Chris Bosh foi oficialmente eternizado no Hall da Fama nesse sábado e fez questão de lembrar de alguém que não estava na cerimônia: Kobe Bryant. Mas o falecido ídolo acabou citado como bem mais do que uma mera inspiração entre tantas outras para o ex-ala-pivô. Uma das passagens que viveu com a lenda da NBA, na verdade, ajudou a moldar sua compreensão de legado no esporte. A história foi um dos momentos mais emocionantes do discurso do ex-jogador. 

 

“Em 2008, o time da redenção foi formado para disputar as Olimpíadas e estávamos em Las Vegas. Queria estabelecer-me como o jovem líder daquele grupo e planejei-me para ser o primeiro a chegar em nosso primeiro treino. Fiz tudo direito, mas, quando cheguei em quadra, Kobe já estava lá. Estava ensopado de suor, com gelo nos dois joelhos. Não demorou para eu notar que ele não só acordou antes de mim, mas já havia treinado”, revelou o veterano, sob os olhares de uma plateia de craques. 

A história poderia ser simplesmente mais um relato da insana ética de trabalho e pura obsessão pela excelência de Bryant, como outras semelhantes já contadas por outros atletas nos últimos anos. Esse episódio vai muito além, porém, por conta do contexto em que aconteceu. O lendário ala-armador havia acabado de perder uma final da liga para o Boston Celtics, em uma série de seis partidas. Aquela postura, dias depois da maior derrota de sua carreira, ensinou a Bosh algo muito importante.   


“Ele havia disputado as finais da NBA até poucos dias antes. Eu não jogava há meses e já estava exausto só de chegar antes do horário. O que o Kobe fez naquela manhã era incompreensível para mim, aquela dedicação inabalável uma semana depois de ficar a apenas dois jogos de ser campeão. Aprendi algo que nunca esqueci ali: os legados não são definidos pelos nossos sucessos, mas pela maneira como levantamos dos nossos fracassos”, contou o novo membro do Hall da Fama, visivelmente emocionado.  

Nada é garantido, mesmo nas melhores carreiras

O trabalho de Kobe, obviamente, deu certo: ele não só conquistaria a medalha de ouro olímpica em Pequim, mas seria campeão da NBA na temporada seguinte com o Lakers. Mas isso só ocorreu porque o seu incrível talento veio aliado a uma incessante dose de trabalho. Para Bosh, esse fato também virou um aprendizado que vê refletido em sua trajetória no basquete. Muita gente pode pensar que a jornada do ex-ala-pivô foi algo fácil ou “escrito nas estrelas”, mas passa muito longe disso. 

 

“É isso que espero comunicar para todos que estejam acompanhando esse discurso, em especial para as crianças. Quando você revisitar minha carreira, vir a Springfield e vir a minha placa no Hall, vai parecer que era inevitável que chegasse aqui. Os nossos ídolos soam automaticamente destinados à grandeza, mas, ao refletir sobre a minha carreira, eu percebo que cada conquista foi tudo, tudo menos algo garantido”, ressaltou o duas vezes campeão da NBA como uma das referências do Miami Heat. 

Bosh reconhece que viveu intervalos em que questionou a sua capacidade, mas contou com a lição e exemplo de Kobe para poder confirmar o seu talento e chegar ao Hall da Fama. “Houve momentos em que questionei se estava perdendo o meu tempo, se era bom o suficiente. E a verdade é que aqueles instantes mais altos de minha carreira só acabaram sendo possíveis pela forma como eu conseguiu recuperar-me dessas horas mais difíceis”, concluiu o novo imortal do Naismith Memorial. 

 

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