Mikal Bridges foi a ajuda especial e inesperada do Phoenix Suns no segundo jogo das finais da NBA. O jovem ala aproveitou que a marcação do Milwaukee Bucks estava mais focada nos astros e em fechar o garrafão para ter uma das melhores atuações ofensivas da carreira: anotou 27 pontos, convertendo oito em 15 arremessos de quadra e os oito lances livres cobrados na partida. Para Chris Paul, atuações como essa mostram como Bridges é uma peça essencial para a construção de um Suns vencedor. 

 

“Mikal é simplesmente um vencedor. Quando conquistamos o título do Oeste, olhei para esse garoto e tive um flashback dos seus tempos de basquete universitário. Lembrei de quando foi campeão nacional com Villanova. É o que sempre fez: ele vence. Disposto a fazer tudo o que for preciso, ofensiva e defensivamente, para vencermos. É ótimo vê-lo jogar com esse tipo de mentalidade”, exaltou o experiente armador, em entrevista coletiva após a vitória do time do Arizona por 118 a 108. 

Tão impressionante quanto a pontuação em si – a sua maior marca no quesito em seis meses – foi a maneira como Bridges alcançou esse feito: considerado um especialista em defesa e arremessos de longa distância, o jogador de 24 anos viu quase 70% dos seus pontos não virem da linha de três pontos – cinco de suas oito cestas, além dos lances livres. Muita gente pode ficar impressionada com isso, mas o treinador Monty Williams só viu um atleta inteligente aproveitando o ritmo do jogo. 

 

“Hoje, assim que converteu os primeiros arremessos, acho que Mikal reconheceu que o Bucks estava tentando tirar seus tiros de três pontos e passou a buscar os espaços em que sente-se confortável. Houve vezes em que foi próximo da cesta, mas também teve aqueles chutes de curta distância que tem acertado o ano inteiro, na verdade. A única diferença é que todos estão assistindo agora”, analisou o ganhador do prêmio anual da Associação dos Técnicos da NBA. 

Os 27 pontos foram a maior marca de Bridges nos playoffs, mas, certamente, ninguém vai cobrar que isso seja uma constante nesse momento. O papel do ala no Suns é bem maior: desde o início da pós-temporada, ele foi incumbido de marcar jogadores como LeBron James, Michael Porter Jr. e Paul George. Embora nunca com tanta pontuação, Devin Booker garante que o jovem titular já tem sido uma “válvula de escape” para o ataque de Phoenix desde o primeiro jogo do mata-mata.  

 

“Mikal tira enorme pressão de todos no time. E o mais impressionante é que faz isso ao mesmo tempo em que marca o pontuador mais dinâmico do adversário. Não é simples defender um atleta como Khris [Middleton] todas as noites e ainda ter que comparecer ofensivamente. O que esse cara faz tira muito peso das costas de Chris e de minha. O trabalho de todos é facilitado”, elogiou o cestinha do Suns, que marcou 31 pontos na segunda partida contra o Bucks. 

E Booker deixa um recado para Milwaukee e qualquer outra equipe que encare o Suns: você já vai começar perdendo se pensa que Bridges é só um especialista em defesa e arremessos de três. “Eu chego no ginásio e Mikal já está lá. O treino termina e ele não vai embora. As pessoas ainda tentam rotulá-lo como um ‘3 and D’ e já disse que isso não é nem pista do seu jogo. Se os outros quiserem desafiá-lo a ganhar os jogos para nós, ótimo. Pode apostar que ele vai fazer”, finalizou o astro. 

 

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