Times históricos que não foram campeões – Indiana Pacers (1998)

O sétimo artigo da série traz (na minha visão) o melhor Indiana Pacers de todos os tempos. A equipe de 1998 tinha o fantástico arremessador Reggie Miller, fez uma campanha espetacular (a melhor da história da franquia até então), mas parou nas finais da Conferência Leste. Derrotado por qual time? Pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, o algoz da maioria dos times históricos analisados nesta série, em uma decisão eletrizante de sete jogos.

A equipe de Indianápolis foi contender nos anos 90, quando chegou nove vezes aos playoffs, incluindo quatro finais de conferência. Isso sem contar as finais da NBA, alcançadas em 2000. Em todas elas, o time foi capitaneado pelo ala-armador Reggie Miller, considerado um dos melhores arremessadores da história da liga.

O auge do Pacers, na década, foi a equipe de 1998. Na ocasião, a equipe fez até então a melhor campanha de todos os tempos da franquia, com 58 vitórias e 24 derrotas (superada pelo time de 2004, com um recorde de 61-21). Antes de falar do Pacers que marcou época é preciso contar como se deu a formação do elenco que entraria para a história de Indiana.

O começo da era Reggie Miller

Maior cestinha da história do Pacers, Reggie Miller defendeu a franquia por 18 temporadas

A nossa história começa em 1987, ano em que o gerente-geral do Pacers, Donnie Walsh, selecionou Miller na 11ª posição do draft. A escolha foi considerada polêmica na época, já que os fãs da equipe queriam que Walsh tivesse escolhido Steve Alford, ídolo da Universidade de Indiana. Só para constar, Alford, que hoje é técnico de UCLA, foi um fiasco na NBA. Ponto para o GM do Pacers!

Em sua primeira temporada na liga, Miller foi reserva do veterano John Long. Treinado pelo histórico Jack Ramsay, campeão pelo Portland Trail Blazers (1977), a equipe de Indianápolis foi apenas a nona colocada do Leste e ficou de fora dos playoffs.

No ano seguinte, o pivô holandês Rik Smits foi selecionado pelo Pacers na segunda escolha geral e Miller tornou-se titular e o segundo cestinha do time, atrás apenas do ala Chuck Person. Contudo, o Pacers não alcançou os playoffs e teve quatro treinadores na temporada.

Em fevereiro de 1989, o time de Indiana trouxe o ala alemão Detlef Schrempf, por meio de uma troca com o Dallas Mavericks, em que o pivô Herb Williams foi enviado para o time texano.

Em 1989/90, o time chegou à pós-temporada sob o comando de Dick Versace e liderado por Miller, agora maior pontuador da equipe. Na primeira rodada, o Pacers, que havia feito a oitava melhor campanha do Leste, foi varrido pelos bad boys do Detroit Pistons, atual campeão e que conquistaria o bicampeonato naquela temporada.

Na segunda rodada do draft de 1990, o Pacers selecionou o ala-pivô Antonio Davis, na 45ª posição.

Nas três temporadas seguintes, o Pacers treinado por Bob Hill e com Miller como cestinha chegou aos playoffs, mas não passou da primeira rodada. Em 1991, o ala-pivô Dale Davis foi selecionado na 13ª posição do draft. No ano posterior, Person foi trocado com o Minnesota Timberwolves junto com o armador Micheal Williams. Em contrapartida, o Pacers recebeu o armador Pooh Richardson e o ala Sam Mitchell.

Reggie Miller foi algoz do Knicks em duelos históricos nos playoffs do Leste

A chegada de Larry Brown e os duelos históricos contra o Knicks

A offseason de 1993 foi importante para os rumos da equipe nos anos posteriores. Hill foi demitido e Larry Brown contratado para comandar o time. Schrempf, que havia sido selecionado para o All-Star Game daquele ano, foi trocado com o Seattle SuperSonics pelo também ala Derrick McKey. O armador Haywoode Workman assinou com a equipe e, no início da temporada, o também agente livre Byron Scott, tricampeão pelo Los Angeles Lakers nos anos 80, reforçou o time de Indiana.

As mudanças deram resultado e o Pacers foi o quinto colocado do Leste, com 47 vitórias e 35 derrotas. Na primeira rodada, a equipe varreu o Orlando Magic de Shaquille O’Neal e Penny Hardaway. Na semifinal, o Pacers surpreendeu o Atlanta Hawks, que havia feito a melhor campanha da conferência. Em seis partidas, Indiana superou a equipe de Mookie Blaylock, Danny Manning e Stacey Augmon.

Nas finais do Leste, o adversário foi o New York Knicks, treinado por Pat Riley e liderado por Patrick Ewing, John Starks e Charles Oakley. Em uma série catimbada e histórica, que chegou a sete partidas, o Pacers lutou bastante, mas foi superado pelo time novaiorquino.

O time de Indianápolis perdeu as duas primeiras partidas, mas bateu o Knicks nas três seguintes. O jogo 5 da série, aliás, é um dos mais espetaculares da história dos playoffs. O Knicks liderou boa parte do duelo e foi para o último período com uma vantagem de 12 pontos: 70 a 58. Parecia uma fatura liquidada. Parecia… No quarto final, Reggie Miller anotou 25 dos 35 pontos do time de Indiana e calou o Madison Square Garden. A cada cesta, ele provocava o cineasta Spike Lee, famoso torcedor do Knicks. O Pacers conseguiu a virada improvável e jogou o time novaiorquino nas cordas.

Indiana tinha a faca e o queijo nas mãos para chegar à sua primeira final na NBA, já que o sexto jogo do confronto seria disputado em Indianápolis. Mas com uma grande atuação de Starks, que anotou 26 pontos, o time visitante venceu por 98 a 91 e levou a decisão para Nova Iorque. No sétimo e derradeiro jogo, Ewing teve uma atuação fantástica – 24 pontos, 22 rebotes, sete assistências e cinco tocos – e guiou o Knicks às finais. Restaram a frustração e a sensação de que o Pacers ficou muito perto de alcançar a decisão da liga.

