Times históricos que não foram campeões – Utah Jazz (1997)

O sexto artigo da série traz um dos melhores times da história que não conquistou o tão desejado anel de campeão da NBA. O Utah Jazz de 1997 tinha a fantástica dupla John Stockton e Karl Malone, fez uma campanha espetacular, mas parou no Chicago Bulls de Michael Jordan, em uma série final eletrizante.

A equipe de Salt Lake City chegou aos playoffs entre 1984 e 2003, incluindo duas finais da NBA, além de cinco finais do Oeste e seis semifinais do Oeste. À exceção da pós-temporada de 84, em todas as outras participações, em playoffs, o Jazz teve Stockton e Malone. Coincidência ou não, após a saída da dupla, em 2003, o time só alcançou a pós-temporada novamente em 2007.

Já ficou claro que o Jazz teve uma equipe forte por quase duas décadas. O auge foi o time de 1997, que fez a melhor campanha de todos os tempos da franquia, com 64 vitórias e 18 derrotas, e um incrível aproveitamento de 78%. Antes de falar da equipe que marcou época é preciso contar como se deu a formação do elenco que entraria para a história do Jazz.

O início da dupla Stockton e Malone

A nossa jornada começa no lendário Draft de 1984. Depois de fazer a terceira melhor campanha da conferência Oeste (45-37) e ser eliminado em uma das semifinais pelo Phoenix Suns, o Jazz foi muito bem no recrutamento daquele ano. Com a 16ª escolha, a equipe selecionou um franzino armador oriundo da Universidade de Gonzaga. O nome dele? John Stockton. Em um draft que teve nomes como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon e Charles Barkley entre as cinco primeiras escolhas, o time de Salt Lake City optou pelo melhor armador disponível.

Stockton foi o reserva imediato do experiente Rickey Green em suas três primeiras temporadas na liga. Foi somente em 87/88 que ele virou o dono da posição. Liderado pelo ala Adrian Dantley, o Jazz chegou aos playoffs em 85, depois de fazer a sexta melhor campanha do Oeste, mas caiu diante do Denver Nuggets na semifinal.

No recrutamento de 85, o time de Utah teve direito à 13ª escolha e selecionou o ala-pivô Karl Malone, oriundo da Universidade de Louisiana Tech. Ao contrário do que ocorreu com Stockton, Malone foi titular logo em seu primeiro ano na NBA. Aliás, em 18 temporadas e 1.434 jogos disputados com a camisa do Jazz, “The Mailman” só não começou jogando em cinco deles. Em sua temporada de novato, Malone foi o principal reboteiro e o segundo cestinha da equipe. Era só o início de uma trajetória de sucesso na liga.

Segundo maior cestinha da história da NBA, Karl Malone defendeu o Jazz entre 1985 e 2003

A consolidação de Stockton e Malone

Em 1986, o Jazz foi eliminado na primeira rodada dos playoffs, em uma série de quatro jogos com o Dallas Mavericks. Na offseason seguinte, a equipe trocou seu maior astro (Dantley) com o Detroit Pistons. Em contrapartida, recebeu o ala Kelly Tripucka, o veterano pivô Kent Benson e futuras escolhas de draft. Essa negociação foi fundamental para a consolidação da dupla Stockton e Malone.

Nas duas temporadas seguintes, com praticamente o mesmo elenco, o Jazz foi para os playoffs, mas parou na primeira rodada (1987) e na semifinal do Oeste (1988). Na última, o time de Salt Lake City deu trabalho ao grande Los Angeles Lakers de Magic Johnson, Kareem-Abdul Jabbar e James Worthy, campeão naquele ano, e só foi eliminado após uma série de sete partidas. Ao final daquela temporada, Stockton e Malone foram escolhidos para o segundo time ideal da liga. O armador, aliás, foi o líder em assistências da NBA em 1987/88, enquanto o ala-pivô foi eleito para o seu primeiro All-Star Game. Era o início de uma sequência de 11 temporadas de Malone no Jogo das Estrelas.

O Jazz entrou confiante para a disputa da temporada 1988/89. E logo no começo da temporada, a equipe mudou de treinador. Frank Layden, que comandava o time desde 1982, virou dirigente da franquia e abriu espaço para que seu assistente, Jerry Sloan, assumisse o cargo de técnico. O Jazz terminou com a segunda melhor campanha do Oeste, mas foi eliminado pelo Golden State Warriors de Mitch Richmond e Chris Mullin logo na primeira rodada. Mais uma vez líder em assistências na liga, e primeiro em roubos de bola, Stockton foi convocado para o seu primeiro All-Star Game. Ele iria novamente nos oito anos seguintes.

