Times históricos que não foram campeões – Minnesota Timberwolves (2004)

Quem é vivo sempre aparece, não é verdade? Depois de um longo e tenebroso inverno, 18 meses para ser exato, e de muitos pedidos de leitores, a série “Times históricos que não foram campeões” está de volta. Com a quarentena forçada pela pandemia do coronavírus, nada melhor do que reviver bons momentos da nossa amada NBA, que ninguém sabe quando volta.

O décimo e último texto da série vai homenagear o Minnesota Timberwolves, finalista da conferência Oeste em 2004 e que teve o ala-pivô Kevin Garnett eleito MVP naquela temporada. Aposto que muitos de vocês não haviam nascido ou ainda estavam engatinhando.

Quem leu os textos anteriores sabe que o objetivo da série é trazer a história da melhor liga de basquete do mundo aos leitores que começaram a acompanhar a NBA há pouco tempo. Para os “dinossauros”, categoria a qual me incluo, os artigos servem como uma viagem no tempo, trazendo aquela sensação de nostalgia.

Os mais novos nem desconfiam que o Timberwolves, equipe que passou um jejum de 13 temporadas sem chegar aos playoffs, já foi um contender (postulante ao título) na década de 2000. Para você ver que nenhum time é sempre ruim.

Antes de falar propriamente do time de 2004, vamos recapitular o que foi feito nos anos anteriores, que culminou na formação do grande elenco que entrou para a história da franquia de Minnesota.

A montagem do elenco

Fundado em 1989, após a décima expansão da NBA, o Timberwolves foi um saco de pancadas na liga em suas primeiras sete temporadas. A virada da franquia ocorreu no Draft de 1995, quando Garnett, com 19 anos na época, foi selecionado na quinta escolha geral. Ali foi o ponto de partida do trabalho do novo gerente-geral do Timberwolves, Kevin McHale. O histórico jogador do Boston Celtics nos anos 80 chegou a Minneapolis com a árdua missão de dar uma guinada na franquia e formar uma equipe competitiva.

No início daquela temporada, o time era treinado por Bill Blair. Depois de um começo ruim, com apenas seis vitórias em 20 partidas, Blair foi demitido e, para o seu lugar, o estreante Flip Saunders foi contratado. Os destaques do time eram o pivô Christian Laettner (integrante do Dream Team norte-americano que foi campeão olímpico em 1992), o ala Tom Gugliotta e o ala-armador Isaiah Rider.

A temporada 95/96 acabou e o Timberwolves, mais uma vez, ficou de fora dos playoffs. No recrutamento de 1996, o time teve direito à quinta escolha. O ala-armador Ray Allen foi selecionado, mas imediatamente trocado para o Milwaukee Bucks. Na negociação, a equipe de Minnesota ainda enviou o pivô Andrew Lang para o Bucks e recebeu o armador Stephon Marbury, quarta escolha daquele draft. Quis o destino que Allen e Garnett se encontrassem e fossem campeões 12 anos depois pelo Celtics, mas essa é outra história…

Na offseason seguinte, Rider foi negociado para o Portland Trail Blazers por conta de problemas extra-quadra. A chegada de Marbury foi importante para a equipe, que carecia de talento na armação. No primeiro ano do armador no time, o Timberwolves teve dois jogadores selecionados para o All-Star Game (Garnett, aos 21 anos, e Gugliotta) pela primeira vez em sua história e, finalmente, chegou aos playoffs. Marbury, de quebra, foi escolhido para o time ideal de novatos.

Nos playoffs, o time de Minnesota caiu logo na primeira rodada, após ter sido varrido pelo Houston Rockets dos veteranos Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e Clyde Drexler. O que foi considerado absolutamente normal, dada a falta de experiência do Timberwolves.

Na temporada 97/98, o trio Garnett, Marbury e Gugliotta levou a equipe de Minneapolis novamente aos playoffs. E veio um novo fracasso na primeira rodada, quando o time foi batido pelo Seattle Supersonics de Gary Payton, em uma equilibrada série de cinco partidas.

