Times históricos que não foram campeões – Seattle SuperSonics (1996)

Este artigo pretende tocar fundo no coração dos mais saudosistas, pois vai relembrar uma das franquias mais queridas da NBA. O Seattle SuperSonics de 1996 é o homenageado no quinto texto da série quinzenal “Times históricos que não foram campeões”.

Na década de 90, a cidade de Seattle esteve em evidência por dois motivos: foi palco para o surgimento de várias bandas do subgênero de rock alternativo denominado Grunge como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Mudhoney e Soundgarden, e o divertido time de basquete da cidade, que chegou aos playoffs da NBA por oito anos consecutivos, entre 1991 e 1998. Aliás, o uniforme do Sonics, nas suas cores verde, branca e dourada era um dos mais bonitos da liga.

Fundado em 1967, e campeão 12 anos depois, o Sonics teve a sua história encerrada em 2008, depois que a cidade não conseguiu viabilizar uma nova arena para o time. Em sua última partida na NBA (16/04/08), o time de Seattle bateu o Golden State Warriors por 126 a 121. Um novato de 19 anos chamado Kevin Durant anotou 42 pontos e pegou 13 rebotes naquele jogo histórico. Posteriormente, a franquia se mudou para Oklahoma City e se tornou o atual Thunder.

Antes de falar da inesquecível equipe de 96 é preciso contar como se deu a formação do elenco que entrou para a história de Seattle.

O começo da dupla Payton e Kemp

A nossa viagem no tempo começa no draft de 1989, que foi especial para o Sonics. Foi no recrutamento daquele ano, na 17ª escolha, que a equipe selecionou Shawn Kemp, que se tornaria uma lenda da franquia. Ele era um ala-pivô extremamente forte, explosivo e físico. Antes dele, na pick 16, o time de Seattle selecionou o armador Dana Barros.

O Sonics daquela temporada era treinado por Bernie Bickerstaff e tinha como destaques o ala-armador Dale Ellis, e os alas Xavier McDaniel e Derrick McKey. O armador Nate McMillan (hoje treinador do Indiana Pacers) e o pivô Michael Cage completavam a formação titular. Os novatos Kemp e Barros, e o ala-armador Sedale Threatt e o pivô Olden Polynice completavam a rotação da equipe.

O time de Seattle terminou 1989/90 com uma campanha de 41 vitórias e 41 derrotas e ficou na nona posição da conferência Oeste. O Sonics só não alcançou os playoffs porque foi superado nos critérios de desempate pelo Houston Rockets.

Ao final da temporada, o gerente-geral Bobby Whitsitt decidiu demitir Bickerstaff. Para o seu lugar, a franquia efetivou a lenda do Boston Celtics, K.C. Jones, oito vezes campeão como jogador e outras duas como treinador da equipe de Massachussets, que era assistente de Bickerstaff.

O Sonics deu sorte na loteria do recrutamento de 1990 e teve direito à segunda escolha geral. O selecionado foi o armador Gary Payton, outra futura lenda da franquia. The Glove, talvez o melhor defensor da posição que já passou pela NBA, foi titular logo na sua temporada de estreia, assim como o segundanista Kemp. A dupla que entraria para a história da franquia começava a trajetória de sucesso em Seattle.

Gary Payton e Shawn Kemp mudaram o Sonics de patamar na década de 90

Mudanças significativas foram feitas no elenco do Sonics, no início e no decorrer da temporada. Primeiro, McDaniel foi trocado para o Phoenix Suns. Na negociação, o time de Seattle recebeu o ala Eddie Johnson. Logo após o All-Star-Game de 1991, Ellis foi negociado com o Milwaukee Bucks pelo ala-armador Ricky Pierce e Polynice foi enviado ao Los Angeles Clippers pelo pivô Benoit Benjamin.