A dupla Stockton e Malone continuou fazendo estragos, mas o Jazz simplesmente não conseguia chegar ao menos a uma final de conferência. Isso mudou em 1992. Depois de fazer a segunda melhor campanha da temporada regular – 55 vitórias e 27 derrotas, a equipe de Utah passou por Los Angeles Clippers e Seattle SuperSonics até alcançar a final do Oeste. O adversário foi o Portland Trail Blazers de Clyde Drexler, dono da melhor campanha da conferência. O Blazers venceu a série após a disputa de seis partidas.

Maior técnico da história do Jazz, Jerry Sloan comandou o time entre 1988 e 2011

Em 1993, o Jazz fez a sexta melhor campanha do Oeste, e foi eliminado pelo SuperSonics logo na primeira rodada. Para a temporada seguinte, um importante reforço chegou à equipe: Jeff Hornacek. O ala-armador chegou a Utah depois de uma troca com o Philadelphia 76ers, em que o Jazz cedeu o também ala-armador Jeff Malone. No draft daquele ano, o time de Salt Lake City selecionou o ala Bryon Russell, na 45ª escolha. Também em 1993, o pivô Mark Eaton, quarto em tocos na história da NBA (atrás apenas de Olajuwon, Dikembe Mutombo e Kareem), se aposentou. Para o seu lugar, o Jazz trouxe Felton Spencer, que estava no Minnesota Timberwolves. Para fechar, a equipe assinou com o veterano ala-pivô Tom Chambers, que fez sucesso no Sonics e no Suns, para qualificar o banco de reservas.

Com essa mini reformulação do elenco, o Jazz foi o quinto colocado no Oeste. Nos playoffs de 1994, o time de Utah voltou às finais de conferência, mas caiu diante do Houston Rockets de Hakeem Olajuwon, que seria o campeão daquela temporada.

No ano seguinte, o Jazz fez a sua melhor campanha (até então) na história da liga: 60 vitórias e 22 derrotas e foi o terceiro do Oeste. Na pós-temporada, Utah deu o azar de enfrentar o Rockets logo na primeira rodada. Atual campeão, o time texano levou a melhor na série de cinco jogos e, posteriormente, chegou ao bicampeonato.

O roteiro se repetia e o Jazz seguia a sua sina de não conseguir chegar às finais da liga. A equipe era forte, tinha dois dos melhores jogadores da NBA, mas sempre faltava algo nos playoffs. Em 1995, o time de Utah selecionou o pivô Greg Ostertag, na 28ª escolha do draft. E a franquia fez mais uma mini reformulação para finalmente subir de patamar. Assinou com ala Chris Morris, o pivô Greg Foster e o armador Howard Eisley para reforçar o banco de reservas, tido como o calcanhar de Aquiles da equipe.

Nos playoffs, o Jazz parou novamente nas finais do Oeste. Depois de fazer a terceira melhor campanha do Oeste, e eliminar Blazers e San Antonio Spurs, Utah caiu diante do fortíssimo Sonics de Gary Payton e Shawn Kemp, na decisão da conferência, em uma fantástica série de sete partidas. Apesar de bater na trave mais uma vez, o resultado deixou uma boa impressão e a sensação de que o Jazz estava perto de chegar finalmente às finais.

A temporada mágica

Na offseason de 1996, o Jazz trocou Spencer com o Orlando Magic. Com isso, o jovem Ostertag ganhou espaço no quinteto inicial. De resto, a base do time foi mantida. Além disso, a franquia mudou o logotipo e os uniformes, dando mais ênfase às montanhas características do estado de Utah.

As novidades deram sorte ao Jazz. A equipe fez a sua melhor temporada na história da liga, com 64 vitórias e 18 derrotas, e terminou a fase regular na primeira posição do Oeste. Malone teve um ano estupendo e foi eleito MVP da liga pela primeira vez. O time de Utah teve o segundo melhor ataque da temporada (média de 103.1 pontos marcados por partida) e a oitava melhor defesa (média de 94.3 pontos sofridos).

Com o seu trio de veteranos – Stockton (35), Hornacek (34) e Malone (33) – em ponto de bala, o Jazz estava pronto para destruir nos playoffs. Nas duas primeiras rodadas, a equipe de Salt Lake Ciy atropelou Clippers e Lakers. Na final de conferência, um velho conhecido: o Rockets, que, além de Olajuwon, agora tinha Charles Barkley e Clyde Drexler. Era a chance de vingança para o Jazz.