As coisas começaram se complicar na temporada seguinte, que foi marcada pelo locaute na NBA e teve menos jogos na fase regular. Em janeiro de 1999, McHale decidiu trocar o problemático Marbury. Na época foi noticiado que o armador teria pedido para ser negociado para ficar mais perto da família e dos amigos. Mas rumores também apontaram que o jogador de 21 anos queria atuar em um mercado de maior visibilidade, que ele não gostava de Minnesota e que ele havia ficado com ciúmes por conta do novo contrato firmado entre Garnett e a franquia. Detalhe: Marbury nasceu no Brooklyn, em Nova York, e foi enviado para o New Jersey Nets, em uma troca tripla que ainda contou com a participação do Milwaukee Bucks, que se reforçou com o armador Sam Cassell. Em contrapartida, o Timberwolves recebeu Terrell Brandon, que havia sido All-Star em duas oportunidades (1996 e 1997) e uma escolha de primeira rodada do draft daquele ano.

Apesar da saída de Marubry, o time de Minneapolis ficou em oitavo na conferência Oeste e alcançou a pós-temporada pelo terceiro ano seguido. E mais uma vez, a equipe parou na primeira rodada. O algoz daquela ocasião foi o San Antonio Spurs, que levou a melhor na série de quatro partidas. Vale dizer que, naquela temporada, a franquia texana conquistaria o primeiro de seus cinco títulos na liga.

A offseason de 1999 foi importante porque, com a pick adquirida na troca envolvendo Marbury, o Timberwolves selecionou o ala Wally Szczerbiak na sexta escolha do recrutamento. Na agência livre, Gugliotta deixou o time e assinou com o Phoenix Suns. A saída dele significaria mais espaço para o novato. E foi o que aconteceu. Titular na posição 3 em boa parte da temporada, Szczerbiak foi o terceiro maior pontuador do time (atrás de Garnett e Brandon) e escolhido para o time ideal de calouros.

Pela primeira vez em sua história, o Timberwolves alcançou a marca de 50 vitórias em uma temporada. Sexto colocado do Oeste, a equipe enfrentou o Blazers na primeira rodada dos playoffs e foi derrotado, após uma série de quatro jogos. Apesar de mais um fracasso na pós-temporada, o Wolves tinha uma estrela de primeira linha em seu elenco. Aos 23 anos, Garnett foi escolhido para o Jogo das Estrelas pela terceira vez, e, de quebra, eleito para o quinteto ideal e para o primeiro time de defesa da temporada. A dúvida que pairava no ar era a seguinte: por quanto tempo um jogador daquele nível iria permanecer em um time que simplesmente não conseguia passar da primeira rodada dos playoffs?

Nas três temporadas seguintes, a história se repetiu. Garnett destruía na temporada regular, mas não tinha ajuda suficiente para que o Timberwolves subisse de patamar, e a equipe morria na praia (leia-se primeira rodada dos playoffs). Isso mesmo que você está pensando. O time de Minnesota parou na primeira rodada em sete anos consecutivos.

A temporada histórica

McHale sabia que algo deveria ser feito para que o time acabasse com esse estigma. Na offseason de 2003, o Timberwolves assinou com o pivô nigeriano Michael Olowakandi, primeira escolha do draft de 1998, com o ala-armador Trenton Hassell, considerado um dos melhores defensores de perímetro na época, e com o também ala-armador Fred Hoiberg, especialista em bolas de três pontos. Além disso foi foi fechada uma negociação com o Bucks, na qual a equipe de Minnesota trouxe os veteranos Sam Cassell (armador) e Ervin Johnson (pivô).

A cereja do bolo foi a mega troca envolvendo quatro times, em que o Timberwolves adquiriu junto ao New York Knicks o destrambelhado, mas talentoso ala-armador Latrell Sprewell (quatro vezes escolhido para o All-Star Game). Em contrapartida, Brandon foi enviado para o Atlanta Hawks. Desse modo, a equipe de Minneapolis formou um elenco competitivo, experiente e pronto para acabar com a sina da primeira rodada.

O quinteto titular era composto por Cassell, Sprewell, Hassell, Garnett e Johnson. Três jogadores acima dos 30 anos, um especialista em defesa de perímetro e uma super estrela. Szczerbiak tornou-se o sexto homem da equipe. Hoiberg, Olowakandi e o armador Troy Hudson também faziam parte da rotação do time. Em janeiro de 2004, a equipe ainda trouxe o veterano Darrick Martin para ajudar na armação vindo do banco de reservas.