O resultado das trocas saiu melhor do que a encomenda: o Sonics fez a oitava campanha do Oeste, novamente com 41 vitórias e 41 derrotas, e chegou aos playoffs. Na pós-temporada, a equipe lutou bastante, mas foi eliminada na primeira rodada pelo melhor time da conferência, o Portland Trail Blazers, em uma disputada série de cinco jogos.

A era George Karl

Em 1991, a única mudança significativa no elenco foi a saída de Threatt, negociado com o Los Angeles Lakers por três escolhas de segunda rodada do draft. Pierce virou o titular na posição 2 e se tornou o cestinha do Sonics na temporada, com médias de 21.7 pontos por partida.

Na metade da temporada, Jones foi demitido após uma campanha irregular de 18 vitórias e 18 derrotas. A direção da franquia sentia que o elenco era qualificado o bastante para jogar melhor e retornar aos playoffs. Para o lugar de Jones, o GM Whitsitt contratou George Karl, que estava há quatro anos sem treinar um time da NBA.

O Sonics subiu de produção com o novo técnico e terminou a temporada na sexta posição do Oeste, com 47 vitórias e 35 derrotas. A equipe combinava muita disciplina na defesa com explosão e velocidade no ataque.

Na primeira rodada dos playoffs, a equipe bateu o Golden State Warriors de Chris Mullin e Tim Hardaway, que havia feito a terceira melhor campanha, em uma série de quatro jogos. Na semifinal de conferência, o time de Seattle não foi páreo para o Utah Jazz de John Stockton e Karl Malone, e sucumbiu após cinco partidas.

Para a temporada 1992/93, o Sonics manteve a base da equipe. Dos atletas que faziam parte da rotação, apenas o pivô Benoit Benjamin não permaneceu. Ele foi negociado com o Los Angeles Lakers e, em contrapartida, o Sonics recebeu o ala-pivô Sam Perkins, outra peça importante do histórico time de 95. O time de Seattle ainda trouxe o ala-armador Vincent Askew, que veio após uma troca com o Sacramento Kings, para reforçar o banco de reservas.

Liderado por Kemp, segundo cestinha e líder da equipe em rebotes e tocos, o Sonics terminou a temporada regular com a terceira melhor campanha do Oeste, com 55 vitórias e 27 derrotas. Com merecimento, Kemp foi selecionado para o All-Star Game pela primeira vez na carreira.

Logo na primeira rodada dos playoffs, o time de Seattle se reencontrou com o Jazz. Desta vez, o Sonics levou a melhor, em cinco jogos. Na semifinal de conferência, uma verdadeira batalha contra o Houston Rockets de Hakeem Olajuwon. A série só foi decidida após a disputa de uma prorrogação no sétimo jogo, com a equipe de Seattle levando a melhor.

Na decisão do Oeste, o Sonics enfrentou o favorito Phoenix Suns, que havia feito a melhor campanha da temporada regular. Mesmo assim, o time de Seattle foi osso duro de roer e só caiu na sétima partida, no Arizona, quando o MVP Charles Barkley fez a diferença ao anotar 44 pontos e pegar 24 rebotes.

As decepções em 94 e 95

Para a temporada 1993/94, o time de Seattle se reforçou com o ala-armador Kendall Gill e o ala alemão Detlef Schrempf. Eles vieram para os lugares de Eddie Johnson e Derrick McKey. No draft, a equipe selecionou o pivô Ervin Johnson na 23ª posição. Com um elenco ainda mais fortalecido, as expectativas eram as melhores possíveis para o Sonics. E o time não decepcionou em quadra. Fez a melhor campanha da temporada regular, com 63 vitórias e 19 derrotas, foi o segundo em eficiência ofensiva e o terceiro em eficiência defensiva. Kemp e Payton foram selecionados para o All-Star Game. Em suma, o Sonics era um time pronto para brigar pelo título.