Recordista em assistências e roubos de bola na NBA, Stockton era um dos pilares do Jazz

 

Utah Jazz – 1996/97 (64-18)

Time-base: John Stockton (PG), Jeff Hornacek (SG), Bryon Russell (SF), Karl Malone (PF) e Greg Ostertag (C)

Principais reservas: Antoine Carr (PF), Shandon Anderson (SG), Chris Morris (SF), Howard Eisley (PG) e Greg Foster (C)

Técnico: Jerry Sloan

Jogador Idade Pontos Rebotes Assistências Roubos Tocos Minutos
Karl Malone 33 27.4 9.9 4.5 1.4 0.6 36.6
John Stockton 34 14.4 2.8 10.5 2.0 0.2 35.3
Jeff Hornacek 33 14.5 2.9 4.4 1.5 0.3 31.6
Bryon Russell 26 10.8 4.1 1.5 1.6 0.3 31.2
Greg Ostertag 23 7.3 7.3 0.4 0.3 2.0 23.6
Antoine Carr 35 7.4 2.4 0.9 0.3 0.8 17.8
Shandon Anderson 26 5.9 2.8 0.8 0.4 0.1 16.4
Chris Morris 31 4.3 2.2 0.6 0.4 0.3 13.2
Howard Eisley 24 4.5 1.0 2.4 0.5 0.1 13.4
Greg Foster 28 3.5 2.4 0.4 0.1 0.3 11.6

A incrível final do Oeste contra o Rockets

Depois de vencer os dois primeiros jogos em casa, Utah perdeu os duelos seguintes em Houston, e a série ganhou contornos dramáticos. Lógico que não seria fácil bater uma equipe que tinha três astros. Além da qualidade do adversário, o Jazz teria que superar a questão mental. Sloan deu confiança aos seus comandados e, no quinto jogo da série, disputado em Salt Lake City, o time anfitrião venceu por 96 a 91. Com 29 pontos e 14 rebotes, Malone foi o nome do jogo.

O Jazz estava a uma vitória de chegar às finais pela primeira vez em sua história. E quem disse que iria ser fácil? A sexta partida foi a melhor da série. O duelo disputado em Houston entraria para a história da NBA como um dos mais eletrizantes em playoffs. A três minutos do fim, o Rockets tinha dez pontos de vantagem no marcador, mas duas bolas de três convertidas por Russell deram esperanças ao Jazz. No ataque seguinte, Barkley foi bem marcado por Malone e não conseguiu espaço para arremessar. Ele passou a bola para Mario Elie arremessar do perímetro, mas sem sucesso. Malone pegou o rebote e já passou a bola para Stockton infiltrar e garantir mais uma cesta. Na próxima posse de bola, Drexler perdeu a bola para Malone. No contra-ataque, Stockton empatou a jogo após uma bandeja.

Restava um minuto no relógio, e o placar apontava igualdade em 98. A tensão era máxima no The Summit. Depois de várias tentativas, com direito a um toco de Ostertag em Olajuwon, Barkley sofreu falta após pegar um rebote ofensivo. A 30 segundos do fim, o ala-pivô converteu os dois lances livres e o Rockets voltou a liderar. O ataque seguinte era fundamental para as pretensões do Jazz. Stockton pegou a bola e resolveu sozinho com um floater perfeito. Mais uma infiltração e nova igualdade no marcador.

Agora restavam 22 segundos para o final do duelo. O Rockets teria a última posse e a chance ganhar o jogo para forçar a sétima partida. Drexler partiu em direção à cesta, mas não converteu o arremesso. Malone pegou o rebote e pediu o tempo prontamente. O Jazz tinha pouco menos de três segundos para concretizar uma virada histórica. E o herói de Utah não poderia ser outro. Stockton recebeu a bola de Russell e, livre de marcação, acertou a bola de três no estouro do cronômetro. Depois de inúmeras tentativas, o Jazz conseguiu, finalmente, chegar às finais da NBA.

Peça-chave na vitória em Houston, Stockton marcou 13 pontos nos últimos três minutos da partida, incluindo os últimos nove pontos de Utah no duelo. Acostumado a ser um facilitador e criador de jogadas, o camisa 12 foi clutch no sexto jogo das finais do Oeste. Ao final da partida, Barkley disse, em entrevista, as seguintes palavras: “Malone merece o MVP, mas acredite em mim, ele nunca teria conseguido o prêmio sem Stockton. O melhor jogador da série foi Stockton. Ele é o melhor armador da história e provou isso no jogo de hoje”.

