Utah Jazz, um exemplo de reconstrução

https://www.youtube.com/watch?v=otatT97UEbs

Há alguns dias, exaltei na conta do Jumper Brasil no Twitter a excelente fase que vive o Utah Jazz, sensação da temporada pós-All-Star Game. Disse, inclusive, que o time de Salt Lake City merecia ser assunto de artigo no site.

Pois bem, chegou o momento de falar do Jazz e analisar uma reconstrução de elenco que deveria servir de exemplo para alguns times da liga. A equipe treinada por Quin Snyder, cujo quinteto titular tem uma média de 22 anos de idade e 2,06m de altura, venceu 11 dos últimos 14 jogos disputados e é dona da melhor defesa da NBA, ultrapassando Memphis Grizzlies e Indiana Pacers, dois dos melhores times defensivos dos tempos recentes.

A chegada de Snyder

A reconstrução de elenco do Jazz começou em 2011, com as saídas de Deron Williams e do veterano técnico Jerry Sloan. Dois anos depois, Mo Williams, Randy Foye, Paul Millsap e Al Jefferson deixaram o time. Na última temporada, a equipe amargou a pior campanha da conferência Oeste sob o comando de Tyrone Corbin, muito em parte pela falta de maturidade do elenco e de um técnico mais qualificado.

Em um passo decisivo para o sucesso do rebuild, o Jazz mudou o comando da equipe na última offseason. Após ficar mais tempo que o necessário com Corbin (quase três anos e meio), a franquia buscou Snyder, que tem uma longa e respeitada carreira como assistente na liga  – foi auxiliar de Mike Budenholzer no Atlanta Hawks -, e na NCAA trabalhou com Mike Krzyzewski. Ele está mostrando que era mesmo o cara certo para o cargo, pois vem sendo importante para o desenvolvimento de seus jovens comandados.

Snyder, que tem contrato até 2017, abraçou a filosofia de remontar o time com calma. Como era de se esperar, muitas dificuldades foram enfrentadas no começo do trabalho, já que o novo treinador foi aos poucos conhecendo o elenco. Com um sistema de jogo mais cadenciado, em que o time valoriza cada posse de bola, uma consistência defensiva de dar inveja, e algumas mudanças de peças ao longo da temporada, o Jazz embalou após o All-Star Game. Pelo ótimo trabalho mostrado em 2014/15, Snyder merece uma menção honrosa ao prêmio de técnico do ano.

O elenco

A equipe de Salt Lake City moldou seu elenco com várias escolhas de draft (Trey Burke, Dante Exum, Alec Burks, Rodney Hood e Gordon Hayward) e jovens jogadores obtidos em trocas (Derrick Favors e Rudy Gobert).

O detalhe é que os sete atletas citados, que formam a base da equipe, têm idades que variam entre 19 e 25 anos, ou seja, ainda há muito o que evoluir. Como Burks está fora da temporada já há algum tempo por motivo de lesão, vou centrar minha análise nos outros jogadores.

Burke começou a temporada como o armador titular, mas perdeu essa condição há dois meses. É notório que ele ainda precisa melhorar a seleção de arremessos (está chutando pior que em sua temporada de estreia – 36.8% contra 38%). O treinador Snyder percebeu que Burke poderia render mais vindo do banco, que penava para pontuar.

O novato Exum, que tem um QI de basquete superior a Burke, é mais alto e melhor defensor, virou o titular na posição 1. O jovem australiano ainda carece de um arremesso mais consistente, mas você percebe que o talento está lá, que ele é um diamante a ser lapidado. Ponto para Snyder.

Ainda no perímetro, percebemos que Hayward continua sendo o líder da equipe em quadra. Ele é um jogador que faz de tudo um pouco, o chamado all-around, que contribui na construção das jogadas, na defesa e nos arremessos. Na última offseason, Hayward renovou seu vínculo com o time por mais quatro anos. Nesse período, ele irá receber US$ 63 milhões.