Em 1994, o ex-vocalista do Soundgarden, o saudoso e lendário Chris Cornell, revelou, em uma entrevista à revista Rolling Stone, que o SuperSonics era uma paixão de toda a banda. Nascido e criado em Seattle, ele afirmou que os membros do Soundgarden e seus familiares sempre assistiam juntos às partidas da equipe. Enquanto o Grunge ganhava o mundo, o Sonics encantava a todos na NBA.

Só que tudo foi por água abaixo na primeira rodada dos playoffs. Depois de abrir dois a zero na série contra o jovem time do Denver Nuggets, a equipe de Seattle levou uma virada incrível. O quinto e último jogo foi decidido na prorrogação. Pela primeira vez na história da NBA, o oitavo colocado derrotou o time de melhor campanha. A decepção era enorme em Seattle.

A base do time foi mantida para a temporada 1994/95. Ricky Pierce foi trocado com o Warriors pelo ala-armador lituano Sarunas Marciulionis e pelo ala Byron Houston, e Michael Cage assinou com o Cleveland Cavaliers. Para o garrafão, o Sonics trouxe o veterano Bill Cartwright, tricampeão pelo Chicago Bulls.

Naquela temporada, o time de Seattle mandou os seus jogos no Tacoma Dome, na cidade vizinha de Tacoma, já que o Seattle Center Coliseum foi fechado para reforma.

O Sonics voltou a fazer uma boa campanha e terminou a fase regular com 57 vitórias e 25 derrotas, na terceira posição do Oeste. Kemp, Payton e Schrempf, que combinaram para quase 60 pontos por partida, foram chamados para o All-Star Game. Na pós-temporada, nova decepção, com a equipe sendo superada pelo Los Angeles Lakers, em uma série de quatro jogos.

Todos sabiam que o Sonics tinha um elenco qualificado, que brigaria pelas primeiras posições. Mas quando chegava a fase de playoffs, o time simplesmente não rendia o esperado. Algo precisava mudar na temporada seguinte, sobretudo em relação à mentalidade.

Detlef Schrempf foi o primeiro alemão que fez sucesso na NBA

A temporada mágica de 96

Na offseason de 1996, Gill foi negociado com o Charlotte Hornets. Em troca, o time de Seattle recebeu o também ala-armador Hersey Hawkins, especialista em arremessos de longa distância. Já Marciulionis foi enviado para o Sacramento Kings pelo pivô Frank Brickowski. E Cartwright, aos 38 anos, encerrou a carreira.

O núcleo Payton, McMillan, Askew, Schrempf, Kemp, Perkins e Johnson foi mantido. Restava à comissão técnica, capitaneada por George Karl, e que tinha Dwane Casey e Terry Stotts como assistentes, garantir que o time mantivesse o alto nível na fase regular, e que fosse mais longe nos playoffs. E em novembro de 1995, o Seattle Center Coliseum foi reaberto, agora com o nome KeyArena.

E o time voou naquela temporada. Fez a melhor campanha de sua história (64 vitórias e 18 derrotas), terminou a fase classificatória com a melhor campanha do Oeste e foi o segundo em média de pontos anotados (104.5) e em eficiência defensiva (média de 102.1 pontos sofridos por 100 posses de bola). De quebra, Payton e Kemp voltaram a ser chamados para o Jogo das Estrelas, e foram escolhidos para o segundo time ideal da temporada. Payton também foi eleito o melhor defensor do ano.

Seattle Supersonics – 1995/96

Time-base: Gary Payton (PG), Hersey Hawkins (SG), Detlef Schrempf (SF), Shawn Kemp (PF) e Ervin Johnson (C)

Principais reservas: Nate McMillan (PG/SG), Vincent Askew (SG/SF) e Sam Perkins (PF/C)

