Adam Silver confirmou o que, no fundo, todos já sabiam: o play-in parece realmente ter vindo para ficar na temporada da NBA! O comissário da liga voltou a defender o formato que trabalhou para implementar desde o começo de sua gestão na tradicional entrevista que concede antes da primeira partida das finais. O executivo fez uma avaliação bem positiva da experiência e, com alguns ajustes, antevê a repescagem dos playoffs virando um evento constante no calendário da competição. 

 

“No geral, o play-in foi muito beneficial para a liga e os jogadores. Certamente, existem algumas sugestões sobre mudanças pontuais nesse formato que deveremos considerar, mas, novamente, acho que temos algo positivo para todos. Quando apresentamos para votação aos donos das franquias e a Associação dos Jogadores tiver a oportunidade de avaliar a proposta, a minha expectativa é que terá sequência na temporada que vem”, afirmou o dirigente-mor da NBA, defendendo a sua “criação”. 

O sucesso do sistema de repescagem pela ótica de Silver, na verdade, é questionável. O dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, e astros como Luka Doncic e LeBron James criticaram publicamente o formato, que julgaram ser injusto com times que acumulam melhor recorde ao longo de mais de 70 jogos e podem ser eliminados em uma noite. A alta média de audiência, além disso, foi impulsionada por um único jogo específico: o épico duelo entre Los Angeles Lakers e Golden State Warriors. 

 

Mas o play-in passou longe de ser o único ponto controverso da temporada da NBA que Adam Silver precisou abordar nessa semana. A NBA tem sido apontada como a maior culpada pela “onda” de lesões vista entre jogadores na atual campanha, que seria um reflexo direto do insano calendário traçado pela liga: foram 72 partidas disputadas, só dez jogos a menos do que o regular, sendo que a competição começou já nos últimos dias de dezembro. 

“Essa temporada tem trazido um enorme peso físico e emocional para todos. Eu penso nisso todos os dias. Já houve muita discussão sobre o volume de lesões que estamos acompanhando e, colocando os números e dados de lado por um segundo, não tenho dúvidas de que cada profissional da liga – inclusive, quem está em quadra – lida com estresse físico e emocional adicional que, certamente, contribui com a questão das contusões”, avaliou o comissário, em seu oitavo ano no cargo.  

 

Apesar da admissão sobre a possível relação entre o calendário frenético e os problemas físicos de grandes jogadores, Silver ainda acredita que todos tomaram a decisão certa sobre a realização da campanha. “Eu ainda mantenho que, pesando todos os problemas possíveis, essa foi a melhor escolha entre vários cenários indesejáveis. Mas, ao mesmo tempo, estou pronto para aceitar o criticismo de quem quer que seja porque não temos um veredito final sobre tudo”, ponderou o executivo. 

Pouco se sabe sobre o que veremos na próxima temporada, a não ser que a intenção da liga de recondicionar o calendário aos moldes e datas que estávamos habituados antes da pandemia e ter 100% de lotação nos ginásios, mas uma coisa já parece definida: a COVID-19 vai continuar a “frear” o impacto presencial da NBA pelo mundo, incluindo o Brasil. “Está claro que não teremos o Global Games novamente, mas minha esperança é que possamos voltar a realizá-los em 2022”, concluiu Silver.  

 

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