Além de Hayward, o Jazz tem o novato Hood, outra bola dentro da franquia no último draft. Depois de um começo tímido, com pouco tempo de quadra, e atrapalhado por lesões, o ex-companheiro de Jabari Parker na Universidade de Duke, começou a render naquilo que é sua especialidade – os arremessos de longa distância. Desde que virou titular, há quatro jogos, Hood acertou 50% das tentativas de bolas de três pontos (10-20) e teve uma média de 16 pontos. E vale dizer que ele também vem ajudando na defesa, algo que não fazia muito na NCAA.

Desde as publicações pré-draft de 2014, já mencionava que o time de Utah precisava de um jogador com essas características. Em 2013/14, o Jazz teve o sexto pior aproveitamento nas bolas de três pontos. Já nesta temporada, o time é o 16o nesse quesito.

É no garrafão que reside a grande mudança para a melhora absurda do Jazz na defesa. Após a saída de Enes Kanter, sempre criticado pela preguiça defensiva, Gobert virou o pivô titular, passou a ter mais minutos em quadra e o time passou a contar com um especialista em proteção do aro.

É sempre bom lembrar que Gobert foi selecionado pelo Denver Nuggets no draft de 2013 (pick 27) e trocado pela escolha 46 do time de Utah (Erick Green), mais considerações em dinheiro. Ponto para o GM do Jazz, Dennis Lindsey, no cargo desde 2012.

O francês forma uma grande dupla com Derrick Favors, outro bom defensor de garrafão. Favors, que veio para o Jazz na troca que culminou na saída de Deron Williams, pode atuar nas posições 4 e 5 e, além da contribuição defensiva, ajuda no ataque. É nítida sua melhora nos arremessos de média distância, sobretudo os da cabeça do garrafão (51.9% nesta temporada contra 28.1% em 2013/14). Favors tem contrato com o Jazz até 2018.

No quesito proteção do aro, Gobert é o primeiro da liga. Ele limita os adversários a um aproveitamento de apenas 38.9%. Seria exagero mencionar o francês no prêmio de melhor defensor da temporada? Favors não fica muito atrás. Ele é o quinto nessa estatística, com os adversários acertando 44.1% dos arremessos. Isso que é garrafão trancado!

Números de Gobert na temporada (67 jogos): 7.6 pontos, 8.8 rebotes, 2.3 tocos, 61.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 24 minutos em quadra

Números de Gobert após virar titular (últimos 14 jogos): 10.3 pontos, 14.8 rebotes, 2.8 tocos, 59.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 34 minutos em quadra

O Jazz levou, em média, 102.2 pontos na última temporada, 13o pior da liga. Já em 2014/15, o time sofre, em média, 95.0 pontos, e passou a ter a melhor defesa da NBA. A equipe lidera a liga em defensive rating – número de pontos permitidos por 100 posses de bola (89.7), net rating – diferença entre o número de pontos anotados e sofridos por 100 posses de bola (+12.1) e no percentual de rebotes coletados (55.8%). Além disso, desde o Jogo das Estrelas, o Jazz vem limitando seus adversários a apenas 82.8 pontos. Uau!

Futuro

Para o draft deste ano, em que deverá ter uma escolha de final de loteria (provavelmente entre 9 e 13), acredito que o Jazz vá buscar um bom arremessador, já que a defesa da equipe está sólida e o ataque ainda deixa a desejar – quinto pior da temporada, com média de 95 pontos anotados. Mario Hezonja, Kelly Oubre Jr. e Devin Booker seriam os mais indicados.

Outra opção seria selecionar um big man para ser trabalhado vindo do banco de reservas e que tenha características diferentes de Favors e Gobert. Myles Turner e Frank Kaminsky, que têm a capacidade de pontuar do perímetro, seriam boas adições. Aí, no caso, o time buscaria um especialista em bolas de três pontos no mercado de agentes livres.

O detalhe é que os principais jogadores têm contratos longos com a franquia, o que garante pelo menos mais dois anos com todos atuando juntos, e sob o comando de Snyder. Na próxima offseason, o Jazz terá quase US$ 15 milhões à disposição para reforçar o elenco.