Na offseason de 1994, o Pacers trouxe o armador Mark Jackson, após uma troca com o Los Angeles Clippers, que recebeu Pooh Richardson, Malik Sealy e os direitos de Eric Piatkowski. A negociação deixou claro que o objetivo de Indiana era se manter forte e brigar por uma vaga nas finais. Com um time mais qualificado que o do ano anterior, o Pacers conseguiu 52 vitórias e 30 derrotas e terminou a temporada regular na segunda posição do Leste, atrás apenas do Magic.

Na primeira rodada dos playoffs, Indiana varreu o Hawks. Na semifinal, a equipe teve o Knicks de novo pela frente. Em mais um duelo equilibrado, decidido em sete partidas, o Pacers, desta vez, levou a melhor sobre o rival. O primeiro jogo do confronto entrou para a história dos playoffs. Graças a oito pontos seguidos de Miller, nos últimos 18 segundos de jogo, o Pacers conseguiu uma virada incrível e levou a melhor na partida disputada no Madison Square Garden.

Na decisão do Leste, o Pacers enfrentou o Magic, time que havia varrido no ano anterior. Mas desta vez, com Shaq e Hardaway jogando no mais alto nível, a missão seria bem mais complicada. Como não poderia deixar de ser, a série foi a sete jogos. Quem teve o mando de quadra, no caso, o time de Orlando, dono da melhor campanha da conferência, saiu-se vencedor.

A quarta partida daquelas finais do Leste entrou para o rol de confrontos inesquecíveis em playoffs. Com quatro mudanças de liderança, nos últimos 13 segundos de jogo, o Pacers venceu por 94 a 93, após uma cesta de Smits no estouro do cronômetro.

Com duas finais de conferência seguidas, o Pacers entrou na temporada 1995/96 como um dos candidatos ao título. A base foi mantida e o time ainda assinou com os veteranos Eddie Johnson e Ricky Pierce para qualificar o banco de reservas. No draft de 95, a franquia selecionou o armador Travis Best (pick 23) e o ala-armador Fred “The Mayor” Hoiberg (pick 52).

O time de Indiana terminou a temporada regular com a terceira melhor campanha do Leste, com 52 vitórias e 30 derrotas, atrás somente de Bulls (72-10) e Magic (60-22). Um detalhe que vale a pena ser citado: o Pacers foi a única equipe que bateu o histórico time de Chicago por duas vezes naquela temporada. A promessa era a de que os playoffs do Leste pegariam fogo!

Só que para azar e decepção da franquia de Indiana, Miller sofreu uma lesão ocular no último mês da temporada regular e só retornou às quadras no quinto e derradeiro jogo da primeira rodada dos playoffs. O Pacers foi surpreendido pelo Hawks e a temporada encerrou-se com um gosto amargo.

Na offseason seguinte, Jackson e Pierce foram trocados para o Denver Nuggets pelo ala Jalen Rose. No recrutamento de 96, o Pacers selecionou o pivô Erick Dampier, na décima escolha.

Naquela temporada, o time de Indiana teve diversos problemas. Smits e McKey desfalcaram a equipe por vários jogos devido a lesões no pé e no tendão de Aquiles, respectivamente. Best não convenceu como armador principal e o GM Donnie Walsh trouxe de volta o veterano Mark Jackson, reconhecendo o erro na troca feita poucos meses antes.

Com a decepcionante campanha de 39 vitórias e 43 derrotas, o Pacers terminou na décima colocação do Leste e ficou de fora dos playoffs pela primeira vez em oito anos. Ao final da temporada, Larry Brown foi demitido.

Mark Jackson, Rik Smits e Reggie Miller marcaram época em Indiana

A temporada mágica de 1997/98

Para o comando do time, Walsh contratou o lendário ex-jogador Larry Bird. Aquela seria a primeira experiência do ídolo do Boston Celtics como treinador na NBA. Bird era muito identificado com Indiana, já que era o seu estado natal e ele havia defendido a Universidade de Indiana State por três anos.

Além do novo técnico, o Pacers fez algumas mudanças pontuais no elenco. Enviou o jovem Dampier e o ala Duane Ferrell para o Golden State Warriors e, em contrapartida, recebeu o veterano Chris Mullin, que havia jogado com Bird no Dream Team campeão olímpico em 1992, em Barcelona. Para dar mais experiência a um elenco já calejado, o time de Indiana assinou com o pivô Mark West, titular no Phoenix Suns, vice-campeão de 1993.

As alterações implementadas por Walsh deram muito certo. Mullin se encaixou bem no quinteto inicial ao lado de Jackson, Miller, Dale Davis e Smits. Ele e Miller, aliás, tiveram aproveitamentos acima de 42% nos arremessos de longa distância, demonstrando o poderio ofensivo do Pacers no perímetro. Segundo maior pontuador da equipe, Smits foi selecionado pela primeira vez para o All-Star Game. Já o cestinha Miller disputou o quarto Jogo das Estrelas de sua carreira. Para fechar, Bird foi eleito o melhor técnico do ano, logo em seu primeiro trabalho na liga.

O Pacers finalizou a temporada regular com a segunda melhor campanha do Leste, com 58 vitórias e 24 derrotas. Esse foi até então o melhor desempenho da franquia na história, superado posteriormente apenas pela campanha de 2003/04.

Além disso, o time de Indiana foi o quarto melhor em eficiência ofensiva (108.4 pontos marcados a cada 100 posses de bola) e o quinto em eficiência defensiva (101.6 pontos sofridos por 100 posses de bola). Esses números mostram que o Pacers era forte dos dois lados da quadra e um dos candidatos a chegar pelo menos à final do Leste.

