Um jejum de cinco décadas pode finalmente terminar para o Milwaukee Bucks na noite dessa terça-feira. A equipe entrará em quadra, diante de seu torcedor, para finalizar a série contra o Phoenix Suns e conquistar o troféu Larry O’Brien pela segunda vez em sua história. É quase impossível para o astro Giannis Antetokounmpo não perceber um clima de celebração e “já ganhou” na cidade, mas ele pede que o elenco do Bucks “blinde-se” e mantenha o foco em ganhar o jogo – por extensão, o título. 

 

“É difícil não ficar animado, cara. Você trabalha tão duro para viver esse momento e é duro não ser tomado por essa empolgação às vésperas do jogo. Mas essa é a hora em que é preciso mostrar disciplina e controlar a ansiedade. Nós não podemos jogar hoje, agora, então mantenha a calma. Não podemos nos preocupar com os planos de festa. Minha mentalidade para amanhã é que nada está garantido até que a partida acabe”, contou o duas vezes MVP da liga, em entrevista coletiva nessa segunda-feira. 

Antetokounmpo tem sido a força motriz por trás da recuperação do Bucks nas finais, protagonizando grandes atuações até nas derrotas da equipe contra o Suns. Mas, na verdade, isso não chega a ser uma surpresa: reação e resiliência viraram marcas da campanha dos comandados de Mike Budenholzer ao longo do mata-mata. Tirando a primeira rodada, a equipe iniciou todas as séries em desvantagem e precisou correr atrás do resultado para conseguir classificações que chegaram a ser desacreditadas.    

 

“Durante os playoffs, o nosso mantra foi não ficarmos muito animados ou desapontados. Perdemos os dois primeiros jogos para o Nets, não nos deixamos abater e voltamos. O mesmo aconteceu agora, contra Phoenix. Tudo em que pensamos foi construir hábitos positivos e transmiti-los para o elenco. Isso vai terminar em final feliz, em título? Não sei. Não dá para cravar nada ainda. Mas posso dizer que estou muito orgulhoso dessa equipe e do trabalho que fizemos até aqui”, exaltou o craque grego. 

O possível anel de campeão, porém, representa uma jornada muito maior do que só as quatro séries enfrentadas por Antetokounmpo e o Bucks até agora. Nas últimas duas temporadas, o time teve a melhor campanha da liga e sofreu enormes decepções nos playoffs com eliminações bastante doloridas. Foi uma trajetória de desapontamento, aceitação e aprendizado para o jogador de 26 anos enquanto compreendia o que era realmente necessário para chegar ao topo da NBA.    

 

“Cada derrota que sofremos ajudou-me a amadurecer e endurecer mentalmente. Ainda lembro de vencermos os dois primeiros jogos contra Toronto, em 2019, e perder quatro partidas logo em seguida. E, hoje, a situação mudou. Tudo pode acontecer nos playoffs. Eu tento aprender com cada jogo, mas não me foco no passado. Aprendo e deixo para trás. Acho que essa postura contribui para que chegasse até aqui. Estamos vencendo? Ótimo. Agora, feche a série!”, explicou o integrante do time ideal da temporada. 

Quando Antetokounmpo passa pelas ruas de Milwaukee e vê o ambiente de festa, ele sente que o que mais sonhou está perto. Mas, acima de tudo, ele vê crescer um senso de responsabilidade. “Nós temos que fazer o nosso trabalho para que a torcida possa comemorar ao fim do jogo. Tudo começa e depende de nós. É preciso viver o presente, não se adiantar à partida e ignorar as celebrações. Foco é a coisa mais importante do mundo agora”, sintetizou o provável MVP das finais em caso de vitória do Bucks.  

 

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