Dados sobre os principais jogadores do Jazz

Dante Exum: 1,98m – 19 anos – contrato até 2018
Trey Burke: 1,85m – 22 anos – contrato até 2017
Rodney Hood: 2,03m – 22 anos – contrato até 2018
Alec Burks: 1,98m – 23 anos – contrato até 2019
Gordon Hayward: 2,03m – 25 anos – contrato até 2018
Derrick Favors: 2,08m – 23 anos – contrato até 2018
Rudy Gobert: 2,18m – 22 anos – contrato até 2017

Como a reação foi tardia (foram 19 derrotas nos primeiros 25 jogos da temporada), o Jazz dificilmente conseguirá a classificação para os playoffs. O time tem 30 vitórias e 37 derrotas, enquanto que Oklahoma City Thunder e New Orleans Pelicans, postulantes pela última vaga no Oeste, têm campanhas de 38-30 e 37-30, respectivamente.

Por tudo o que foi dito acima, só posso concluir que a reconstrução de elenco do Jazz está no caminho certo. A semente foi plantada, a mentalidade vencedora está ganhando forma e a recompensa promete ser grande em breve, talvez já na próxima temporada.

Gustavo Lima
Gustavo Lima
Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Torcedor do Phoenix Suns, mas adepto da imparcialidade.
  • Michel Moral

    Realmente. Achei loucura quando “dispensaram” Milsapp e Al Jefferon.

    Porém, é impressionante como eles recompõe bem os jogadores de garrafão.

    Acho que se Exum se afirmar como o grande armador que se espera que ele seja, o tima ai dar muito trabalho no futuro. Um perímetro com Exum, Hood e Hayward é muito promissor.

    • TiagoMadruga

      Na época já citavam Favors e Kanter como os substitutos ideais para o Milsap e o Al.

    • tiago

      O time do Jazz já esta indo bem atualmente, imagina se tivessem Millsap e o Al Jefferson, estariam brigando pelos offs. Mas realmente é um time promissor, pode ser que venha forte já na próxima temporada.

  • TiagoMadruga

    Esse time do Jazz tem tudo para melhorar na temporada que vem. Bons jogadores, bom técnico. Vamos ver no que dá.

  • Rafael lima.

    Excelente!!!!!

  • AlexT-Wolves

    Não diria um exemplo pq o mesmo não tem um FP. Mas comparado com a reconstrução do Wolves e Sixers tá excelente.

    • YagoBC’s

      O Hayward funciona como ”fp” ai nesse time, faz de tudo um pouco

  • Uncle Drew

    Tão formando um grande time. Só pelo Gobert, é mt divertido ver o françês jogar, o Jazz merece uns 10 jogos da ESPN/TNT próxima temporada.

    • Gustavo

      Po, seria ótimo heim?! Dureza jogo do jazz ir pra TV.

  • Stockton to Malone

    Opa!!! Um artigo sobre o meu Utah Jazz? Q emoção kkkkk. Acho q a melhor opção é buscar um jogador d garrafão no draft e um arremessador na FA pra fortalecer o elenco. O futuro parece ser muito bom mas é preciso ter calma e dar um passo de cada vez, deixar os garotos jogando sem pressão por enquanto e melhorando suas deficiências. Derrotas virão até pela media de idade do time mas o talento está lá, torço muito pro Alec Burks voltar saudável na próxima temporada pq é outro jogador q eu aposto q vai surpreender a todos e tornar o time ainda mais forte. E pra encerrar: quando o Derrick Favors é apenas o segundo melhor protetor de aro do seu time, significa que seu time está mt bem servido nesse quesito. Gobert e Favors: os block brothers!!!

  • Rafael lima.

    Então para o draft desse ano, qual jogador séria mais provável ser escolhido pelo jazz?
    1 Justise Winslow
    2 Stanley Johnson
    3 Mario Hezonja
    4 Kelly Oubre Jr
    5 Devin Booker
    6 Myles Turner
    7 Frank Kaminsky

    • Yan

      Os 3 primeiros não devem estar disponíveis para o jazz.. Gosto do lonney de ucla e do kamistry para o garrafão!
      Muito divertido de assistir esse time jogar, fora que a torcida é muito barulhenta!
      Que fp pode parar por lá ? Acho que o Joe jhonson encaixaria bem!