Indiana Pacers – 1997/98

Time-base: Mark Jackson (PG), Reggie Miller (SG), Chris Mullin (SF), Dale Davis (PF) e Rik Smits (C)

Principais reservas: Antonio Davis (PF/C), Jalen Rose (SG/SF), Derrick McKey (SF), Travis Best (PG) e Fred Hoiberg (SG)

Técnico: Larry Bird

Jogador Idade Pontos Rebotes Assistências Roubos Tocos Minutos
Reggie Miller 32 19.5 2.9 2.1 10. 0.1 34.5
Rik Smits 31 16.7 6.9 1.4 0.5 1.2 28.6
Mark Jackson 32 8.3 3.9 8.7 1.0 29.4
Chris Mullin 34 11.3 3.0 2.3 1.2 0.5 26.5
Dale Davis 28 8.0 7.8 0.9 0.7 1.1 27.9
Antonio Davis 29 9.6 6.8 0.7 0.5 0.9 26.7
Derrick McKey 31 6.3 3.7 1.5 1.0 0.5 23.1
Jalen Rose 25 9.4 2.4 1.9 0.7 0.2 20.8
Travis Best 25 6.5 1.5 3.4 1.0 0.1 18.9
Fred Hoiberg 25 4.0 1.9 0.7 0.6 13.4

Na primeira rodada dos playoffs, a equipe de Indianápolis não encontrou dificuldades para bater o Cleveland Cavaliers de Shawn Kemp e Zydrunas Ilgauskas, em uma série de quatro jogos. Na semifinal de conferência, um velho conhecido. A rivalidade entre Pacers e Knicks foi uma das mais intensas na década de 90 e, mais um capítulo seria escrito na temporada 1997/98. Ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, desta vez a série não foi marcada pelo equilíbrio, já que o time de Indiana liquidou a fatura em cinco partidas. No jogo 4, inclusive, Miller presenteou Spike Lee e o Madison Square Garden com uma atuação de gala. Levou o jogo para a prorrogação ao converter uma bola de três a cinco segundos do fim e terminou o duelo com 38 pontos.

Na final do Leste, o aguardado duelo contra o temido Bulls. Apesar da qualidade inquestionável de seu elenco e do ótimo trabalho do estreante Larry Bird, a missão do Pacers era muito complicada. Do outro lado estava uma equipe detentora de cinco títulos na década, vinda de duas conquistas seguidas, dona da melhor campanha da temporada e liderada pelo maior jogador de todos os tempos. Jordan, aliás, foi eleito o MVP daquele ano, sua quinta honraria na carreira.

Considerado azarão naquelas finais, o Pacers jogou no seu limite e deu muito trabalho ao Bulls. Nas duas primeiras partidas da série, disputadas em Chicago, o time mandante levou a melhor. Nos dois duelos, Jordan combinou para 72 pontos. Nos dois jogos, a diferença no placar foi de apenas seis pontos (85 a 79 e 104 a 98).

A série foi para Indianápolis nos jogos 3 e 4. O Pacers sabia que, se quisesse pensar no título do Leste, vencer em casa seria fundamental. E foi o que aconteceu. No terceiro jogo, o time de Indiana ganhou por 107 a 105, com Miller anotando 13 de seus 28 pontos nos quatro minutos finais do duelo. O banco do Pacers foi importante naquela partida, com quatro jogadores – Rose, A. Davis, Best e McKey – combinando para 41 pontos.

A quarta partida das finais de 1998 é inesquecível. O Pacers entrou no período final com uma desvantagem de oito pontos no placar: 77 a 69. Mas nos minutos derradeiros, o time da casa buscou a improvável virada. Como não poderia deixar de ser, Miller entrou em cena e foi clutch. Ele recebeu o passe lateral de McKey, superou a marcação de Jordan e converteu o arremesso de três pontos quando restava apenas um segundo no relógio. Na posse de bola final, Jordan ainda tentou um chute de longa distância no estouro do cronômetro. O público presente à Market Square Arena ficou paralisado por alguns instantes. A bola bateu na tabela, rodou o aro, chorou, chorou e não caiu. Explosão em Indianápolis! Que final de jogo inacreditável! De forma dramática, o Pacers venceu por 96 a 94 e empatou a série.

No quinto jogo do confronto, realizado em Chicago, o Bulls entrou “mordido” e atropelou por 106 a 87. Jordan foi o cestinha, com 29 pontos. Bem marcado, Miller teve uma atuação discreta e anotou apenas 14 pontos.

A série voltou para Indianápolis na sexta partida. Para o Pacers era vencer ou morrer. O duelo foi equilibrado, com 15 mudanças de liderança, e decidido apenas nos instantes finais. Mais uma vez, o camisa 31 do time de Indiana foi neutralizado pela dupla Jordan-Pippen e anotou apenas oito pontos. Smits foi o cestinha do Pacers, com 25 pontos. Jordan, por sua vez, foi o maior pontuador do jogo, com 35 pontos.

Mas o time de Indiana venceu por 92 a 89 graças a um herói improvável. Quando restavam 33 segundos para o fim, o reserva Travis Best converteu um arremesso de curta distância com a ajuda da tabela, e colocou o Pacers dois pontos à frente no placar (89 a 87). Na posse de bola seguinte, o Bulls empatou o duelo. A oito segundos do final, Best sofreu falta, teve sangue frio e converteu os dois lances livres, colocando o time da casa novamente na liderança. Na última posse, a bola ficou com Jordan. O maior jogador da história, em um raro momento de infelicidade, escorregou e perdeu a bola quando tentava uma infiltração. Isso ocorreu a três segundos do fim. O Pacers jogou no seu limite e levou a série para a sétima partida, algo impensável para muitos analistas da época.

E veio o sétimo e decisivo jogo. No duelo disputado em Chicago, a equipe de Indiana entrou disposta a fazer história. A partida começou com o time visitante atuando de forma agressiva. O Pacers venceu o primeiro quarto por 27 a 19 e mostrou ao adversário que não se renderia facilmente. No segundo período, o Bulls se recuperou e foi para o intervalo com uma vantagem de três pontos: 48 a 45. A partida seguiu equilibrada até o fim.

