Erguer o troféu Larry O’Brien não foi uma jornada tão simples quanto pode parecer para o Milwaukee Bucks nessa temporada. A equipe teve o melhor recorde da liga em duas das últimas três campanhas e eliminações traumáticas nos playoffs levantaram grandes dúvidas sobre a capacidade do elenco chegar ao topo da NBA. O astro Khris Middleton reconhece que momentos difíceis realmente aconteceram após as derrotas, mas, no fim das contas, os críticos nunca tiveram ressonância dentro do Bucks. 

  

“Eu nunca me importei com o que os outros dizem ou acham. Nunca demos importância para os críticos. Simplesmente sabíamos o que tínhamos que fazer, entramos em quadra e realizamos. Admito que pareceu ter demorado uma vida para chegarmos até aqui, mas não é fácil ser finalista da liga. Mas nunca duvidamos de que tínhamos o que era preciso. Essa torcida sempre esteve ao nosso lado. Não tínhamos motivos para ouvir os céticos”, contou o ala, em entrevista após a vitória decisiva na série contra o Phoenix Suns. 

De certa forma, a trajetória do Bucks guarda paralelos com a ascensão de Middleton na NBA: ele também foi duramente questionado no caminho até o estrelado. O jogador de 29 anos foi selecionado na segunda rodada do draft de 2012 e, negociado logo após a temporada de calouro, esteve sob sério risco de ser dispensado sem atuar pelo Bucks. Mantido, o então jovem atleta tornou-se uma das revelações de Milwaukee naquela temporada ao começar a receber espaço em um time em reconstrução. 

 

“Tudo ocorre por uma razão e cada jogador trilha uma jornada diferente aqui. Nenhum caminho é perfeito. É duro. Não é fácil fazer parte dessa liga, ser um dos 350 ou 400 melhores jogadores do planeta. Você precisa acreditar e ter fé em si mesmo dia após dia, de que é bom o bastante para fazer isso. Nem tudo dá certo de imediato, mas é a convicção em continuar trabalhando que vai colocá-lo nesse nível”, contou o veterano, lembrando como lidou com os seus próprios críticos no passado. 

Nessa primeira temporada com o Bucks, Middleton encontraria aquele que seria o seu grande parceiro na luta de anos para reerguer a franquia: um novato enigmático que atendia pelo estranho nome de Giannis Antetokounmpo. O jovem também contava com os seus próprios céticos, vindo da segunda divisão do basquete grego como um enorme ponto de interrogação. Juntos, ambos desafiaram as probabilidades para se tornarem o núcleo de um futuro elenco campeão da NBA em Milwaukee. 

 

“Khris impulsionou-me a ser melhor, tornar-me um ótimo jogador, a cada dia. Eu estou muito feliz de poder pisar em quadra e atuar ao lado de alguém como ele desde que chegamos aqui. Estamos jogando juntos há oito anos e fico contente por termos saído de onde saímos e chegarmos juntos até essa conquista. E tenho certeza de que temos capacidade de fazê-lo novamente”, contou Antetokounmpo, após marcar 50 pontos na partida decisiva contra o Suns e ser eleito o MVP das finais. 

Middleton não tem dúvidas de que o fato de viverem as dificuldades do início de carreira na NBA juntos ajudou a chegarem nessa terça-feira, a erguerem o título da NBA, juntos também. “Nós formamos um senso de irmandade porque enfrentamos as adversidades unidos, lutamos por nossos espaços e nunca nos deixamos duvidar um do outro. Um dava motivação e desafiava o outro para ser melhor jogador e líder. É fácil, no fim das contas, jogar com Giannis”, concluiu o astro, sem pensar em desfazer a parceria.    

   

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