Técnico do Sixers vê críticas a arremesso de Ben Simmons como “exageradas”

Ben Simmons é um astro consolidado e está entre os melhores armadores em atividade na NBA. Todas as discussões envolvendo o titular do Philadelphia 76ers, no entanto, giram em torno de sua incapacidade nos arremessos – em especial, de longa distância. Essa é uma questão que o próprio atleta de 23 anos admite ser um tormento em sua carreira e motivo para que muitos torcedores insistam em subestimá-lo na liga. 

“Algumas pessoas colocam tanta ênfase na questão do meu arremesso que cansa. É um pouco demais, mas fez-me parar e focar ainda mais naquilo que sou bom. Há coisas que sou capaz de fazer em quadra e simplesmente ninguém pode parar: roubo posses, puxo contra-ataques, distribuo o jogo, pontuo no garrafão. Então, sim, falam demais sobre o meu arremesso”, afirmou uma das referências do Sixers, em entrevista à ESPN

A aversão de Simmons com os tiros de longa distância até parecia estar prestes a mudar no início dessa temporada: ele converteu as duas primeiras tentativas da carreira até o começo de dezembro e parecia mais disposto a arremessar. Mas a nova tendência parou rapidamente. Nas últimas 32 partidas da franquia pré-paralisação da NBA, o astro só tentou um arremesso de três pontos – e, como já poderíamos imaginar, errou. 

“Ben é um astro tão polarizante e único, em uma cidade tão importante, que as pessoas focam muito mais suas fraquezas do que qualidades. Acho que a questão do arremesso é exagerada. Ele não teve uma temporada de novato com ‘passe livre’ para errar, como outros prospectos de primeira linha tiveram. Tenho certeza que, se tivesse tido, estaria tentando muito mais tiros de três pontos”, argumentou o treinador Brett Brown.  

Em uma liga onde o arremesso de longa distância torna-se cada vez mais fundamental, essa incapacidade de Simmons chega a assustar em um armador: ele tentou somente 23 chutes de três pontos em 214 partidas realizadas. E isso porque metade deles, pela posição de quadra e o tempo no relógio de posse de bola, foram “desesperados”. Ele sabe que o problema existe e pede só uma coisa para todos: paciência. 

“Eu sei que vou desenvolver o arremesso com o tempo. É só uma questão de sentir-me mais confortável e começar a ver a bola cair mais regularmente. Tento tantos ganchos no ‘cotovelo’ do garrafão porque já acertei vários e tenho confiança de que será cesta. Nunca foi assim com os tiros de três pontos. Poderia estar chutando qualquer bola que caia na minha mão, mas prefiro ser o cara que trabalhará para arremessar 40% de aproveitamento em breve”, avisou Simmons. 

Ricardo Stabolito Jr.
Ricardo Stabolito Jr.
Jornalista de 27 anos. Natural de São Bernardo do Campo, mas vive em Salvador há mais de uma década.