Nos momentos derradeiros do duelo, a defesa do time de Chicago entrou em cena. Miller conseguiu apenas um arremesso no quarto período (um airball). O Pacers não anotou um ponto sequer nos últimos dois minutos de jogo. Durante toda a partida, o Bulls foi dominante nos rebotes. Jordan, Pippen e Rodman combinaram para 14 rebotes ofensivos, enquanto o time de Indiana inteiro conseguiu míseros quatro rebotes no ataque. Jordan foi o cestinha, com 28 pontos, e ficou perto de um triplo-duplo ao pegar nove rebotes e distribuir oito assistências. No fim das contas deu a lógica, com o Bulls chegando a mais uma decisão.

O Pacers jogou no seu limite nos duelos contra a equipe de Chicago. A equipe lutou até o fim, conseguiu algo inimaginável ao levar a série a sete partidas e valorizou bastante a vitória do Bulls. Poucas vezes na liga, um treinador estreante se destacou tanto como Bird em 1998. A lenda do Celtics, mas com raízes em Indiana, ficou perto de levar a equipe de seu estado natal à primeira final de NBA. Para azar do Pacers, assim como ocorreu com outros times destacados nesta série de textos, havia um Michael Jordan no caminho.

No ano seguinte, com a mesma base, o Pacers chegou novamente às finais do Leste, mas foi batido pelo Knicks em sete jogos. Em 2000, o time de Indiana fez a melhor campanha da conferência – 56 vitórias e 26 derrotas. Nos playoffs bateu o Milwaukee Bucks de Ray Allen e Glenn “Big Dog” Robinson na primeira rodada, em cinco partidas. Na semifinal, o Pacers derrotou o Philadelphia 76ers de Allen Iverson, em seis jogos.

E na final do Leste, adivinha qual era o adversário… Desta vez, o time de Indiana bateu o Knicks após seis confrontos. Pela primeira vez em sua história, o Pacers chegava às finais da NBA. Foi um prêmio para os veteranos Mullin (36), Miller (34), Jackson (34), Smits (33) e McKey (33). Na decisão, a equipe de Indianápolis não foi páreo para o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, e caiu na série de seis partidas. Caiu de pé porque o time angelino suou bastante para superar os comandados de Larry Bird.

Ao final da temporada, Bird deixou o comando do Pacers e deu lugar a Isiah Thomas (AQUELE). Um processo de reconstrução do elenco centrado no jovem ala-pivô Jermaine O’Neal começou ali e chegou ao seu apogeu em 2004, com o time, agora treinado por Rick Carlisle, fazendo a melhor campanha da história da franquia e chegando à final do Leste. Detalhe: Miller, com 38 anos, era o titular e jogava quase 30 minutos por noite.

Aquele Pacers de 98 não conquistou títulos, mas nos brindou com alguns dos duelos mais espetaculares da história dos playoffs, como os inesquecíveis que protagonizou com o seu grande rival (Knicks) e com o Bulls na final do Leste. Reggie Miller e companhia deixaram um legado, que deve sempre ser respeitado por todos os fãs da NBA, e encher de orgulho o torcedor do time de Indiana.


P.S. Marque na sua agenda o cronograma dos textos que fecham a série “Times históricos que não foram campeões”. Por conta da falta de tempo acabei atrasando a publicação deste artigo, o que implicou na mudança do cronograma dos próximos textos.

– Portland Trail Blazers (2000): dia 04/04
– Sacramento Kings (2002): dia 18/04
– Minnesota Timberwolves (2004): dia 02/05
– Phoenix Suns (2005): dia 16/05

Times históricos que não foram campeões – Portland Trail Blazers (1991)

Times históricos que não foram campeões – Phoenix Suns (1993)

Times históricos que não foram campeões – New York Knicks (1994)

Times históricos que não foram campeões – Orlando Magic (1995)

Times históricos que não foram campeões – Seattle Supersonics (1996)

Times históricos que não foram campeões – Utah Jazz (1997)

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Jefferson Cavalcanti

    Boaaa, essa série é sensacional. A partir de agora, teremos times que não foram “atrapalhados” por Jordan.

    Estou ansioso pelo Thunder de 2012.

    • wilker pereira

      pois e agora virao os times que foram atrapalhados por Kobe e Shaq!
      estes indianas no unico ano que foram a final foi parado por kobe e shaq!!

      • Danilo

        Kobe, Shaq e Dick Bavetta(Kings 2002)…

        • wilker pereira

          pois e mas isto foi so nun jogo .o kings teve outros confrontos contra os laker em outras series e perdeu
          mas se formos a analizar tudo
          pode-se dizer que o lance do MJna final contra os jazz na bola decisiva foi falta e nao cross over
          mas ai niguem apitou nada e foi mais um anel para o Mj

          • Danilo

            E foi falta do MJ também, mas ali era prorrogação e teria um jogo 7 se caso o Jazz vencesse, já na série Kings x Lakers o Kings era favorito e dava uma surra no Lakers no jogo 6(e fechava a série) até o último quarto quando a arbitragem entrou em cena e assaltou o Kings(não foi só um erro, foi um verdadeiro roubo), ali foi um título tirado, surrupiado daquele Kings na cara dura

          • wilker pereira

            vc diz que no caso do MJ haveria jogo 7(verdade)
            mas no caso do kings aconteceu no jogo 6!! ou seja houve um jogo 7 e eles simplesmente perderam( ou vai dizer que houve roubo tambem)??
            os casos sao totalmente parecidos!!!
            se eram assim tao favoritos porque nao ganharam o jogo 7??

          • Danilo

            Vc ta comparando um lance com VÁRIOS, reveja o último quarto daquele jogo 6, não podia encostar no Kobe e no Shaq q eram falta, quando o Shaq ia bater os lances livres ele dava um passo em direção a cesta(ilegal) e os apitadores não faziam nada(só faltaram deixar o Shaq enterrar no lance livre), sem falar a cotovelada escandalosa do Kobe no Bibby q foi marcada FALTA DO BIBBY, isso é incomparável

          • wilker pereira

            pois e cara so que esse um lance que vc diz
            e que deu a vitoria e titulo!!! logo nao esta mal a comparacao!!