Técnico: George Karl

Ginásio: KeyArena

Jogador Idade Pontos Rebotes Assistências Roubos Tocos Minutos
Gary Payton 27 19.3 4.2 7.5 2.9 0.2 39.0
Shawn Kemp 26 19.6 11.4 2.2 1.2 1.6 33.3
Detlef Schrempf 33 17.1 5.2 4.4 0.9 0.1 34.9
Hersey Hawkins 29 15.6 3.6 2.7 1.8 0.2 34.4
Sam Perkins 34 11.8 4.5 1.5 1.0 0.6 26.5
Vincent Askew 29 8.4 3.2 2.4 0.7 0.2 25.0
Nate McMillan 31 5.0 3.8 3.6 1.7 0.3 22.9
Ervin Johnson 28 5.5 5.3 0.6 0.5 1.6 18.8

Nos playoffs, a franquia de Seattle sabia da necessidade em acabar com o fantasma das eliminações precoces. Na primeira rodada, o Sonics não teve dificuldades para bater o Sacramento Kings de Mitch Richmond, em uma série de quatro partidas.

Na semifinal de conferência, o adversário foi nada mais nada menos do que o atual bicampeão da liga, o Houston Rockets. O time texano era muito forte e experiente, com Hakeem Olajuwon, Clyde Drexler, Robert Horry, Mario Elie, Sam Cassell, Kenny Smith, entre outros. Logo no primeiro jogo, o Sonics deu o seu cartão de visitas: atropelou por 108 a 75. Olajuwon, MVP das últimas duas finais, foi anulado e marcou apenas seis pontos naquela partida. Payton foi o destaque do time de Seattle, com 28 pontos, sete assistências e cinco arremessos de longa distância convertidos. Com a confiança em alta, o Sonics venceu os três jogos seguintes e fechou a série. Na terceira partida, o time de Seattle converteu 20 bolas de três pontos, algo inimaginável na época, e quebrou o recorde de arremessos de longa distância convertidos em um jogo de playoffs. Era isso mesmo. De forma avassaladora, a equipe de Seattle varreu o atual bicampeão da NBA e mostrou ao mundo que iria brigar pelo título da temporada.

Na final do Oeste, outro osso duro de roer e um velho conhecido: o Jazz, da dupla Stockton e Malone. Assim como ocorreu na série contra o Rockets, o Sonics atropelou no primeiro jogo. Fez 102 a 72. A defesa mais uma vez entrou em cena. Payton simplesmente colocou Stockton “no bolso”, ao limitar o adversário a apenas quatro pontos. Só que o time de Salt Lake City endureceu o duelo e levou a série para o sétimo jogo. O Sonics fez valer a vantagem do mando de quadra e ganhou o confronto derradeiro por 90 a 86. Payton e Kemp combinaram para 47 pontos.

As finais contra o Bulls

Dezessete anos depois do único título da franquia, o time de Seattle estava de volta às finais. O grande azar do Sonics era que do outro lado estava o time que havia feito a melhor campanha da história da temporada regular. O Chicago Bulls de Michael Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Ron Harper e Toni Kukoc, entre outros, venceu 72 dos 82 jogos disputados na fase regular. O recorde só foi quebrado em 2016, quando o Golden State Warriors ganhou 73 partidas.

Os dois times que mais venceram na temporada chegaram às finais. O Bulls treinado por Phil Jackson tinha o melhor ataque, a melhor defesa e, claro, o maior jogador de todos os tempos. Jordan, Pippen e Rodman foram selecionados para o time ideal de defesa naquele ano, algo que nenhuma outra equipe conseguiu até hoje. Ninguém acreditava que a equipe de Seattle pudesse ganhar quatro jogos e levar o título. Aquele Sonics foi considerado o maior time da história da franquia, mas o adversário era o maior da história da NBA (pelo menos em termos de vitórias). A missão dos comandados por George Karl era considerada impossível.

