Análise dos novatos da temporada: Daniel Gafford

Posição no draft de 2019: 38ª
Estatísticas em 2019-2020: 5.1 pontos, 2.5 rebotes, 1.3 toco, 70.1% de aproveitamento nos arremessos de quadra

Avaliação da temporada: B+

Destaques positivos:

Trabalho excepcional como finalizador em PnR. Explode verticalmente sem precisar de muito tempo ou espaço para embalar. Ofereceu ângulos de passe ao se manter paralelo ao homem da bola (84.5th percentile nesses cenários)

Combinou a agilidade e explosão atlética, a envergadura de 2.20m e um tremendo timing como protetor de aro. Facilidade para contar as passadas do adversário antes de explodir em situações de ajuda (impactou o aproveitamento médio dos adversários em -11.1% no garrafão; 3.3 tocos por 36 minutos)

Habilidade de sair do chão múltiplas vezes com muita agilidade, como quem quica na quadra, e atividade constante na tábua ofensiva de rebotes. Mesmo quando não ‘pegou o rebote’, manteve posses vivas com tapas para fora ao estilo Tyson Chandler (1.2 rebote ofensivo por jogo; 3.1 rebotes ofensivos por 36 minutos)

Agilidade para mover os pés na defesa de perímetro acima da média para um jogador de 2,08m (diminuiu o aproveitamento dos adversários em 7.5% na linha dos três pontos)

Mentalidade agressiva como finalizador em todos os cenários. Tenta ‘enterrar tudo’ (76.5% na área restrita)

Vindo da segunda rodada, encontrou seu nicho e se estabeleceu como um jogador de NBA. Pivô de energia – Protetor de aro + espaçador vertical + ativo na tábua, nos moldes de DeAndre Jordan nos primeiros anos de Clippers

 

Destaques negativos:

No ataque, fez muito pouco além de finalizar em situações de catch and finish, fazer bons screens e atacar a tábua

Nada confiável na tomada de decisões. Pouca visão de jogo e descontrole na hora de colocar a bola no chão (0.7 turnover e 0.5 assistência)

100% de seus arremessos vieram de dentro do garrafão; 87.5% deles de dentro da área restrita

Exibiu pouco toque na bola e problemas para coordenar o arremesso com o trabalho de pés (53.3% na linha do lance-livre)

Teve problemas na defesa posicional. Ansioso para usar seu atleticismo, não explora ângulos para cortar linhas na defesa individual – sobretudo contra pivôs no post médio e nos cotovelos. Comprou pump fakes com frequência (5.8 faltas por 36 minutos)