          • marcelo pinaffo

            Duas coisas q na minha visao torna aquele lance discutivel(nao querendo falar q eu estou certo) e vc comparar a nba na epoca, o contato era mais intenso, e outra, a discussao so veio a tona por causa de rever o lance varias vezes em camera lenta, isso tira a intensidade da jogada, em muitos lances o jordan usa a outra mao contra o adversario. No caso do lakers, foi um quarto inteiro os juizes intervindo em lances e mantendo o lakers no pareo.
            Falar do jordan se foi falta ou nao, pra mim e questionavel, pq na epoca poucas pessoas levantaram essa tese, diferente do lakers q no jogo e pos jogo, ja comecaram a reclamar.

          • wilker pereira

            cara na moral!! aquele lance do jordan para ti e discutivel??
            aquilo e falta pow
            e se vc diz q ele varias vezes fazia isso
            entao deveriam ser considerado faltas tambem

          • marcelo pinaffo

            Cara, vc acompanha nba desde qdo? Se vc for perceber, a cada epoca, os juizes mudam o modo de entrnder o jogo, marcando faltas em lances q antes nao eram (e so olhar as faltas q os bad boys faziam no jordan, hoje elas seriam passiveis de exclusao) as cotoveladas do rodman, o jogo do Oneal.
            Entao nao adianta pegar um jogo/lance antigo, e querer colocar a visao de hoje, pq nao da.

          • wilker pereira

            a cesta do mj nao empatou o jogo
            a cesta virou o placar!!!
            e nunca vi ninguem aqui a dizer que foi roubo!! simplesmente dizem jordan maior de todos os tempos( concordo com isso)
            mais que foi roubo aquele jogo 6 foi roubo!!!

          • Paulo Henrique

            ”foi só num jogo” Só um jogo qualquer que daria o título de conferencia pro Kings, nem valeu nada

          • wilker pereira

            e se era favorito porque que nao ganhou o jogo 7??

          • Paulo Henrique

            Quem disse que eles eram favoritos? Aliás é exatamente um dos motivos pra tanto roubo que ocorreu, a liga não queria um time de mercado pequeno na final. Como torcedor do Lakers vc deveria se sentir envergonhado pelo título 2002

          • wilker pereira

            cara isso de mercado pequeno e falacia!!!
            esta ai o pistons mercado pequeno e tem 3 titulos!! inlusive 2 deles encima dos lakers! e um deles foi varrida!!!

          • Paulo Henrique

            O Nets que é outra franquia que não atrai muito interesse chegou na final daquele ano, oq fizeram pra não ter dois times sem muitos atrativos numa decisão? Colocaram o Lakers

          • vsr.snake

            O problema em torno daquela arbitragem não tem muito a ver com o Kings ser mercado pequeno ou não. O grande lance eh que tinha uma galera da liga que atuava em fraudes de apostas, e por isso a suspeita torno do resultado do jogo.

          • WLuz

            Miami e Dallas não eram ninguém até 2006, final sem atrativos tb?!?!

          • wilker pereira

            agora me responde algo
            acha que os torcedores dos bulls devem ter vergonha do titulo do 98
            depois da falta clara do MJ e acertar a cesta da vitoria que virou o resultado??
            ou aquilo para vc nao foi roubo???

          • Paulo Henrique

            Vai comparar UM lance discutível, com uma sequencia de faltas claras, parabéns

          • wilker pereira

            aquele lance para ti e discutivel???? vai ao youtibe e reve o video aquilo nao e discutivel ve-se claramente o mao do GOAT a empurrar o seu marcador!!!
            as pessoas so falam q e discutivel porque e o MJ
            e esse lance que vc diz virou o jogo deu a vitoria e o titulo para os bulls !! logo nao foi so um lance!!!

            vamos ser imparciais na hora de jurgar brother!!! se e roubo para um e roubo para o outro tambem!!

          • Danilo

            Mas eles eram favoritos sim Paulo, fizeram a melhor campanha da temporada regular(61-21), tinha um quinteto titular completo com Bibby – Christie – Stojakovic – Webber – Divac, uma excelente rotação no garrafão pra tentar segurar o Shaq, um bom banco, enfim, eram os favoritos e estavam comprovando isso até o fatídico último quarto do jogo 6 das finais da conferência oeste

          • Paulo Henrique

            Sim, me confundi. É mais um motivo pra acreditar que aquilo foi um dos maiores roubos da história

          • vsr.snake

            Discordo do favoritismo, pois o Lakers era uma equipe bicampeã e com dois gênios em quadra e um fora, e um roster decente. Os times eram equivalentes, e já tinham feito outra serie equilibrada no ano anterior, e todos os jogos em 2002 foram decididos lá nos finais das partidas. A lamentação se faz mais pelo fato que o Kings estava melhor no jogo 6, perdendo mesmo por causa da ação da arbitragem.

          • wilker pereira

            tem razao cara!! mais ai ainda houve jogo 7 e os caras simplesmente nao aguentaram!!! ou ai tambem teve polemica??

          • vsr.snake

            Aquele jogo seis eh imoral, primeiro porque o Kings estava melhor na partida, segundo porque o último quarto foi apitado de forma vergonhosa e terceiro porque Kings ali fecharia a série. Foi a arbitragem que decidiu o jogo, e de forma muito suspeita. Lakers foi favorecido naquele jogo e salvo na série, nem era pra ter tido jogo 7. Lakers ter vencido o jogo 7 só piorou a situação.

          • wilker pereira

            pois e cara mas ate o GOAT ja foi beneficiado num lance que lhe deu o 6 titulo
            mais ninguem aqui fala que foi roubo!!