Michael Jordan e Gary Payton eram os reis do trash talk nos anos 90

A série parecia que seria decidida rapidamente, já que o Bulls venceu os três primeiros jogos, dois deles com facilidade. Todos esperavam a “varrida”. O detalhe é que, nessas partidas, o técnico George Karl optou por “preservar” Payton, que vinha jogando no sacrifício devido a dores na panturrilha, e decidiu que o melhor defensor da temporada não iria marcar Jordan. Resultado: o maior de todos os tempos teve média de 31 pontos anotados naqueles duelos.

Mas nos jogos 4 e 5, à beira da eliminação, Karl mudou de ideia e colocou Payton para marcar Jordan. Naqueles confrontos realizados em Seattle, o Sonics mostrou que iria lutar até o fim e que não iria entregar o título de mão beijada. Nessas duas partidas, o time da casa limitou o adversário a uma média de 82 pontos. Na primeira delas, Jordan foi muito bem marcado por Payton e acertou somente seis dos 19 arremessos de quadra que tentou. Já a dupla Kemp e Payton combinou para 46 pontos, 14 rebotes e 14 assistências. Resultado: o Sonics atropelou por 107 a 86. Na quinta partida, os dois voltaram a ser decisivos e lideraram o time de Seattle à vitória por 89 a 78.

Apesar das vitórias incontestáveis, a missão do Sonics ainda era muito complicada. O sexto jogo seria disputado em Chicago e o Bulls só precisava de uma vitória para conquistar o seu quarto título. Nenhuma equipe da história da NBA conseguiu reverter uma desvantagem de três jogos nas finais. Só o fato de ter levado a série a seis jogos já poderia ser considerado um grande feito para o time de Seattle. Na partida que definiu a temporada, as defesas e o jogo físico prevaleceram. Também pudera, ali estavam os times de melhor defesa da liga. Jordan mais uma vez foi bem marcado por Payton. Apesar de ter anotado 22 pontos, o camisa 23 do Bulls só acertou cinco dos 19 arremessos de quadra tentados. Dominante nos rebotes (só Rodman pegou 19), o time da casa saiu de quadra com a vitória por 87 a 75 e levantou o troféu de campeão pela quarta vez na década.

O Sonics jogou o seu máximo. Payton e Kemp, as estrelas do time, não fugiram da responsabilidade e deram tudo em quadra. Só que do outro lado estava uma equipe fantástica. O grande título para o melhor Sonics da história foi ter dado uma canseira naquele Bulls. Não tenho dúvida ao afirmar que Payton foi o melhor marcador de Jordan na NBA. Os dois adoravam um trash talk e eram grandes competidores. Há quem diga que, se Payton tivesse marcado Jordan nos três primeiros jogos, a série teria tomado outro rumo…

O Sonics permaneceu como contender por mais duas temporadas. Em 1997, com a mesma base e o mesmo técnico, o time foi superado pelo Rockets de Olajuwon na semifinal de conferência, em mais uma série eletrizante de sete jogos. No ano seguinte, já sem Kemp, negociado com o Cleveland Cavaliers, e com Vin Baker no lugar dele, o Sonics caiu novamente na semifinal do Oeste, desta vez para o Lakers de Shaquille O’Neal e do jovem Kobe Bryant, em cinco partidas. Era o fim de um ciclo. Karl saiu ao final daquela temporada. Payton permaneceu até 2003, sem conseguir manter o time no topo.

Kemp e Payton formaram a maior dupla da história da franquia. Jogando por Seattle, eles foram para quatro edições do All-Star Game e mantiveram o Sonics como uma das principais forças da NBA na década de 90. Aquele time de 1996 vai ficar marcado para sempre nos nossos corações. Ninguém sabe se o Sonics vai voltar à NBA algum dia, mas o legado deixado pela equipe não será apagado nunca. Viva o Seattle SuperSonics e viva o Grunge!


P.S. Fique ligado. Daqui a duas semanas sai o sexto artigo da série “Times históricos que não foram campeões”. O homenageado da vez será o Utah Jazz de 1997. Não perca! Até lá!