Com esse elenco “cascudo”, liderado pelo astro Garnett, o Timberwolves fez a melhor campanha de sua história – 58 vitórias e 24 derrotas – e terminou a fase regular no topo do Oeste. A equipe só não teve um desempenho melhor que o do Indiana Pacers, líder da conferência Leste, que conquistou 61 vitórias naquela temporada. O time treinado por Flip Saunders foi o quinto em eficiência ofensiva (105.9 pontos anotados por 100 posses de bola) e o sexto em eficiência defensiva (99.7 pontos sofridos por 100 posses de bola), demonstrando o poderio do Timberwolves nos dois lados da quadra. O Big Three formado por Garnett, Sprewell e Cassell estava em perfeita sintonia em quadra. Pela primeira vez na carreira, e aos 34 anos, Cassell coroou o grande desempenho com uma seleção para o Jogo das Estrelas. O detalhe é que o armador já tinha dois anéis de campeão (1994 e 1995), angariados quando ele atuou pelo Houston Rockets.

Com médias de 24.2 pontos, 13.9 rebotes, 5.0 assistências, 2.2 tocos e 1.5 roubo de bola, Garnett fez a temporada de sua vida. Merecidamente, ele foi eleito o jogador mais valioso (MVP) de 2004, além de ter sido selecionado para o All-Star Game, quinteto ideal e time de defesa da temporada.

Kevin Garnett: maior jogador da história do Timberwolves e MVP de 2004

 

Minnesota Timberwolves (2003/04)

Time-base: Sam Cassell (PG), Trenton Hassell (SG), Latrell Sprewell (SF), Kevin Garnett (PF) e Ervin Johnson (C)

Principais reservas: Wally Szczerbiak (SF), Fred Hoiberg (SG), Darrick Martin (PG), Michael Olowokandi (C), Troy Hudson (PG), Mark Madsen (PF/C) e Gary Trent (C)

Técnico: Flip Saunders

Fonte: site Basketball Reference

 

Kevin Garnett, Sam Cassell e Latrell Sprewell formavam o Big 3 do Timberwolves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A NBA passou a prestar atenção naquele Timberwolves. De chacota da primeira rodada a postulante ao título. Era real a chance de um campeão inédito na liga. Apesar do elenco montado e do ótimo trabalho, McHale não foi eleito o dirigente do ano. A lenda Jerry West ganhou a honraria, após levar o Memphis Grizzlies pela primeira vez aos playoffs. Flip Saunders também não levou o prêmio de técnico do ano. Hubie Brown, do Grizzlies, foi o vencedor.

A temporada 2003/04, a primeira de LeBron James na NBA, foi uma das mais equilibradas de todos os tempos. Não havia apenas um time favorito ao título. Sem brincadeira, havia pelo menos oito times em condições de conquistar o troféu naquele ano. O Timberwolves era um deles. No Oeste selvagem, as outras forças eram o Lakers das estrelas Kobe Bryant e Shaquille O’Neal, e que havia trazido os veteranos astros Gary Payton e Karl Malone, o Spurs de Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o Sacramento Kings, que tinha a mesma base (Mike Bibby, Doug Christie, Peja Stojakovic, Chris Webber e Vlade Divac) que encantou a NBA na temporada 2001/02, e o Dallas Mavericks da dupla Steve Nash e Dirk Nowitzki.

Já no Leste, os destaques eram o Pacers do interminável Reggie Miller, do All-Star Jermaine O’Neal e do defensor do ano Ron Artest (hoje Metta World Peace), o Detroit Pistons de Chauncey Billups, Rip Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Ben Wallace, e o Nets de Jason Kidd, Kenyon Martin e Richard Jefferson.

 

O fantasma da primeira rodada foi exorcizado

Dono da melhor campanha do Oeste, o Timberwolves teria vantagem no mando de quadra até às finais de conferência. Mas antes de mais nada era preciso acabar com a “zica” da primeira rodada. O adversário em 2004 foi o Denver Nuggets, do novato sensação Carmelo Anthony e do pivô brasileiro Nenê Hilário. Sem muitas dificuldades, o time de Minnesota levou a melhor em cinco jogos. Garnett foi um monstro na série, com médias de 25.8 pontos, 14.8 rebotes, 7.0 assistências e 2.0 tocos. No jogo 2, o MVP da temporada ainda alcançou um triplo-duplo: 20 pontos, 22 rebotes e dez assistências.