Havia Michael Jordan no caminho

Nas finais, o adversário do Jazz foi nada mais nada menos que o Bulls de Michael Jordan e companhia, que havia feito a melhor campanha da temporada regular – 69 vitórias e 13 derrotas, e era o atual campeão. Era o confronto entre os dois melhores times de 1996/97. De um lado, uma equipe vencedora (até então) de quatro títulos na década e que tinha o maior jogador de basquete de todos os tempos. Do outro, um time que chegava à sua primeira decisão, mas que tinha uma dupla espetacular pronta para conquistar um título inédito.

As finais de 1997 integram o rol das melhores decisões da história da NBA. Sem exagero. Eram duas super equipes, quatro dos maiores jogadores de todos os tempos em quadra (Jordan, Pippen, Stockton e Malone) e confrontos muito equilibrados.

Lado a lado, o MVP das finais (Michael Jordan) e o MVP de 1997 (Karl Malone)

O Bulls tinha a vantagem do mando de quadra e levou a melhor nos dois primeiros jogos. A primeira partida foi definida somente nos instantes finais. A nove segundos do fim, quando o placar estava 82 a 82, Malone errou dois lances livres e o Bulls teve a chance de ganhar o duelo na última posse de bola. Gelado e decisivo como de costume, Jordan deu a vitória ao time de Chicago com uma cesta no estouro do cronômetro. No jogo 2, a equipe da casa não encontrou muitas dificuldades para bater o Jazz por 97 a 85. Jordan teve uma atuação daquelas: 38 pontos, 13 rebotes e nove assistências.

Nas três partidas seguintes, a série foi para Salt Lake City. Pressionado, o time de Utah deu uma boa resposta em quadra no jogo 3. Venceu com autoridade por 104 a 93. Malone foi o destaque, com 37 pontos, dez rebotes e quatro roubos de bola. No quarto duelo, as defesas se sobressaíram. Depois de estar cinco pontos atrás, quando restavam pouco mais de dois minutos e meio para o fim, o Jazz engatou uma sequência de 12 a 2 e venceu o duelo por 78 a 73. Novamente, Malone foi a principal figura em quadra, com 23 pontos, dez rebotes e seis assistências.

O quinto jogo da série é um dos mais marcantes da história das finais. Foi o chamado “Flu Game”. Jordan era dúvida para a partida, já que estava com um vírus estomacal e havia vomitado o dia inteiro. Mesmo gripado, com dores pelo corpo e febril, o camisa 23 do Bulls ficou 44 minutos em quadra e marcou 38 pontos, contribuindo para a vitória do time de Chicago por 90 a 88. Vale dizer ainda que, a 25 segundos do fim do jogo, ele acertou uma bola de três pontos que deu à liderança no placar ao Bulls. O mundo havia testemunhado uma das maiores performances individuais da história em finais. A derrota naquele duelo machuca até hoje o coração de todos os fãs do time de Utah.

O Jazz sabia que havia desperdiçado uma chance de ouro por ter perdido a quinta partida, em casa. A série retornaria para a Chicago e o Bulls estava a um triunfo de mais um título. A missão do time de Utah era espinhosa. Mesmo com todas as adversidades, o Jazz não se deu por vencido e fez um jogo duro no United Center. A equipe visitante entrou no último período com uma vantagem de seis pontos: 70 a 64.

O problema é que do outro lado havia Michael Jordan. O maior da história comandou a virada do time de Chicago ao fazer dez pontos no período. A cinco segundos do fim, quando o jogo estava empatado, Jordan sofreu a dobra na marcação e passou a bola para Steve Kerr, que, da cabeça do garrafão, acertou o arremesso que deu a liderança ao Bulls. O Jazz tinha a chance de pelo menos levar o jogo para a prorrogação. Só que Russell errou na reposição, Pippen roubou a bola e o croata Toni Kukoc deu números finais à série com uma enterrada. Era o quinto título do Bulls, em cinco finais disputadas na década de 90. No duelo final, Jordan anotou 39 pontos e pegou 11 rebotes. As médias dele na série foram de 32.3 pontos, 7.0 rebotes e 6.0 assistências. Obviamente, foi eleito o MVP das finais.

Para o Jazz ficou a sensação de que o time chegou perto, deu o máximo em quadra, mas que perdeu a série nos detalhes. O maior Utah da história seguiu à risca a receita para ser campeão: tinha dois astros, uma equipe experiente, calejada em playoffs, um treinador de alto nível e coadjuvantes que contribuíam em quadra. A kriptonita do super time do Jazz se chamava Michael Jordan. O maior de todos os tempos foi implacável nos momentos decisivos da equilibrada série final.