Times históricos que não foram campeões – Portland Trail Blazers (1991)

Times históricos que não foram campeões – Phoenix Suns (1993)

Times históricos que não foram campeões – New York Knicks (1994)

Times históricos que não foram campeões – Orlando Magic (1995)

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Allan Lopes Soledade

    Fico ansioso por esses artigos,graças a eles estou conhecendo esses times sensacionais.
    Saudosismo rules!!!!
    PS:Meu Utah Jazz é o próximo!!!!!!! Vivaaaaaaaa!!!!!

    • gusilvalima10

      É isso mesmo, Allan. Saudosismo rules!

  • Thiago / Coming up ASG

    Parabéns. Mais um texto foda!
    Eu não acompanhei essa dédaca de 90, era muito novo. Mas, entre esse tipo de matéria e vídeos, vejo que os jogadores das antigas eram espetaculares.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Thiago.
      Um dos objetivos da série é trazer boas histórias para as novas gerações.
      Tempos bons aqueles da década de 90!
      Abraço.

  • Rafael Victor

    Não assisti nenhum jogo do Supersonics nessa temporada (só comecei a assistir os jogos mesmo em 97, quando eu e meus irmãos passamos a ter televisão no quarto), mas via sempre o NBA Action e Payton-Kemp eram figuras fáceis por lá nas melhores jogadas! Já vi os jogos da Finais de 96, é impressionante o trabalho de marcação que o Payton faz no Jordan! Esse time era demais!

    Seattle Supersonics é uma das minhas melhores lembranças vendo NBA, sem falar que também é o melhor nome de time que já existiu!

    • SeattleSupersonicsBR

      Amo isto tudo, nos acompanhe no Twitter .

      • Fernando

        twitter de time morto
        rapaz posso dizer q ja vi de tudo nessa net

  • Wadson Pinheiro

    Mas um artigo show de bola que me fez viajar no tempo mais uma vez. Torço pelo Suns mas gostava muito de acompanhar os Sonics de Kemp e Payton, era show de ponte aérea, jogadas em velocidade e enterradas ferozes de Kemp. Mas mais um grande time que morreu nas mãos de Jordan. Aguardando ansioso o artigo do Jazz, o primeiro vice campeão a retornar a uma final de NBA no ano seguinte.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Wadson. A série é para fazer a gente viajar no tempo mesmo!
      Abraço.

  • Zorg

    Parabéns Gustavo, outro texto para lembrar da “velha” NBA e suas equipes maravilhosas.
    Favor não esquecer do Kings de Jason Williams, Webber, Peja, Divac …

    • Ser_Humano_Vivo

      Jason Williams era foda no tempo do Kings.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Eduardo.
      O texto sobre o Kings de 2002 está previsto para sair no dia 11/04.
      Abraço.

    • CMM17

      E nessa mesma época havia o New Jersey Nets do Jason Kidd.

  • SeattleSupersonicsBR

    Sem palavras, meu coração é um misto de emoção e saudade, não tem como explicar, acompanhei cada detalhe, obrigado Jumper…Ficamos honrados com este texto maravilhoso, com o coração em pedaços de uma dor, um vazio que não se explica, Te amo SuperSonics para todo o Sempre…
    Acompanhem nosso texto também que relata como foi estes jogos:
    https://t.co/sH48KY7fkG

    • gusilvalima10

      Eu que lhe agradeço pelas palavras, parceiro!

  • Eduardo Silva

    Jordan, o maior destruidor de sonhos da NBA kkk.
    Mas esse Seattle era um baita time.

    • Caseh

      Boa definição sobre Jordan! rs

      • Eduardo Silva

        Pois é, e era pra ele ter estragado a festa do Olajuwon e do Drexler tb, se n fosse por aquele triste problema envolvendo a morte do pai dele.

  • Marcelo Desoxi

    Nessa série que eles perderam para o Denver, Mutombo teve médias de 6 tocos por jogo , rs.