 

A semifinal espetacular contra o Kings

Aliviado, o Timberwolves enfrentou o forte Kings na semifinal. A série, como não poderia deixar de ser, foi épica. Foram sete jogos bastante disputados, com destaque para o terceiro e o sétimo embates.

No jogo 3, disputado em Sacramento, o time de Minnesota sabia da necessidade da vitória para recuperar a vantagem no mando, já que havia perdido a primeira partida, em casa. E que baita duelo tivemos o privilégio de acompanhar. O Timberwolves liderou boa parte da partida, mas o Kings reagiu nos minutos finais e levou o jogo para a prorrogação. No tempo extra, sob a liderança de Garnett, a equipe visitante saiu com o triunfo. Os números do camisa 21 de Minnesota? Trinta pontos, 15 rebotes e cinco tocos.

Na sétima e decisiva partida, Garnett teve uma atuação espetacular nos dois lados da quadra. O jogo foi equilibrado até o fim. Quando restavam 16 segundos para o final, a vantagem do Timberwolves era de apenas um ponto, após uma cesta de três de Christie, que se aproveitou de um erro defensivo de Hoiberg. Na sequência, Cassell teve sangue frio e converteu os dois lances livres. O Kings teria a posse de bola e a chance de levar o jogo para a prorrogação. Só que Christie, dessa vez, não converteu o arremesso do perímetro. No rebote ofensivo, o pivô Brad Miller ainda levou um toco de Garnett. Restavam dois segundos e a posse de bola ainda era do time de Sacramento. Nível máximo de tensão no Target Center. Christie cobrou o lateral e a bola foi para Webber, que desperdiçou o arremesso final no estouro do cronômetro. Mistura de alívio e alegria entre os torcedores e jogadores do Timberwolves, finalista da conferência Oeste pela primeira vez em 15 anos de existência. Fundamental para o sucesso da equipe, o monstro Garnett saiu de quadra com 32 pontos, 21 rebotes, cinco tocos e quatro roubos de bola, naquela que talvez tenha sido a sua melhor atuação em um jogo de playoffs.

 

As finais do Oeste

O adversário na decisão do Oeste foi o Lakers, treinado por Phil Jackson e que tinha quatro estrelas – Shaq, Kobe, Payton e Malone – no elenco. Por causa da vantagem no mando de quadra, o primeiro jogo foi disputado em Minneapolis. Mas isso não foi capaz de intimidar o poderoso e tradicional time angelino. Graças ao grande desempenho do trio Shaq, Kobe e Malone, que combinaram para 67 pontos, 32 rebotes e 15 assistências, o Lakers venceu por 97 a 88. Bem marcado por Malone, Garnett terminou a partida com 16 pontos e dez rebotes.

O Timberwolves sabia que a vitória era essencial no segundo jogo, novamente realizado no Target Center. Com uma atuação fora de série no lado defensivo, o time da casa venceu por 89 a 71. Garnett fez novo duplo-duplo: 24 pontos e 11 rebotes. Nesse duelo, os reservas Szczerbiak e Martin foram importantes, já que combinaram para 31 pontos e 13 assistências. Na mesma partida, o Timberwolves perdeu Cassell, que saiu de quadra logo a um minuto de jogo com uma lesão no quadril.

A série foi para Los Angeles e o Lakers venceu os dois jogos realizados no Staples Center. Cassell atuou nessas partidas, mas longe da condição física ideal, o que prejudicou bastante o desempenho do Timberwolves. A equipe de Minnesota teria que se superar com a perda do veterano armador para os próximos duelos da série.

Com a corda no pescoço, o Timberwolves venceu o jogo 5, realizado em casa, por 98 a 96 e respirou no confronto. Garnett foi o diferencial, para variar, com 30 pontos e 19 rebotes.