Na temporada seguinte, Jazz e Bulls, com praticamente os mesmos elencos, voltaram a se enfrentar nas finais. O roteiro foi parecido com o do ano anterior. A série chegou a seis jogos, com Jordan fazendo a cesta do título, a cinco segundos do fim da sexta partida.

Stockton e Malone formaram a maior dupla de todos os tempos a não conquistar um título da NBA. Ambos são integrantes do Hall da Fama e tiveram as camisas aposentadas pela franquia de Utah. Stockton é o recordista em assistências e roubos de bola na história da liga. Malone o segundo maior cestinha (atrás apenas de Kareem). Uma pena que dois jogadores desse quilate tenham encerrado suas brilhantes carreiras sem um anel de campeão.

O Jazz foi contender durante quase duas décadas graças a Stockton e Malone. A franquia precisa ser eternamente grata à dupla. O time de 1997 estará eternizado na nossa memória como um dos times mais talentosos da história a não ter conquistado um título da NBA. O legado de Stockton, Malone e companhia é incontestável!


P.S. Marque na sua agenda o cronograma dos textos que fecham a série “Times históricos que não foram campeões”:

– Indiana Pacers (1998): dia 14/03
– Portland Trail Blazers (2000): dia 28/03
– Sacramento Kings (2002): dia 11/04
– Minnesota Timberwolves (2004): dia 25/04
– Phoenix Suns (2005): dia 09/05

Times históricos que não foram campeões – Portland Trail Blazers (1991)

Times históricos que não foram campeões – Phoenix Suns (1993)

Times históricos que não foram campeões – New York Knicks (1994)

Times históricos que não foram campeões – Orlando Magic (1995)

Times históricos que não foram campeões – Seattle Supersonics (1996)

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Diego Varjão

    Timaço! Uma das se não a melhor dupla de todos os tempos na minha opinião. O jogo deles se encaixava perfeitamente

    • Neverminder

      Stockton e Malone eram realmente sensacionais… Dupla só comparável a Magic e Kareem ou Jordan e Pippen

      • wilker pereira

        e kobe e shaq

  • Carlos Eduardo

    Saudades desses times dos anos 90.

  • KM32

    Otima serie, me faz ter lembranças da minha infancia, ainda mais esse texto que fala do time q me fez gostar de basquete, parabéns para o pessoal do Jumperbrasil!!! seria uma boa, falr sobre a formaçao do oklahoma city thunder de 2012, os nets do inicio dos anos 2000 e do miami heat do final dos anos 90

    • gusilvalima10

      Valeu, Nonato!

  • Lucas

    Revendo os minutos finais do jogo 5 e 6 fica claro por que Jordan é o maior ele sempre elevava seu jogo nos momentos difíceis, por exemplo no jogo 5 quando Stockton fez uma sexta de 3 levando o jogo para 84-81 ele foi e fez uma cesta importante, após quando ele errou o lance livre pegou o rebote e em seguida meteu a bola de 3 que decidiu o jogo.

    Na NBA ninguém foi tão decisivo quanto ele e olha que tivemos o incrível Lary Bird nos Celtics.

    • Gustavo Santos

      Foi um castigo esse time do Jazz não ter sido campeão, mas isso só eleva oq o Jordan foi para o basquete

    • vsr.snake

      Aquele roubo de bola do Bird no final do jogo 5 da série contra o Pistons em 88 foi uma das jogadas mais clutch que eu já vi, senão a mais clutch.

  • RL23

    Mais uma vez, meus Parabéns pelo esforço e competência da matéria!
    Seria esse o maior time de todos sem ser campeão?

    • Daniel Nogueira

      Concordo.
      O mal desse Jazz foi nunca ter um banco à altura de sua grandeza.

    • gusilvalima10

      Valeu, Renato. Acho que esse Jazz e o Suns de 93 brigam por essa.

      • KleineBosch

        Ainda acho o do Suns melhor. O Jazz podia ter uma dupla melhor (a do Suns era Barkley – kevin Johnson), mas o time do Suns era bem mais profundo. Eram 1 MVP/HOF, 1 futuro HoF, 2 all stars e ainda tinham um baita de um sixth man.

  • Allan Lopes Soledade

    Rapaz,que matéria! Arrepiei ao ver a cesta de 3 do Stockton no estouro do cronômetro.Torço para o Warriors mas o Jazz tb está no meu coração. Só de ver o time disputando vaga nos playoffs fico feliz.Quem sabe um dia chegaremos novamente as finais.

    E Michael Jordan é o maior da história.

    • gusilvalima10

      Valeu, Allan!

