Rumornelli – Semana 3

Rockets/Butler: tudo ou nada

A novela envolvendo Jimmy Butler e o Minnesota Timberwolves continua longe de um final, mas ganhou novos desdobramentos nesta semana. O Houston Rockets teria oferecido quatro escolhas de primeiro round em Drafts futuro pelo jogador.

As regras da liga permitem um máximo de quatro escolhas de Draft envolvidas a cada troca, e estabelecem que estas escolhas não podem ser em anos consecutivos. A oferta, portanto, envolveria as escolhas nos Drafts de 2019, 2021, 2023 e 2025.

É um negócio de risco. Se Jimmy Butler renovasse com o Rockets, a única escolha sem ele no time seria a de 2025 (caso assinasse por quatro anos), mas dentro de quatro anos, Chris Paul terá 37 anos, enquanto que Butler e James Harden terão 34 anos cada. Butler e Paul têm, ainda, grande histórico de lesões.

O que parece é que o Rockets, sabendo do histórico de Paul e também de sua realidade financeira para os próximos anos (os contratos de Paul e Harden devem impedir grandes movimentações na agência livre), está disposto a investir numa temporada de tudo ou nada para tentar conquistar um título da NBA já neste ano, e deixa seu futuro para depois.

Às vezes, este tipo de negócio pode dar certo, como quando o Boston Celtics adquiriu Kevin Garnett e Ray Allen em 2007, já mais veteranos, sabendo que colocando os dois ao lado de Paul Pierce teria uma janela de título por duas ou três temporadas, que foi o que aconteceu.

Mas maus exemplos também não faltam, como quando os próprios KG e Pierce foram trocados para o Brooklyn Nets por escolhas de Draft. O Nets não ganhou nada com eles e as escolhas se tornaram Jayson Tatum, Jaylen Brown e Collin Sexton. A mesma coisa aconteceu com o Los Angeles Lakers, quando trocou duas escolhas de primeiro round e duas de segundo round para o Phoenix Suns por Steve Nash, na tentativa de formar um supertime com Kobe Bryant, Pau Gasol, Metta World Peace e Dwight Howard. Nash pouco jogou, Howard foi embora na offseason seguinte e Pau Gasol na próxima. Bryant se aposentou alguns anos depois, jogando suas últimas temporadas com times de loteria e pouquíssimo talento em seu entorno.

O Rockets, é claro, sabe bem dos riscos envolvidos. Mas esta é a típica situação onde apenas o resultado final vai importar para avaliar o negócio. Ao que tudo indica, porém, o Wolves não se impressionou com a oferta um negócio não é iminente.

Anthony Davis: querendo ficar?

Os rumos da carreira de Anthony Davis têm sido motivo de grande especulação e antecipação na NBA. O atleta pode se tornar agente livre apenas em 2021, mas nesta offseason de 2019 já pode assinar uma extensão Supermax com o New Orleans Pelicans caso deseje. Recentemente, ele contratou como representante a Klutch Sports, de Rich Paul e com ligação umbilical com LeBron James. A decisão levou a toda sorte de especulações, mas Davis as contemporizou, dizendo que a mudança objetivava apenas consolidá-lo como o melhor jogador da liga na sequência de sua carreira.

Apesar disso, segundo Adrian Wojnarowski (ESPN), Davis estaria buscando “mais motivos para ficar, do que para ir embora”. Woj acredita que Davis possui boa ligação com a franquia e não pensaria em sair, a não ser que a situação fosse muito ruim. Ainda sem ser um time de elite, o Pelicans tem conseguido montar bons times no entorno do astro, chegando ao segundo round dos playoffs na temporada passada e sendo um dos melhores times neste início de campanha em 2018-19.

De toda forma, o Pelicans observa a situação de maneira apreensiva, e se ele optar por não assinar a extensão ao final da temporada, a luz de alerta pode ser ligada e o time pode passar a considerar suas opções. Qualquer franquia na NBA teria interesse em contar com o fantástico pivô de apenas 25 anos, que pode ser considerado um dos melhores jogadores da liga nos dois lados da quadra. Esta situação promete muita especulação conforme os próximos movimentos forem acontecendo.

Pranchetas trocando de mão?

A demissão de Ty Lue do comando técnico do Cleveland Cavaliers após iniciar a temporada com seis derrotas consecutivas pode ser o gatilho para mais dispensas de treinadores ao redor da liga. O primeiro alvo de especulações foi Scott Brooks, após o Washington Wizards começar a temporada com apenas uma vitória em seis partidas. Com um elenco que custa muito caro, o Wizards é um time muito cobrado por resultados, e a maior parte desta cobrança recai sobre o treinador. A franquia, no entanto, teria agido rápido para garantir Brooks no cargo, pelo menos por enquanto.

O Wizards pode, até mesmo, contemplar trocar algum de seus jogadores com contrato caro, como Bradley Beal ou Otto Porter Jr., caso os resultados não venham na sequência da campanha. John Wall é uma peça mais difícil de ser movida. É o melhor dos três, mas também o mais velho, o contrato mais caro e supostamente o mais difícil de lidar no vestiário. A paciência da diretoria se dá pelas lesões do time. Dwight Howard, por exemplo, ainda não estreou na temporada.

Rick Pitino, ex-treinador de Louisville na NCAA, e Jerry Stackhouse, ex-atleta que vem fazendo excelente trabalho como assistente no Toronto Raptors são vistos como nomes que devem aparecer em especulações para ocupar postos de treinador na NBA, entre outros.

  • Eduardo Muniz

    Wizards está com cara de que vai implodir mesmo. Aliás, acho que já deveria ter ocorrido movimentações e trocas na equipe antes da temporada começar. Acho que seria bom ao Wall uma mudança de ares. Ele parece que está desleixado e fora de forma.

  • Wizards é o único time ruim recheado de atletas bons. Implode.

  • Jg10 Natividade

    É o Luke não entra nesses rumores pra ir embora? Tirem ele, por favor!