O time de Minneapolis teria que vencer o sexto jogo, que seria disputado em Los Angeles, para seguir vivo na série e forçar a sétima partida. O duelo foi marcado pelo equilíbrio, e o Timberwolves, mesmo sem Cassell, chegou ao último período um ponto à frente no placar. Garnett e Sprewell seguraram o “rojão” até onde puderam. O Lakers se recuperou no quarto final, graças à ótima produção ofensiva. Kobe e os reservas Kareem Rush e Stanislav Medvedenko combinaram para 23 pontos no período. Garnett e Sprewell, bem marcados e esgotados fisicamente (o primeiro atuou por 42 minutos e o segundo por 44), não conseguiram manter a equipe de Minneapolis viva na partida e, consequentemente, na série.

A ausência de Cassell pesou bastante para a eliminação do time de melhor campanha do Oeste. O Lakers tinha mais qualidade individual, mas não rendeu o esperado naquela temporada regular. Cresceu nos playoffs, chegou à final e foi dominado pelo Detroit Pistons, campeão após uma série de cinco partidas.

Já o Timberwolves estava jogando, talvez, melhor basquete da liga, e era liderado pelo MVP de 2004. A frustração em Minneapolis foi imensa porque aquele time tinha alcançado o seu auge e, para a tristeza dos torcedores, não conquistou o título. Ah, se Cassell estivesse saudável durante toda a série final do Oeste… 

A queda

Na temporada seguinte, a base da equipe foi mantida, mas o resultado foi bem diferente. Flips Saunders foi demitido no meio da temporada e o GM Kevin McHale assumiu o comando do time. A mudança não surtiu o efeito desejado, e o Timberwolves não conseguiu chegar aos playoffs. O fiasco de não alcançar a pós-temporada com Garnett no auge se repetiu nas duas temporadas seguintes. O time ‘perdeu’ Sprewell e Cassell, e não trouxe reposições à altura. Faltava ajuda ao camisa 21.

Durante a offseason de 2007, a insatisfação de Garnett com os rumos da franquia era enorme. Glen Taylor, dono da franquia, admitiu que, embora tivesse planejado segurar o grande astro do time, finalmente ouviria ofertas de troca por Garnett. Em 31 de julho daquele ano, após 12 temporadas em Minneapolis, o maior jogador da história do Timberwolves foi negociado com o Boston Celtics. O time de Minnesota recebeu Al Jefferson, Ryan Gomes, Sebastian Telfair, Gerald Green, Theo Ratliff, duas escolhas de primeira rodada do Draft de 2009 (que viriam a ser Jonny Flynn e Wayne Ellington) e considerações em dinheiro. As consequências dessa troca? O Celtics levou o título em 2008 e foi vice em 2010. Garnett, finalmente, conquistou o seu sonhado anel de campeão da NBA. Já o Timberwolves caiu no ostracismo. Foram dez campanhas negativas em sequência. A volta aos playoffs só ocorreu em 2017/18.

Depois de várias temporadas fazendo campanhas ruins, e virando chacota por conta do jejum de 13 anos sem chegar aos playoffs, os torcedores mais antigos do Timberwolves esperam que os dias de glória daquele time de 2003/04 retornem o quanto antes. Aquela equipe liderada por Garnett não ganhou nada, mas ficou marcada na história da Liga. Quem tem mais de 30 anos (como este jornalista) sabe bem disso.

Com isso, a série “Times históricos que não foram campeões” chega ao seu final (ou pelo menos a primeira parte dela). Foi ótimo reviver a emoção das décadas de 90 e 2000. Espero que vocês tenham gostado dos textos (links abaixo) que homenagearam essas grandes equipes que não conquistaram títulos, mas que ficaram no imaginário de todos os apaixonados pela NBA. Quem sabe a série não volte em breve, com os times da segunda metade dos anos 2000 (alô, Phoenix Suns de 2005) e da década de 2010… Quem sabe…

 

Confira os artigos da série que já foram publicados

Times históricos que não foram campeões – Portland Trail Blazers (1991)

Times históricos que não foram campeões – Phoenix Suns (1993)

Times históricos que não foram campeões – New York Knicks (1994)

Times históricos que não foram campeões – Orlando Magic (1995)

Times históricos que não foram campeões – Seattle Supersonics (1996)

Times históricos que não foram campeões – Utah Jazz (1997)

Times históricos que não foram campeões – Indiana Pacers (1998)

Times históricos que não foram campeões – Portland Trail Blazers (2000)

Times históricos que não foram campeões – Sacramento Kings (2002)

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.