  • Rodrigo Souza

    “You play dirty, don’t do that!”

  • Daniel Nogueira

    Estou em êxtase. Jazzão da massa sempre foi o meu segundo time na NBA. Saudades desse time e do segundo maior técnico da NBA. Melhor artigo da série. Não tem como não ser saudosista. Sem medo de ser redundante, mais uma vez parabéns pelo artigo, Gustavo.
    P.S.: Menções honrosas para o Ostertag no jogo 6 contra o Rockets.

    • gusilvalima10

      Valeu, Daniel!

  • vsr.snake

    Stockton e Malone literalmente carregaram o Jazz durante anos, e mesmo quando chegaram nas finais, o elenco deles não era tão profundo quanto o do Trailblazers, Suns e outros times que não puderam ser campeões. Isso é algo impressionante, ao ponto de só Iverson em 2001 ter feito algo parecido. Curioso que o Malone, quando chegou na liga, mal sabia bater FT. Depois que ele aprendeu (com aquela rotina de falar sozinho bizarra kkkk) ele virou um dos caras que mais acertou FT da história. E Stockton é melhor “true PG” a ter pisado na liga, e só não é o maior PG da história por causa de um tal de Magic Johnson (que pra mim, é do mesmo patamar do MJ).

    Mas só senti falta de terem citado o Rodman nessas duas finais contra o Jazz, o cara foi essencial nesses títulos, teve jogo que ele conseguiu anular o Malone quase totalmente.

    • wilker pereira

      iverson em 2001
      e lebron em 2007

      • vsr.snake

        Eu vejo a caminhada do Cavs em 2007 mais tranquila, por assim dizer, dos demais citados. A única grande equipe que eles eliminaram foi o Pistons na ECF, numa série muito boa, por sinal.

        • wilker pereira

          e te parece pouco??
          qual timeo iverson eliminou ?? lembra que iverson tinha a ,mutombo all star( um dos 3 melhores defensores all time)
          lebron naquele ano nao tinha ningueem!!!

          • vsr.snake

            Pouco não é, mas é menos que os outros citados. Sixers eliminou o Pacers, que era um time que ainda estava retrabalhando o roster, mas depois eliminou duas equipes excelentes, o Raptors e o Bucks, ambas em séries bem apertadas. E ainda nas Finals Iverson teve uma performance soberba no primeiro jogo, tirando a invencibilidade do Lakers naquele play-offs, dentro do Staples Center. Não dá pra comparar esses times com Wizards e Nets, e nem mesmo com Pistons, que já não tinha o mesmo elenco campeão de 3 anos antes.

            O time do Sixers era muito bom defensivamente (inclusive, AI defendia bem também). Mas o ataque era basicamente o Iverson.

            O time do Cavaliers era similar nesse aspecto ao do Sixers. Lebron era o grande motor ofensivo (só começou a virar um defensor top lá pra 2010), mas o time tinha um cara que tinha acabado de ser all star (Ilgauskas) e bons role players, como Hughes, Gooden e Varejão, que deixavam o Cavaliers com uma das 5 melhores defesas da liga, e o que fez eles passarem de Nets e Pistons.

          • wilker pereira

            acha aquele nets que tinha carter kid jeferson
            fica devendo alguma coisa aqueles raptors de 2001??
            piston nao fazia tanto tempo que saiu campeao( e tinha 3 all star bilups ,hamilton) e ainda ben wallace (um dos melhores protetores do aro na epoca!! contra aquele bucks de 2001???

            cara lebron fez chover naquele ano tal como iverson fez chover em 2001
            iverson tinha um all of fame ao seu lado
            lebron nao tinha nenhun
            comparar igauskas com mutombo e obra!!!
            hughes godeen varejao?? fala serio cara!!

  • Danilo

    Muito boa essa série de matérias, aguardando ansioso pelo dia 11/04, acho q vai ter polêmica…

    • gusilvalima10

      Valeu, Danilo! Sem polêmica! O Kings foi assaltado mesmo!

      • Daniel Nogueira

        Os próprios torcedores do Lakers reconhecem isso. Maior vergonha da história da liga.

  • Meu segundo time e meu primeiro ídolo: Karl Malone. Lembro de AMAR esse nome – que nome foda cara, leia em voz alta: KARL MALONE.

    A blusa cheia de montanhas e o nome do jogador me fizeram ter minha primeira paixão na NBA. Que eu me lembre, foi aí que comecei a me interessar pelo esporte e, até hoje, não consigo achar nenhum jogador de garrafão melhor que o grande Karl.

