O Phoenix Suns é uma das histórias positivas da temporada: mesmo com projeção de melhora significativa no Oeste, a segunda colocação da conferência é uma surpresa até para os torcedores mais otimistas. E, obviamente, a equipe não planeja que essa ótima campanha pare por aí. Devin Booker crava que, por mais que o recorde na temporada seja uma vitória por si só, o Suns se vê como algo maior: um sério candidato ao título.

“O nosso objetivo é continuar ganhando jogos. O foco está sempre nas vitórias. Vencer não somente para chegar aos playoffs, classificar-se à segunda rodada ou coisa assim. Não estamos atrás de ser uma história positiva, das vitórias morais. É claro que ainda temos bastante trabalho e preparação a fazer, mas o pensamento é ganhar tudo aqui. Queremos ser campeões”, cravou o jovem astro, em entrevista à ESPN nessa semana.

O Suns está prestes a protagonizar uma reviravolta como poucas vistas na história da NBA, encerrando “jejum” de uma década sem classificação nos playoffs na condição de vice-líder do competitivo Oeste. E todos sabem que essa virada tem um papel decisivo do veterano Chris Paul, adquirido na última offseason em uma ousada troca. Booker confidencia que o impacto do craque vai muito além do que acompanhamos nos jogos.

“Chris é intenso nos treinos. Sempre traz o seu melhor para a quadra. Ele não descansa, não tira noites de folga e dá o seu máximo em cada posse das partidas. Eu sou inspirado por esse cara de muitas formas. Ele acabou de superar Magic Johnson em assistências na carreira, né? E o seu efeito só começa em pontos e passes: ele mantém todos ao seu redor focados no objetivo e lidera como ninguém”, exaltou o ala-armador.

Paul, porém, passa longe de ser a única inspiração de Booker nessa ascensão individual e coletiva ao topo da NBA. Na verdade, de certa forma, o astro pode dizer que carrega seu maior exemplo no basquete no braço: ele tatuou o grande conselho que o saudoso Kobe Bryant deu-lhe ainda vivo, como uma forma de homenagem. É uma lembrança constante de que, nos bons e maus momentos, sua missão é “ser lendário”.

“Penso em tudo o que Kobe me disse a cada dia. Os meus objetivos e passos na carreira são pensando nisso e ele ensinou-me que não há atalhos para a grandeza. Nos dias em que não estou legal ou motivado, só preciso olhar para o meu braço e ver a tatuagem. A mensagem é um chamado, o aviso que é hora de treinar sem importar o que aconteça. Preciso ser lendário”, refletiu um dos principais jovens talentos da NBA.