          • vsr.snake

            Lances duvidosos em fins de partidas não são raros em playoffs. Se você pegar o game winning do Stockton contra o Rockets pode ver que a screen que o Malone faz no Barkley poderia ter sido marcado falta. Ou no último jogo da série Pistons vs Lakers em 88, quando marcaram uma falta do Laimbeer questionável no crunch time. A arbitragem da liga tem a tendência de não marcar certos lances em finais de jogos, então geralmente eles deixam rolar quase tudo. Só que o caso do Jordan, e os demais que citei, são totalmente diferentes daquele jogo, pois foram 12 minutos de chamadas erradas, uma atrás da outra. Colocaram todos os principais jogadores do Kings em foul trouble, fora que Divac e mais um foram expulsos por faltas que nem fizeram. Lakers cobrou mais de 20 FT só no último quarto, mais de 40 no jogo, sendo que o time tinha média de 20 e poucos. Foi ridículo.

          • Danilo

            Exatamente, espero que agora com mais essa sua explicação(fora todas as outras minha e de outros) o Wilker entenda.

          • wilker pereira

            pior e que o jogo 7 foi na casa dos kings
            nao ha desculpas para eles perderem a serie!!

          • vsr.snake

            O local do jogo 7 pouco importa, sendo que a série, sem a intervenção dos árbitros, teria acabado no jogo 6. Agora, me desculpe falar dessa forma, mas quem discorda disso ou é muito ignorante ou desonesto.

          • Danilo

            Eram favoritos(não muito, mas eram), na temporada anterior o time do Kings era ótimo mas faltava algo a mais, chegou o Bibby pra temporada 01-02 e encaixou perfeitamente no estilo de jogo do Kings, e eles só não tiveram uma campanha ainda melhor porque o Webber perdeu mais de 20 jogos na regular, inclusive se ele jogasse mais jogos seria o MVP, o Kings tinha um leve favoritismo sim

          • Vadss Guera

            Se a liga ou qualquer em outro esporte não quer time de mercado pequeno então pq acompanhamos esporte? Deve ser pq somos demente mentais mesmo. Isso n existe, ta maluco!

          • Danilo

            Era favorito por isso venceria em 6 jogos(se não fosse a arbitragem do jogo 6), num jogo 7 tudo pode acontecer e com o Kings ainda atordoado com o assalto do jogo anterior ficou mais fácil pro Lakers no jogo 7

          • wilker pereira

            e nao daria o titulo ao kings
            ainda tinham que jogar a final da nba!!

          • Danilo

            Final da NBA contra o Nets q o Lakers enfiou 4 a 0, acha mesmo q se fosse o Kings(q em condições normais venceria o Lakers em 6 jogos) perderia para o Nets q o Lakers venceu em 4 jogos?

          • wilker pereira

            em condicoes naormais ganharia em 6??? ou foi obra do acaso??
            eles perederm em 7!!! com uma arbitragem duvidosa do jogo 6 e verdade!!! mais perderam a serie nao vai me dizer que uma polemica de um jogo e que os fez perder a serie
            ainda houve o jogo 7 e eles perderam!!! shaq era imparavel naquela epoca

          • Danilo

            Não foi obra do acaso, foi um assalto mesmo…

          • wilker pereira

            foi roubado um jogo por isso perdeu a serie??? esta bem irmao!!!
            como expliquei ai em baixo com esse argumento jazz foi roubado em 98 e por isso MJ tem 6 aneis!! disso ninguem fala!!

          • Marcio

            Nets ia toma varrida do Kings do mesmo jeito, que tomou dos Lakers!

    • Beto cargnin

      Nao vai ter o Thunder.
      Pois eu acho q eh muito atual.
      Alguem falou isso ,só nao lembro quem.

      • Thiago Miotto

        Acho que esperarão o Westbrook sair do Thunder para fazer esta matéria.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Jefferson. Thunder de 2012 não vai entrar porque é recente. A série é para o pessoal mais novo conhecer a história de alguns times da NBA e o pessoal das antigas (como eu) reviver ótimas lembranças.

  • Leo Barcellos

    O time que me fez gostar desse esporte

  • Vince Mendes

    Otima materia, o Miller era muito foda pra mim o terceiro maaior arremessador de 3 pontos atrás apenas do Ray Allen e do Currry

    • gusilvalima10

      Valeu, Vince.

  • Paulo Henrique

    Baita texto, algumas coisas nem eu que sou torcedor sabia. Esse time foi o q mais chegou perto de bater o ”invencível” Bulls

    Reggie é um daqueles ídolos que tá cada vez mais raro nos esportes hoje em dia. Foi leal a franquia até o último jogo da sua carreira, colocou o Pacers no mapa, merecia muito um título

    • gusilvalima10

      Obrigado, Paulo Henrique. Reggie Miller era foda. Decisivo como poucos!

  • Marcos Pastich

    Que texto incrível! Aliás, que série incrível! Assisti a maioria desses confrontos. Acompanho a NBA desde 1990! É como voltar no tempo a uma época maravilhosa do basquete! Obrigado pelas lembranças!

    • gusilvalima10

      Obrigado, Marcos! Nostalgia pura! Gostamos!

  • Pena que essa série incrível está acabando. Miller é a definição de clutch aparentemente.

  • Maicon Gomes

    Dia 18/04 vai ser incrível, prevejo altas tretas kkkk.

    Sobre o texto, impecável como sempre. Qualidade altíssima em cada detalhe. Parabéns!
    Pena o Miller nunca ter ganho um título, ele era impressionante e muitas das vezes virava jogos improváveis.

    • wilker pereira

      a treta ja comecou neste post
      ai em baixo tem uns caras me bombardeando por ser torcedor dos lakers!!

    • gusilvalima10

      Obrigado, Maicon. Miller era muito clutch!