    • KleineBosch

      Realmente, pra quem ia entrar no mundo do basquete, ver aquele gigante da blusa das montanhas e ouvir e narrador falar KARL MALONE chega a ser épico. Foi um dos meus favoritos da NBA na época, e um dos melhores nomes da liga, pra mim só não ganha do CHARLES BARKLEY, pra mim eles empatam kkkk (em nome claro, já em habilidade já é outra história).

  • Marcelo Desoxi

    Já era complicado vencer o time no clutch time porque o Jordan era um fdpta, e o Bulls também era rabudo demais, Steve Kerr metendo bola de título, rebote ofensivo no FT que o Jordan errou no finalzinho (jogo5), erro de reposição do Russel no jogo 6, Malone errando os dois lances livres no final e tomando game winner logo após.

  • Caíque Paro

    “Chicaco Bulls de Michael Jordan”, dizem que os rivais escutavam essa frase, se cagavam todo HAHAHA

  • João Carlos

    Michael Jordan, o destruidor de sonhos.

  • Marcio

    parabéns pela ótima matéria, gostei!!

    • gusilvalima10

      Valeu, Marcio!

  • Albert Santos

    Ótima matéria, Jordan seu MONSTRO !

    • gusilvalima10

      Valeu, Albert.

  • Bruno Silva

    Essa matéria fez lembrar as tardes de sabado, vendo NBA Action na Band… e como Esquecer da narração do alvaro José . Acho que valia a pena colocar o video dele narrando mas como não colocaram, eu coloco !! kkk

    https://www.youtube.com/watch?v=7qXI8_N5AqE

    • gusilvalima10

      Bruno, o vídeo não foi publicado porque se refere à final do ano seguinte (1998). Álvaro José é um monstro do jornalismo esportivo!

      • Vinicius Carvalho

        Alvaro José é tão mito que além de bom narrador ainda colocou a Fernanda Paes Leme no mundo!! Hahahaha

        • Marcio

          Bem lembrado Vinicius..

  • Paulo Henrique

    Gosto muito desse poster e ele meio define oq é essa série de artigos até agora

    https://uploads.disquscdn.com/images/fd66a2318af7ab0d9f774ed0866a3cde512c5eb89418cab1239d50afa5344fa6.jpg

    • gusilvalima10

      Valeu, Paulo Henrique. Jordan, o destruidor de sonhos!

    • Wadson Pinheiro

      Assim como o texto essa foto também é sensacional. Realmente expressa bem o que foi os anos noventa. Todos esses craques no bolso do MJ.

  • Guilherme

    Sensacional a matéria! Esse é o melhor time que não foi campeão que eu já vi em quadra. Malone e Stockton eram de outro planeta.

    • gusilvalima10

      Valeu, Guilherme!

    • Dudu Ferrero

      verdade concordo, ali na boca do garrafão o Malone nao errava uma pqp

  • Diego Costa

    O lado ruim do basquete é esse, vários grandes craques que não foram campeões. Malone ainda tentou no Lakers uma panela, mas parou no Detroit. Hakeem que conseguiu aproveitar a chance que o MJ deu a eles, poderia ter tido a mesma história da dupla do jazz.

    • wilker pereira

      nao cara o jordan nao deu chance para eles!!
      o the dream quando venceu o 2 titulo o jordan estava na NBA ele ja havia saido da aposentadoria!!! ele foi eliminado nos offs pelo magic do shaq!!!

      e outra coisa todo mundo queria ver como seria uma final dos rockets contra os bulls naquela epoca
      os bull tinham record negativo contra os rockets!!!

      • Abel

        Se não me engano, Jordan voltou da aposentadoria já perto dos offs. Então não estava 100%, fisica e tecnicamente, depois de quase 2 anos longe das quadras. Torcia pela Jazz na época, mas reconheço que Jordan nessa época com o elenco de apoio que tinha era imbatível.

        • wilker pereira

          ok mais isso nao pode ser desculpa cara!!
          porque se ele ganhasse a galera ia vir cantando que mesmo depois da aposentadoria e sem estar 100 % o cara foi campeao!!!( argumento usado no flu game onde dizem que mesmo doente destruiu)
          entao essa que voltou perto dos offs e nao estava 100% nao cola
          ele foi eliminado pelo magics e os numeros dele nao foram maus nesta serie pode pesquisar e outra coisa os bulls tinham record negativo com os rockets!!!
          terminando jordan nao deu chance
          o the dream estava destruindo nos offs e fez isso sendo seed 6 na conferencia!!!