    Esse último jogo das finais parecia ser ganhável, já que MJ jogou muito mal, mas Chicago era muito forte. Rodman sozinho pegou 11 rebotes ofensivos.

    • Alex Figueiredo

      e o tal do Frank Bricowski perdeu o jogo mental pro Rodman

  • vsr.snake

    Me desculpem os fãs do OKC, mas se eu pudesse, voltaria com a franquia pra Seattle sem pensar muito. E o time do Bulls do segundo three peat era muito apelativo, mais forte que o do primeiro, só tinha o maior jogador e o maior defensor da história.

    • Neverminder

      Concordo… muito estranho Seattle fora da NBA

    • Rogério #Paidams #AllStar

      Eu imagino. Eu sou relativamente novo e não peguei a época de Seattle SuperSonics. Mas sei que grande parte dos torcedores do OKC realmente voltariam a torcer pera o Seattle caso voltasse à NBA. Mas neste caso meu coração ainda ficaria em Oklahoma…

    • CMM17

      Realmente Oklahoma e Seattle merecem franquias(o Thunder é a única equipe de Oklahoma atualmente das 4 principais ligas norte americanas);Seattle já tem Seattle Sounders,Seattle Seahawks,que são times tradicionais nessas ligas
      Acho que se tirasse Okc Thunder de Oklahoma e colocar de volta pra Seattle seria muito mais sentido em Oklahoma do que foi em Seattle;até porque a alma de Oklahoma é nessa equipe e não tem outra equipe tradicional em Oklahoma.
      Os Kings poderiam relocar pra Seattle.

  • Daniel Nogueira

    Era um dos meus times favoritos no NBA Jam. Tô velho! Kkkk
    PS: excelente artigo pra variar, Gustavo. Esperando ansiosamente o artigo sobre o Sacramento Kings.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Daniel. Estamos velhos! hahahahaha
      O texto sobre o Kings de 2002 está previsto para sair no dia 11/04.
      Abraço.

  • Neverminder

    Seattle era meu segundo time (depois dos Lakers),um tanto pelo Gary Payton e bastante pelo Pearl Jan, Nirvana e Soundgarden… essa ultima frase sua matou a pau. Parabéns.

    Além do obvio não ter sido campeão, tem algum outro critério que você usa para qualificar a equipe(tipo, ter obrigatoriamente chegado na final da NBA, não ter títulos anteriores recentes, etc)?

    Próximo episódio da saga é, para mim, o mais clássico dos não campeões, com o, na minha opinião, melhor armador da história do planeta e que me fez jogar basquete com a 12(excetuando claro Magic Johnson, que era de outro mundo o que ele fazia)… serão longas 2 semanas de espera…hahaha

    Gustavo, vai falar do Philadelphia de Allen Iverson (2001, se não me engano), do Phoenix de Nash e Stoudemire e do (ate hoje me pergunto com o chegou nas finais) Nets do gênio Jason Kidd?

    • gusilvalima10

      Rubens, primeiro obrigado pelo elogio.
      O critério é ser um time que tenha sido marcante. Não necessariamente um finalista.
      Não vou falar do Sixers porque aquele time foi carregado nas costas pelo Iverson. Chegou à final, mas não foi marcante. Iverson foi, o time não.
      O Suns de 2005 será o último time da série. Não tinha como deixar de fora.
      Nets do Kidd também não entra porque, na minha opinião, não foi um time marcante, apesar das duas finais.
      Abraço.

      • Neverminder

        Gustavo, o Indiana Pacers do Reggie Miller e Rik Smits entra na conta? E um time histórico que não foi campeão que não deve entrar na série (muito recente) é o GSW do 73-9, certo?

        • gusilvalima10

          Pacers entra. Warriors muito recente.
          Aqui o cronograma dos textos que fecham a série:
          – Jazz (1997): dia 28/02
          – Pacers (1998): dia 14/03
          – Blazers (2000): dia 28/03
          – Kings (2002): dia 11/04
          – Timberwolves (2004): dia 25/04
          – Suns (2005): dia 09/05

          • Vadss Guera

            Kings 2002 só n ganhou pq foi assaltado ne, que crime.

