Rumornelli – Semana 14

Com a proximidade da trade deadline, no próximo dia 07 de fevereiro, alguns times começam a ser pressionados por tomar decisões sobre o futuro próximo. Nesta semana, comentamos a situação de três destas equipes.

Nikola Vucevic: a hora para trocar é agora

O Orlando Magic tem uma decisão difícil com Nikola Vucevic. A franquia vê o suíço de 28 anos fazer a melhor temporada da carreira em ano de renovação de contrato, justamente com o pano de fundo de uma offseason onde haverá aumento do teto salarial e grande disponibilidade de dinheiro no mercado.

A franquia não considerou trocá-lo antes porque ainda acreditava em lutar pelos playoffs, mas o Magic está em queda livre na temporada e agora a decisão parece mais fácil. Como o futuro da posição de pivô parece reservado para Mo Bamba, e já tendo renovado com Aaron Gordon por uma quantia expressiva, o caminho natural para o Magic seria aproveitar o bom momento de Vucevic e trocá-lo por uma outra boa peça, evitando precisar tomar a decisão entre pagar um grande salário a ele na offseason ou deixa-lo sair por nada.

Interessados no atleta não faltariam. Seria interessante observar o comportamento do Los Angeles Lakers caso o time de Orlando disponibilize o pivô no mercado. Um pivô como Vucevic é o complemento perfeito para LeBron James, capaz de fazer boas screens, com movimentos polidos e capacidade de pontuação embaixo da cesta. Seria um alvo ideal para os passes de LeBron no garrafão. O time de Los Angeles tem o ala-armador Kentavious Caldwell-Pop e talvez uma escolha de Draft ou um dos calouros Moritz Wagner ou Svi Mykhailiuk como peças mais atrativas para um negócio por Vucevic. Como o pivô possui contrato expirante, é difícil imaginar que uma oferta passe deste patamar.

Pelicans: dá pra salvar a temporada?

Depois de ser a grande surpresa da última temporada ao chegar no segundo round dos playoffs, o New Orleans Pelicans vem fazendo uma campanha decepcionante que fez as conversas sobre uma troca de Anthony Davis esquentarem muito nas últimas semanas.

Apesar de tudo isso, o time está apenas 2,5 jogos atrás dos últimos colocados na briga pelos playoffs no Oeste, e vê times como o Los Angeles Lakers vacilando num momento ruim. O sonho de chegar mais uma vez aos playoffs, portanto, é real. Esta seria uma conquista importante para tentar convencer Anthony Davis a assinar uma extensão nesta offseason, quando ele se torna elegível para um Supermax. Em sete anos do pivô com a franquia, o time chegou aos playoffs em apenas duas oportunidades.

Para tanto, o GM Dell Demps poderia explorar o mercado em busca de um ou dois jogadores que possam ajudar o curto elenco do Pelicans a render um pouco mais. A tarefa não é fácil e exige criatividade, afinal o Pelicans tem poucos bons atletas na rotação e obrigatoriamente teria que trocar um de seus principais jogadores para conseguir outro de bom nível, então a lógica é de que o time precisaria trocar um jogador que talvez não seja o melhor encaixe possível por outro que complemente melhor os que lá estão.

Nesta linha, o maior candidato a ser negociado seria Julius Randle. O pivô até faz boa temporada estatística, depois de ter assinado um contrato de dois anos na última offseason, mas os dados considerando todo o time, principalmente seu encaixe com AD, mostram que Randle não eleva a performance da equipe como um todo quando está em quadra. Pelo contrário, é um encaixe ruim com a maioria dos atletas do time. Neste sentido, uma troca dele por, quem sabe, um jogador de perímetro com proficiência nos arremessos, somado a mais um ou dois agentes livres do mercado de buyout podem fazer o Pelicans mais coeso e encaixar uma sequência para se classificar aos playoffs, com efeito similar ao alcançado com a troca por Nikola Mirotic na temporada passada.

Wolves vai começar a desmontar o time de Thibodeau?

Com a queda de Tom Thibodeau do comando do Minnesota TImberwolves, o último experimento de dirigente-treinador que restava na NBA foi encerrado. É inegável que Thibodeau buscou montar um elenco com jogadores que se encaixassem em seu estilo de jogo, mas que não necessariamente eram as melhores peças para dar apoio a Karl-Anthony Towns e Andrew Wiggins, pilares do time para as próximas temporadas.

Assim, pode ser que o Wolves aproveite esta nova era para tentar negociar alguns destes atletas. O armador Jeff Teague e o ala-pivô Taj Gibson são os candidatos mais óbvios, dado o desempenho fraco de ambos no tipo de sistema mais fluído que Ryan Saunders começa a montar, mas especialmente pelo fato de que a presença dos veteranos tira tempo de quadra de Tyus Jones e Dario Saric, dois atletas que o Wolves deve investir e observar mais de perto para a sequência de suas atividades.

Gibson possui um contrato expirante de US$ 14 milhões e o Wolves pode decidir mantê-lo para alcançar um pouco de alívio financeiro na offseason, mas da mesma forma este contrato pode ser valioso para outras franquias e render mais uma boa peça para o futuro. Com Teague, a missão é hercúlea. O armador tem mais uma temporada de contrato além da atual, na qual receberá US$ 19 milhões de dólares. Aos 30 anos, vem fazendo temporada bastante mediana, e o interesse por ele ao redor da liga deve ser bastante baixo.

Por Ricardo Romanelli