    • André Fagundes

      Olhando os prováveis times da loteria o Mario Hezonja vai estar disponível (acredito que muitos vão passar ele, talvez só o Denver o selecione) e é sim um bom nome (all round). Mas se o Jazz quer apostar tentaria o Kristaps Porzingis – Jazz não tem pressa e talvez ele não venha de imediato, mas esse cara é muito versátil pode sair como o Antetokounmpo a dois anos atrás que saiu do anonimato (ainda que a ACB esteja longe disso).

  • Yan

    Kaminsky

  • Renato

    Cara sem querer ser desagradável, mas a reconstrução do Celtics é muito mais promissora que a do Jazz e ninguem no site escreve a respeito.

    Temos o Thomas, Smart, Bradley, Olynyk, Sullinger, Crowder, todos jogadores com menos de 25 anos e com potencial enorme.

    Temos quase 25 milhoes em exceções comerciais

    Temos 9 First Pick nos proximos 4 anos, sendo 3 do Nets que devem ser de loteria.

    Temos 30 milhões em espaço CAP, talvez 40 milhões se excluir gerald Wallace expirante.

    Temos um técnico super promissor.

    Com todo respeito aos torcedores do Jazz, até pq concordo que essa equipe e muito boa, e esta sendo bem montada, mas parece que o pessoal do site não gosta de falar do Celtics, sei lá se por recalque ou medo do Gigante Verde.

    • More

      É por causa do Ainge, depois que ele trocou o Rondo o pessoal ficou com um pé atrás…
      Mas eu também sempre achei a reconstrução do Celtics muito boa, inclusive a troca do Rondo.

    • Gustavo Lima

      Hahaha! Esse comentário foi sério?

      • Pedro Celta

        Pq não seria?
        O celtics em rebuild está brigando por playoffs vem de uma série de mais vitórias que derrotas, inclusive venceu o próprio jazz duas vezes nesses últimos jogos. Está com uma campanha igual ao do Jazz, 30/37. Pq não citar o Celtics então como uma boa reconstrução?

        • Gustavo Lima

          ” parece que o pessoal do site não gosta de falar do Celtics, sei lá se por recalque ou medo do Gigante Verde.”

          Realmente isso é muito sério.

        • vobrah

          celtics briga pelos offs, porque o lado leste é mais fraco 😉
          jazz tem mais time.

      • Tuhã Schmitt

        Não entendi, o Celtics está na zona de classificação para os offs, coisa que o Jazz não está, o Celtics negociou seu big three a dois anos atrás por simples picks do nets, que no futuro irão valer ouro, então acredito que o Celtics e o Jazz são dois times com grande potencial para serem contenders daqui a 2 ou 3 anos, ou menos.

        Temos um elenco bem jovem e com muito potencial, acredito que o Celtics está menos comentado por não ter um jogador que se destaque como o Gobert vem se destacando no Jazz, temos o Smart porém ele ainda é muito cru, jogador para daqui 2 anos. Nosso elenco e técnico é que estão se destacando.

        Concordo totalmente contigo Renato, e acho também que o pessoal daqui do Jumper não está se ligando muito no Celtics mesmo, sai matéria do Pacers, do Jazz e nada do Celtão. Um exemplo: vitória na marra do Celtics para cima do Pacers, a capa e o jogo em destaque da rodada foi a vitória do Jazz sobre o Piston. O Celtics vence um jogo importantíssimo contra um concorrente direto e fica tudo embolado, e o destaque é Jazz vencer o o Piston ???

        O maior campeão da história merece um destaque aqui no Jumper também poo, hahaha

        • Gustavo Lima

          O artigo é sobre o Jazz, meu caro. Na minha opinião, o time de Utah é um exemplo de reconstrução. Esse tipo de comentário cretino de que o Jumper não está nem aí para o Celtics é que me irrita. Coisa de infantilóide.