  • Leo

    Parabéns pelo texto Gustavo… Foi graças a esse time de 98 e principalmente ao de 2000 que sou torcedor do Pacers… Lembro como se fosse ontem as finais de 2000 na Band com a narração do Ivan Zimmermann (eu acho) falando “de trêêêêêêsssss” a cada cesta do mito Reggie Miller…

    • gusilvalima10

      Obrigado, Leo. Ivan Zimmermann figuraça!

  • Marcio

    Pó só consegui ler um trecho da matéria, logo mais vou ler a matéria completa, parabéns pelo ótimo texto!! E realmente o Chicago foi algoz de muito time ao longo dos anos 90!

    • gusilvalima10

      Valeu, Marcio.

  • João Carlos

    Jordan mais uma vez destruindo sonhos, slc.

  • vsr.snake

    Dos anos 80 até meados dos anos 2000 a NBA esteve no seu ápice técnico, muitas grandes equipes e grandes jogadores duelando entre si, tempos bons.

    Essa geração do Pacers fez a franquia voltar a sua relevância após o fim da ABA. Depois o time poderia ter tido uma grande oportunidade de ser campeão, na campanha 2004/05, onde o time do Carlisle era muito o robusto e talvez apresentasse o melhor basquete da liga, mas devido aos incidentes no famigerado “Malice in the Palace”, a campanha do time de Indiana foi pro espaço.

  • TgO /- Coming up playoffs

    Nao é por nada….mas, sempre rolam debates de Jordan x LeBron…olha a quantidade de jogadores que Jordan e o Bulls enfrentaram e se sobressaíram… não dá cara… São jogadores e times lendários… não atoa o Jumper Está produzindo essa série.

    Mais um puta time de décadas passadas parados pelo Jordan e Cia.

    • Eduardo Rebelatto

      Te garanto, que o gsw que LeBron e o cavs venceu foi maior que qualquer adversário do Bulls, inclusive era a equipe com melhor temporada regular da história

      • TgO /- Coming up playoffs

        Cara, foi um jogo incrível…com certeza um dos melhores da história, mas se pegar um geral…não dá…olha os adversários – o nível – dos que Jordan e Bulls pegaram.

      • danielzera

        O Jazz do K.Malone iria comer o GSW com farinha.

    • F1N4

      Discussão boba… Sem clubismo mas Kobe, BIRD, Kareem, Magic, Wilt são melhores q o LeBron… Bron e otimó, tem um físico invejavel mas possui mais numeros do q talento. Comparar KD, Curry, LeBron com MJ chega a ser heresia…

  • Vitor Martins

    Comecei a acompanhar a NBA regularmente com os Suns do D’Antoni, mas conheci o esporte através desse Pacers. Tinha a figurinha do Reggie Miller grudada no meu armário quando mlk. Era meu jogador favorito nos poucos jogos que eu conseguia acompanhar. Histórico! Muito bom ler essa matéria! Parabéns.

    • gusilvalima10

      Valeu, Vitor!

  • Caíque Paro

    O melhor que eu vi jogar se chama Lebron James, as vezes eu acho o Lebron tão dominante, que eu me pergunto “é possível alguém ter jogado no nível desse cara?”. Eu leio as histórias sobre esses times históricos que nunca foram campeões, e quase todos pararam no “Bulls do Jordan”. Depois vi umas jogadas dele, realmente o cara era demais! O melhor da história por simplesmente não ter derrotas na sua carreira, e querendo ou não, isso pesa demais na hora de comparar os dois.

    • TgO /- Coming up playoffs

      Agora que temos uma visão dos adversários e jogadores que o Jordan e Bulls enfrentaram, não da para comparar.

      • Caíque Paro

        Como não? Spurs brigando pelo título desde 1999, Rockets com o barba, OKC com Westbrook, GSW com o time mais animal que eu já vi, o próprio Indiana Pacers de 2013-2014.. A era moderna da NBA foi monstra tb! Mas concordo que o Jordan sempre venceu os seus rivais, isso pesa sim! Mas Lebron é monstro, mas contra Jordan fica difícil por Jordan ser repleto só de vitórias..

        • danielzera

          Na época do Jordan a liga era mais equilibrada, havia muitos times bem formados nas duas conferências, Agora dos anos 2000 para cá é no Oeste que o bixo pega, como o Lebron só jogou no Leste, o caminho para as finais sempre foi mais fácil… e ainda sim o aproveitamento do Jordan foi superior.

    • danielzera

      O Jordan só é o GOAT devido a sua competitividade incomparável, acredito que existem outros jogadores mais talentosos que o MJ, mas ninguém chegou a ser tão competitivo e determinado como ele. Ninguém conseguiu jogar mais duro que o Mike, isso fez toda a diferença.

  • Guilherme

    Jordan o destruidor de sonhos muahuauaauhau

  • Doug

    Pação do amor esse…boa, Gustavo…Miller, o eterno teletubbie…esse antológico time…esses mágicos 8pts…história…

    • gusilvalima10

      Valeu, Doug. Viva a história da NBA!

  • João Carlos

    Isso porque o Jordan parou por praticamente 2 anos, se não acho que teria um Houston Rockets nesses times ai, o cara não tem uma final perdida se chegasse ele levava, tem muito jogador nesses times que mereciam demais uma anel.

    • wilker pereira

      na moral cara um houton rockets e icognita!!
      porque o primeiro ano deles de campeao o jordan nao estava na liga mas os bulls tinham record negativo contra eles( e sim tinham record negativo com o jordan ainda no activo sem a reforma) e no segundo ano d campeao do the dream
      eles nem sequer foram primeiros na conferencia!! foram seed 6!! so que o the dream estava em seu melhor momento e dominando a liga!! como o mrelhor jogador!! e no 2 titulo o jordan ja estava na liga( facrto q todo mundo tenta ocultar) so que o GOAT foi elimando pelos magic de shaq!! que foi na final e ai o thr dreammostrou mais uma vez o porque de ser top 10 all time!!! e venceu o titulo !! back ti back (obs: jordan estava na liga no 2 titlulo do the dream!!

