabalho adotada nos últimos anos e que tem tudo para continuar evoluindo.

Com o pedido de troca do ala-armador e destaque da última campanha, Jimmy Butler, o Timberwolves pode ficar novamente órfão de um jogador provado, capaz de elevar o patamar da franquia entre as melhores da conferência Oeste. A boa notícia é que, em meio a essa turbulência, Karl-Anthony Towns renovou o contrato por mais cinco temporadas. O pivô ainda precisa evoluir alguns pontos do seu jogo, em especial, a defesa. Ainda assim, está entre os grandes talentos da sua posição na liga.

Por fim, o Denver Nuggets começa a temporada com a expectativa de retornar aos playoffs. O elenco é jovem e conta com apenas um jogador que avançou à casa dos 30 anos – o veterano Paul Millsap. Além disso, Michael Porter Jr. foi selecionado na 14ª escolha do draft 2018, após ter sido indicado como um dos três principais prospectos do basquete universitário. Porém, o novato caiu bastante no recrutamento por conta de uma fratura por estresse nas costas. Além disso, circulam informações de que ele é um jogador com problemas de relacionamento. Outra novidade é a contratação do armador Isaiah Thomas, que chega para ser o principal jogador do banco de reservas da equipe. Após passagens discretas por Cleveland Cavaliers e Los Angeles Lakers, o jogador selecionado para os jogos das estrelas de 2016 e 2017 tenta recuperar a melhor forma.

Michel Moral
Michel Moral
Piracicabano, colaborador do Jumper Brasil, professor e advogado especialista em Direito Bancário
  • Sean McVay de OKC

    É a divisão mais competitiva da liga e deve continuar sendo.Mas todos os times nem são contenders (talvez algum deles venha a ser nessa temporada), mas também estão longe de serem times de tank.

    • LeBeautiful

      Exatamente, é a única divisão que conta com 5 times sólidos, bem chatos de serem batidos mas não tão fortes pra incomodar o reinado dos campeões. Ninguém aí vem pra ficar no limbo, no duro todos se equivalem, se não rolar lesões sérias vão todos brigar pra ficar nos 8. E como se enfrentam 4x entre sí, os confrontos diretos vão ser decisivos, na última temp 4 pegaram pós, se as coisas se acertarem em LA talvez 2 ou até 3 da Northwest fiquem de fora…Acho que Blazers, OKC e Jazz são os melhores, Nuggets vai ter que perder o medo de ir além, e o Wolves por conta do vestiário é uma incógnita.

  • Diego Costa

    Foi uma temporada divertida nessa divisão, rendeu boas risadas. Ainda mais na série do Blazers x Pelicans

    • Paulo Henrique

      Achei Jazz x Thunder melhor

      • Marcelo Desoxi

        uahaua

        • Diego Costa

          Não ria, você nem pros playoffs foi.

          • Marcelo Desoxi

            Detroit não foi aos offs, e o PG não foi para o jogo de win or go home , rsrs.
            5 pontos ehehe.

            Eu lhe avisei durante todo o ano, mas você batia o pé “PG é clutch !” .
            Tá aí.

      • LeBeautiful

        Esse Diego Brochas soh pode goza com o pau dos outros coitado mesmo

        • Diego Costa

          Não falo com varridos.

          • LeBeautiful

            Pra tu me zoar tem que goza com o pau alheio, pra mim te humilhar só preciso lembrar que teu timeco é freguês do meu.
            Diferenças…Quando o Blunder ganhar UM mísero jogo do Blazers, aí tu volta aqui. Cliente!

      • Diego Costa

        Achou? E o pacers onde foi ? Pra lugar nenhum tbm né? Rs

        • Paulo Henrique

          E mesmo assim foi melhor que o Thunder huahuahuahuashua

          • Diego Costa

            Da no mesmo. Perdeu de virada tbm, e ainda num jogo 7.

  • Paulo Henrique

    2019 será o ano do Nuggets

  • Divisão mais emocionante de todas. Torço para que o Portland consiga melhorar o time, gosto demais da dupla CJ e Lillard.

    OKC tem chances de surpreender. Se Roberson voltar em ritmo, o time vai crescer. A ausência do Carmelo foi o reforço que o time precisava.

  • Dannilo Roberto

    Alguém sabe como ta a situação do Michael Porter Jr? Ainda acho o Nuggets melhor que os Wolves