Revisão da temporada – Divisão Sudeste

Divisão Sudeste

Miami Heat 44/38*
Washington Wizards 43/37*
Charlotte Hornets 36/46
Orlando Magic 25/57
Atlanta Hawks 24/58

*Classificados aos playoffs

A divisão que colocou menos times nos playoffs pelo segundo ano seguido não teve uma equipe dominante. O Miami Heat terminou com 44 vitórias em 82 jogos, uma a mais que o Washington Wizards, segundo colocado. Já na fase dos mata-matas, ambos caíram na primeira fase para Philadelphia 76ers e Toronto Raptors, respectivamente.

O Heat contou com o armador Goran Dragic pela primeira vez no Jogo das Estrelas e conviveu com os altos e baixos do pivô Hassan Whiteside, segundo maior salário da posição na NBA em 2017-18, atrás apenas de Al Horford e empatado com Andre Drummond. A equipe ainda recebeu o retorno do veterano Dwyane Wade, após rápidas passagens por Chicago Bulls e Cleveland Cavaliers. Sua presença, sempre a partir do banco de reservas, deu ao time  força para ir mais longe na temporada.

O Wizards teve mais um ano difícil por conta das lesões de seu principal jogador, o armador John Wall. O astro atuou em somente 41 jogos, metade da campanha. A evolução, na marra, de Otto Porter Jr também foi notada, mas a direção ainda espera mais do atleta. Já Bradley Beal foi o cestinha da equipe e, pela primeira vez na carreira, foi selecionado para o ASG. O pivô polonês Marcin Gortat foi trocado para o Los Angeles Clippers ao fim de 2017-18 por Austin Rivers.

Quando esperava-se continuidade e um plano em cima dos jogadores jovens, o Charlotte Hornets realizou uma troca para receber Dwight Howard. De cara, Frank Kaminsky e Cody Zeller, ambos em evolução, perderam tempo de quadra. O impacto acabou não sendo tão grande porque Howard, apesar de tudo o que demonstrou nos últimos anos, jogou relativamente bem na equipe de North Carolina. Mas já era, também. Logo após o fim de 2017-18, foi negociado para o Brooklyn Nets e, posteriormente, dispensado e acertou com o Wizards, quarto time nos últimos quatro anos. Kemba Walker foi a única peça que funcionou do início ao fim, mas em vão. O Hornets passou longe de se classificar.

O Orlando Magic foi do céu ao inferno em poucas semanas. Começou forte e chegou a figurar entre os líderes da conferência Leste, mas aos poucos perdeu fôlego e colecionou sequências de derrotas. Não por menos, terminou no 14° e penúltimo lugar. Armador do presente e futuro, Elfrid Payton foi trocado para o Phoenix Suns por migalhas (escolha de segunda rodada), deixando o time nas mãos do veterano D.J. Augustin. Claro que não deu em nada.

Por fim, o Atlanta Hawks deixou de ser um time de playoffs após dez classificações consecutivas. O processo de reconstrução passaria por Dennis Schroder, mas o armador alemão acabou trocado para o Oklahoma City Thunder por Carmelo Anthony. Não que Anthony não pudesse ajudar, mas logo foi dispensado e assinou com o Houston Rockets. Agora terá Trae Young ao lado de Taurean Prince e Jeremy Lin. Até aí, o time é muito jovem. Lin é o segundo jogador mais velho do elenco. O primeiro? Vince Carter, com 41 anos.

Gustavo Freitas
Gustavo Freitas
Mineiro de Uberaba, é co-fundador do Jumper Brasil e fã do Boston Red Sox.