      • João Carlos

        Sim mano, por isso falei por praticamente 2 anos se não me engano ele voltou no final da segunda temporada, o que mais quis dizer era se ele não tivesse parado acho que aquele Bulls teria mantido a sequência de titulos pq o Jordan era um animal, mas é uma coisa que nunca iremos saber infelizmente ele parou.

        • wilker pereira

          e ca nunca iremos saber
          mas o se no mundo real nao existe!! primeiro que os bulls(com jordan tunham record negativo contras os houston) segundo na segundo titulo dos houston o jordan estava na liga!! e nao conseguiu ir na final! e nao venham com essa que ele estava saindo de um retiro porque os seus numeros e states eram os mesmos que antes do retiro!!!!! so que ele esbarrou nos magics de shaq!!

      • Wadson Pinheiro

        Jordan não estava na liga no primeiro título do Houston. Ele voltou no ano do segundo título dos Rockets e posso afirmar com toda certeza, pois Assisti aqueles campeonatos. Foi no ano do segundo titítu do time de Houston que os Bulls foram eliminados pelo Magic no ano do retorno de Jordan. É sim, eu acha que os Bulls venceriam os Rockets, pois o time de Houston era bem feinho, só que The Dream jogava muito.

        • wilker pereira

          nao entendi a natureza do teu comentario!!

          esta confirmando o quie eu disse
          no 2 titulo dos houston o jordan estava na liga
          so que ele nao cnseguiu ir as finais!!
          porque vc diz que ele venceria os houston s neste ano ele foi eliminado pelo que time que perdeu nas finais contra o houton(magiscs)

  • Everton

    Passei a acompanhar basquete por causa do Miami de LeBron, Wade, Bosh, Battier e Cia. Uma pena n ter nascido a tempo de acompanhar o basquete dos anos 80, 90 e início dos anos 2000. A sensação que fica ao ler esses artigos é que MJ privou muitos jogadores que foram otimos em quadra, de terem seus aneis. A lista é grande.

    • Wadson Pinheiro

      Pode ter certeza disso. É pude acompanhar à partir dos anos 90 e foi em 93 que comecei a torcer pelos Suns porque eu não suportava o Chicago, todos os meus colegas torciam pelos Bulls por conta de Jordan.

    • gusilvalima10

      MJ era o destruidor de sonhos!

  • Kidd mito

    Poderia ter o Dallas de 2003 também! Que tinha Nash e Nowitzki!

    • JAMnba

      e o Michael Finley, formavam o Big three

  • F1N4

    Alguns times tem dinastias maravilhosas mas que, infelizmente, deixam grandes times sem conquistas. O Lakers do Mikan, o Celtics do Russell, o Showtime, os badboys, a dinastia Jordan, Kobe e Shaq… Todos grandes times com grandes jogadores q deixaram muitas equipes sem um merecido título…

  • Marcos Gordinho

    Faltou destacar que Miller foi um fos maiores “trash talker” que jogou na NBA.

    • gusilvalima10

      Trash talker era o que não faltava na NBA dos anos 80/90!

  • Rafael Victor

    Pacers sempre consegue formar bons times, as vezes chega, mas, infelizmente, nunca levou!

    Sempre tem um Jordan, Kobe-Shaq, Wade-LeBron no meio do caminho!

    Que sina!

    • vsr.snake

      Wade, Lebron e Bosh. Aliás, taticamente, Bosh era o jogador mais importante daquele time, principalmente na defesa.

    • wilker pereira

      pela primeira veez vejo um comentario seu com sentido !!!
      e sem fanatismo!!

  • ReggieMiller31

    E a espera foi recompensada, finalmente chegou nossa vez e só posso dizer q valeu muito a pena, ótima matéria. Eu ainda ñ acompanhava NBA na década de 90, mas já li e vi muitos vídeos dessa época, inclusive tenho gravado o 30 for 30 da ESPN: Winning Time: Reggie Miller vs. The New York Knicks do qual vejo religiosamente todo ano antes do início dos playoffs.
    Um fato curioso é q no draft 1996 onde o time escolheu Erick Dampier na 10ª escolha, havia um tal de Kobe Bryant q viria a ser escolhido três posições abaixo e o resto é historia. Inclusive foi exatamente durante a final de 2000(minha primeira) q comecei a torcer pelos Pacers.
    Espero um dia ter a felicidade de ver meu time levantar o troféu, mas mesmo q isso não aconteça ainda serei Pacers pra sempre.
    Reggie Miller e Tamika Catchings FOREVER!!!!

    • gusilvalima10

      Valeu, Rafael. Reggie Miller era foda!

  • Wadson Pinheiro

    Gustavo Lima mais um grande artigo e outra grande viagem no tempo. Um dos jogos de play offshore que não sai da minha memória é esse Pacers vs Knicks com Miller desequilibrando e anotando 8 pontos em poucos segundos. As provocações de Spick Lee e The Killer eram uma atração à parte.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Wadson. A rivalidade entre Pacers e Knicks era muito legal na década de 90. Viajar no tempo é sempre bom! hehehe

  • Elias Ferreira

    Texto massa Gustavo, parabéns! Fui conhecer o Reggie Miller no NBA LIve 07, tava perambulando nos times das estrelas e achei ele com 97 de 3 pontos (achei legal porque ele era o melhor do game neste quesito), aí procurei sobre a carreira dele, comecei gostar do estilo de jogo dele (pena que comecei a ver a NBA e ele já estava aposentado) e mais de NBA também. Engraçado também que foi nesse mesmo jogo que conheci o T-Mac, que é a capa do jogo. Espero que um dia posso ver o Pacers sendo campeão.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Elias! Pacers era fodão nos anos 90!

  • Ramon Rocha

    E o time histórico vice-campeão do Sixers com Iverson, Mutombo e McKie?! Não deve ser lembrado também?

    • gusilvalima10

      Não vai entrar na lista. Não foi um time histórico. Iverson teve um ano histórico. É bem diferente…