          • Zorg

            Gustavo já falei tempos atrás … aqui tem aparecido uns que não sabem ler (ou interpretar o texto)e ai vira essas coisas fora de contexto …. não liga não … excelente texto sobre uma reconstrução bem planejada e aparentemente bem executada

        • Gustavo Freitas

          Para, filho. O Xará julgou ser melhor falar sobre o Jazz. E daí? Procure aí nos meus artigos e vai ver uns 300 do Celtics. Chora não. No artigo desta sexta, eu falo sobre o time.

          • Zorg

            Gustavo já falei tempos atrás … aqui tem aparecido uns que não sabem ler (ou interpretar o texto)e ai vira essas coisas fora de contexto …. não liga não … excelente texto sobre uma reconstrução bem planejada e aparentemente bem executada

    • YagoBC’s

      Se o Smart acertar seu arremesso e as boas atuações ficarem constantes, tem tudo pra ser otimo armador

    • Roberto

      Que piada esse comentário. O coitado acha que brigar pelos playoffs no leste quer dizer alguma coisa a mais sobre os outros. Que ciuminho infantil, hahaha.

      Jazz hoje tem um record melhor que o Celtics – o exemplo de reconstrução rs – atuando no OESTE. Com times muito melhores.

      Isso porque Rudy Gobert – jogador que causa um impacto tão grande e que os verdinhos não tem nem perto de ter – virou titular há poucos jogos.

      Celtics não tem nem perto de ter um jogador como Gordon Hayward, que já poderia ter beliscado All Star esse ano.

      Jazz tem o Exum hoje, jogador com muito mais potencial que o Smart. Foi escolhido antes por isso. Sem falar que o Exum já é uma realidade defensiva.

      Hoje a média de idade do time titular do Jazz é menor que o time universitário de Utah. Só pra ter ideia de como vai melhorar ainda.

      Aliás, que bela reconstrução, né. Ter que recuperar um time que foi pautado na panelinha de jogadores como Garnett e Allen.. Sendo de um big market da NBA.

      Novamente, boa coluna. Que bom que ainda existem colunistas que enxergam além de Boston, NY e LA. Jazz está com um ótimo comandante, a diferença pro Corbin é gigantesca. Ele desenvolve os jovens, trabalha defensivamente e não insiste em veteranos como ele fazia (Deus me livre Richard Jefferson e Marvin Williams)

  • Magic no leste e Jazz no Oeste pra mim são as esquipes com melhor futuro na liga.

    • Rapha_11

      No Leste é o Celtisc e o Bucks

  • More

    Eu acho que Magic, Jazz e Celtics os times mais promissores no momento. Kings também, mas terá que fazer as movimentações certas na offseason.

  • dubnation

    Celtics em rebuilding talvez ainda classifique pros offs

  • Renato

    Gustavo Lima,

    Esse comentario foi serio sim. As vezes receber um feedback faz a gente evoluir na nossa forma de pensar.

    O titulo da materia que me irritou… Jazz um exemplo de reconstruçao!!!

    Como falar em exemplo de reconstruçao sem citar o Celtics… Uma equipe que negociou 3 All Star, e em 2 anos ja esta brigando pelos offs, e com infinita flexibilidade para ter quem quiser na liga.

    Se hoje uma equipe quiser negociar um All Star, por picks, exceçoes e jovens talentos, dificilmente nao ira procurar o Celtics.

    Temos espaço CAP para trazer ate 2 All Star de imediato, mas um grande jogador atraves de exceçao comercial de 13 milhoes, isso sem contar varias outras que somadas dao 25 milhoes.

    Temos first e second pick como ninguem na liga, e sabe por que isso e valioso, porque como diz o Ainge, picks sao sempre negociaveis, ou seja, transformam-se em negocios, como exemplo ficamos com o Isaiah Thomas do Suns por um jogador expirante + Pick Clevand 2016.

    Temos varios jogadores jovens talentosos, uns melhores no quesito defensivo e outros no ofensivo.

    Defensivo – Smart, Bradley, Crowder

    Ofensivo – Sullinger, Olynyk, Thomas

    Temos um tecnico que era acompanhado por nada mais, nada menos que Greg Popovic, e ja cansou de ser elogiado pelo mesmo, por sua visao moderna e sistema de jogo.