          • Alex Figueiredo

            muito assaltado!

  • Rogério #Paidams #AllStar

    Cabe até fazer um texto sobre o OKC de 2012/2013, hein?! É a triste sina do Seattle SuperSonics/OKC

    • gusilvalima10

      Rogério, vou encerrar a série desta temporada no dia 09/05, com o Suns de 2005. Thunder de 2013 é muito recente. A prioridade foi dar espaço aos times das décadas 90 e 2000.

      • Rogério #Paidams #AllStar

        Bacana. É bom que eu não sofro o que sofri em 2013 de novo hahaha. Mas valeu, a série tá muito boa. Ansioso pelos próximos times homenageados.

        • gusilvalima10

          Valeu, Rogério!

  • Caseh

    Joguei muito NBA Live 96 e 97 no Mega Drive com esse time dos Sonics, equipe muito marcante!

  • Edu Silva

    A próxima será bem legal… Foi a primeira grande final da NBA que eu acompanhei… Lembro de assistir a transmissão pela TV e no jogo do título, os comentaristas gritando ao final “O Monsssssstro MJ”… Deixo minha sugestão para a próxima série: Times desacreditados que acabaram campeões…Começando pelos Pistons de 2004 (Sem pedradas kkkk)

    • NateRodrigues

      Esse Pistons de 2004 fez com que eu gostasse de NBA, velho. Comecei a acompanhar basquete nesta época e lembro de assistir a série final com amigos, que eram vidrados no Lakers. Esse time de Detroit era muito coração e entrega, com uma defesa monstruosa, no melhor estilo “Detroit Basketball”.

      Desde então, sou fã dos Bad Boys!

      Apoio essa série, hein? Seria ótimo ter um “Times desacreditados que acabaram campeões”

      Gustavo Lima, parabéns pelos textos! Ótimo trabalho

      • gusilvalima10

        Obrigado, Nathan! Boa sugestão!

  • felipe fernando Oliveira

    Não tenho o que falar. Tenho muita saudade dos Sonics. Sou eternamente Sonics. Esperando a expansão da liga ou que alguém compre thunder e retornem com eles pra Seattle. Lugar de onde nunca deveriam ter saido .

  • Rodrigo T. Aragão

    Oklahoma City Thunder é uma franquia que deu certo e conta com a minha simpatia. Mas se pudesse fazer uma troca, colocar o Super Sonics de volta na NBA no lugar dos Pelicans (que me desculpem os torcedores da franquia), pra mim seria ótimo.

  • Esse final com Black Hole Sun quase fez chorar. Sou tão apaixonado pelo Seattle Supersonics quanto sou por Chris Cornell – a ponto de ter tatuado “Like a Stone” no braço.

    Virei torcedor do Seattle pela beleza do seu logo e sua camisa, jogando os jogos de NBA no Mega Drive e Nintendo. Kemp pra mim é o maior jogador da história da franquia e Payton o 2°. Amo OKC, mas falta a personalidade e carisma de Seattle.

    CHRIS CORNELL PRA SEMPRE!

  • Gabriel Ximenes

    Porra, me emocionei. Tanto por gostar da história do Sonics e da dupla Payton/Kemp (que foi uma das melhores da história da NBA) e por ser apaixonado pelo Grunge e por consequência pela cidade de Seattle. Agradeço por compartilhar o texto conosco!

    • gusilvalima10

      Que legal, Gabriel! Obrigado!

  • Elias Ferreira

    Muito bom o texto! Tomara que um dia o Sonics volte pra NBA.

    • gusilvalima10

      Valeu, Elias!

  • Leonardo Augusto N. Dos Santos

    viva o grunge!!!!!!!!!!