  • Wadson Pinheiro

    Entrando no Delorean e fazendo mais uma viagem no tempo. Parabéns Gustavo Lima pela riqueza de detalhes em seus artigos e pela qualidade dos textos. Esperando melhor sorte do nosso Phoenix Suns nos dias atuais.

    • gusilvalima10

      Valeu, Wadson. Dias melhores virão para o Suns!

  • Dudu Ferrero

    Parabens pela matéria
    e eu amava o Seattle Sonics e o Utah Jazz torcia demais pra eles conquistarem um titulo e eu tinha um odio profundo do Jordan naquela epoca, mas hoje o respeito demais, o maior

    • Wadson Pinheiro

      Também odiava o Jordan e os Bulls. Todos os meus colegas torciam pelo Chicago, somente eu da turma torcia pelo Suns.

      • Neverminder

        Coloca Lakers (Magic Johnson) no lugar de Suns (mas reconheço que tinha a camiseta do Barkley do Phoenix, na época que tinha uns 30 kg a menos) e minha frase fica igual a sua

        • Wadson Pinheiro

          Eu gostava do Lakers por conta do Magic Johnson.

    • gusilvalima10

      Valeu, Dudu.

  • Rafael Victor

    O que eu mais lembro desse Jazz era de como o Karl Malone era um ANIMAL!

    Aquele jogador que por mais que você gostasse do outro time, reconhecia que ele também merecia ganhar a parada, mas… do outro lado tinha o jogador mais FANTÁSTICO e INCRÍVEL que já existiu! Aí não tinha como!

  • Marcio

    Com exceção de Knicks e Magic, todos os times que não foram campeões na década de 90 pararam nos Bulls de Jordan. E tive a oportunidade de assistir todos. O que Jordan fazia em quadra, principalmente em playoffs, nunca vi até hoje.

  • felipe fernando Oliveira

    Não tenho o que dizer. Eu torcia sempre para os times derrotar Jordan mas naquela época era impossível. Bulls tinha uma EQUIPE muitíssimo boa e um ALLS e a lenda.

  • Neverminder

    John Stockton.. o responsável por me fazer jogar as peladas de basquete com a 12, mesmo sendo fã incondicional do Magic Johnson (meu GOAT)… boas épocas.. E que baita matéria de novo, Gustavo… Parabéns com P maiúsculo

    • gusilvalima10

      Obrigado, Rubens! Eu me divirto com essa nostalgia!

  • Neverminder

    Magic Johnson, John Stockton, Gary Payton, Jason Kidd… os anos 90 foram muito foda de armadores…
    Para um moleque adolescente da época que parou no 1,80 m foi uma escola espetacular (sdds das transmissões de NBA da Bandeirantes aos sábados a noite após o Cine Prive)

    • Marcio

      Cine prive fazia parte do show da madrugada kkkk

  • Elias Ferreira

    Mais um texto top Gustavo, parabéns! Infelizmente os mestres do pick and roll não venceram, mais eu tenho fé que o Jazz vencerá a liga um dia.

    • gusilvalima10

      Obrigado, Elias. Falou tudo, os mestres do pick and roll!

    • Leonardo Augusto N. Dos Santos

      no dia que o Jazz ou o Clippers ganharem a NBA, eu paro de Assistir. Mesma coisa que o América – MG ou Paraná vencerem o brasileirão…

  • Beto cargnin

    Chega a arrepiar.
    Esses textos sao simplesmente fantasticos.

    • gusilvalima10

      Valeu, Beto.

  • Edu Silva

    E também termina a série “Grandes times que foram parados por MJ e Cia”, o que mostra que aquele Chicago foi um time pra lá de excelente!

  • Bruno Ribeiro-76ers

    Muito boa matéria, parabéns Gustavo! Uma pena esse timaço não ter sido campeão…
    Não terá mais texto falando do sixers do Iverson😟😁??? Achei q tinha visto no Twitter que teria texto…
    Abraços

    • gusilvalima10

      Valeu, Bruno.
      Algumas pessoas pediram no Twitter. Expliquei que, na minha opinião, aquele Sixers não foi um time histórico. A temporada do Iverson foi. Abraço.

  • TrueBlue

    Boa matéria. Pequeno mimimi histórico é que tiveram diversas marcações controversas nas finais contra Bulls.

  • Daniel Nogueira

    Ansioso já pela próxima matéria. Reggie Miller fazendo 8 pontos em menos de 10 segundos contra o Knicks e fazendo sinal de enforcamento encarando o Spike Lee…rsrs

  • paulo hamk

    sem sixers do iverson?

  • Alex Santos

    Kd o Indiana que era para ser publicado no dia 14/03