    Agora nao sou cego, nos falta jogadores para posiçao 3 e 5, mas temos todas as ferramentas para trazer essas peças.

    Vamos imaginar algo simples, sem grande invençao…

    Na FA damos o Maximo para o Jordan, usamos nossa exceçao de 13 milhoes no Tobias Harris e usamos nossas 2 first pick e 2 second pick para subir para 6 lugar no Draft e trazer Caulie Stein.

    A equipe do proximo ano seria…

    Smart – Bradley – Harris – Sullinger – Jordan

    Thomas – Turner – Crowder – Olynyk – Stein

    Pressey- Young – Datome – Jerebko – Zeller

    E logico que estou fazendo suposiçoes, mas isso mostra a capacidade de retençao que o Celtics tem atualmente, sem contar 2016,2017 e 2018 picks
    Nets, que devem ser de loteria.

    Resumo admiro o time do Jazz e do Magic, mas nao ha como se falar em reconstruçao bem sucedida sem citar o Celtics.

    Peço que nao fiquem chateados com meus comentarios, apenas querendo fazer justiça ao belo trabalho do Ainge ate agora.

    • Gustavo Lima

      “parece que o pessoal do site não gosta de falar do Celtics, sei lá se por recalque ou medo do Gigante Verde.”

      Comentário muito sério. Realmente.

      • jose

        Pelo que entendi do texto, foi apenas “um” exemplo: poderiam ter outros, mas o autor achou por bem citar apenas esse, talvez seja o que o deixa mais empolgado. Só isso.

        Um abraço.

    • Zorg

      Renato, ” …analisar uma reconstrução de elenco que deveria servir de exemplo para alguns times da liga.” … D
      O Gustavo fala em deveria servir de exemplo, não quer disser que é o único modelo …. e o assunto era sobre o JAZZ não tem nada de comparativo com o C´s

  • Maicon

    Celtics só briga por playoffs porque joga na conferência Leste.

    • Robson

      Ah vá?

  • GA21

    Finalmente meu Jazz vai embalar!!!!

  • Rômulo

    Pessoalmente, acredito que o rebuilding do Jazz, até o presente momento, merece mais holofotes que o do Celtics. Explicarei abaixo.

    O Celtics, como dito acima, tem, sim, ótimas perspectivas, já que possui um bom cap space para a próxima offseason e diversas picks.

    No entanto, o Celtics passou, apenas, pelo primeiro passo do processo de rebuilding. Que fase é essa? Justamente a que detalhei, de fazer o trabalho sujo (de aliviar a folha salarial e somar escolhas de Draft).

    Agora, vem a segunda (e mais difícil) parte: materializar, converter as conquistas do trabalho sujo em boas aquisições (via draft ou free agency).

    O Jazz, hoje, já colhe os frutos dessa segunda parte. Afinal, já encontrou seu protetor de aro (algo que o Celtics ainda carece), bem como também apresenta um núcleo jovem e promissor.

    O fato do Celtics já estar na zona dos Playoffs, tem que ser relativizado, e olha que sou torcedor do Boston. Afinal, jogamos no Leste e temos um calendário bem mais favorável que o do Jazz. Se tivéssemos que usar a Teoria da Relatividade, de Einstein (hahaha), o, agora, 31-37 do Jazz é mais valioso que o 30-37 do Celtics, já que apresenta campanha similar em conferência mais hostil.

    Na próxima offseason, o Celtão vai entrar, de vez, na fase 2 do Rebuilding. A partir daí, poderemos discutir mais e melhor.

    No momento, as equipes estão em fases distintas do rebuilding.

  • Rafael

    Entro aqui pra ler os comentarios sobre o Jazz, e tem cara que desvirtua totalmente o materia, que falta educação com o cara que escreveu e outros leitores. Já não chega a bela materia sobre Draymond Green que virou uma discussão de MVP Harden x Lebron X Curry, que foi uma coisa totalmente sem noção.
    Parabens pelo texto Gustavo.

  • Samuel

    Excelente texto. É bom para agente conhecer mais sobre essas franquias que são menos badaladas pela mídia.