A Seleção Feminina Sub-18 está convocada para a Copa América da categoria. O técnico João Camargo confirmou a lista de 15 atletas que começam os treinos no dia 18 até o dia 30 deste mês visando a competição que será disputada em Cali, na Colômbia.

Entre as convocadas, está a ala Allanis Delboni, que atua no ABASFI/Basquete Foz do Iguaçu. Aos 18 anos, ela comemorou sua primeira convocação para defender a seleção: “É uma grande emoção ser convocada para a Copa América. Quando entrei em quadra pela primeira para competir, me apaixonei pelo o basquete. Virou um sonho vestir a camisa da Seleção Brasileira e saber que agora estou tão perto de alcançar esse sonho, me deixa em estado de euforia”.

A atleta, que em 2019 passou um período no Centro Olímpico, onde teve a oportunidade de treinar com a técnica Vânia Paulette, e de estar em um clube com uma boa estrutura, almeja, após essa convocação, alcançar voos mais altos na carreira: “Me imagino futuramente competindo em alto rendimento até onde meu corpo permitir. Quero muito ainda passar pela Europa. O meu maior sonho com certeza é ir para uma olimpíada e ganhar uma medalha olímpica”.

Allanis começou a carreira em um projeto chamado DNA Basquete, aos nove anos de idade. Em seguida, começou a treinar junto com a Lays da Silva e Milena Rodrigues, ambas hoje são atletas profissionais (Lays, inclusive, está na seleção adulta) e foram as pessoas que a incentivaram e não a deixaram parar de treinar. Após o projeto conseguir bons resultados, fez uma parceria com o São Bernardo do Campo /Projeto na Cesta, clube onde ela se profissionalizou e ficou até 2018. Após o período no Centro Olímpico, no ano de 2020, ela iniciou a temporada sem um clube, uma vez que
em São Paulo só havia quatro clubes de sua categoria.

Por questões pessoas, a jovem se mudou para Foz do Iguaçu. Depois de um treino junto ao técnico Claudio Lisboa, ficou no time. Apesar da pandemia, o clube a manteve e na volta dos treinos, Allanis se dedicou muito mais aos treinamentos e a evoluir o seu jogo.

Allanis ainda contou que esse atual momento está sendo de suma importância para o desenvolvimento do basquete feminino no Brasil. Mas ainda faz ressalvas para o desenvolvimento na base: “Apesar de por muito tempo o basquete feminino ter sido deixado de lado, com a vitória no Pan em 2019, a modalidade voltou a ter mais visibilidade. Times masculinos estão começando a investir no feminino. Apesar disso, ainda falta um grande investimento na base. Somos muito carentes de times, projetos e até mesmo estruturas para que possamos ter um crescimento maior. Mesmo tendo carência de verba, ainda tem pessoas que fazem o seu melhor para conseguirmos jogar e são elas que fazem toda a diferença no cenário do basquete feminino”.

O período de treinos no país acontece no Ginásio do Sesi Araraquara, em São Paulo. Todas as atletas e comissão técnica farão testes PCR antes do período de treinos e antes da viagem para Cáli. A preparação a Seleção feminina conta com o apoio do Comitê Olímpico do Brasil.

Por Assessoria de Imprensa – START

 

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