A realização do All-Star Game não foi bem recebida pelos craques da NBA, mas, dentro de quadra, os jogadores pareceram se divertir com o amistoso. E, apesar dos pesares, a partida nunca vai ser esquecida por um dos principais astros dessa geração. Com as 16 assistências distribuídas na edição desse ano, o armador Chris Paul atingiu a marca de 128 passes decisivos no Jogo das Estrelas e tornou-se o recordista histórico do evento nesse quesito, ultrapassando o lendário Magic Johnson.

“Ter o meu filho, pai, irmão e sobrinho aqui faz com que tudo seja muito mais especial. O meu filho me procurou no intervalo para avisar que faltavam quatro assistências para o recorde. E o meu pai foi o homem que mostrou-me o basquete, ensinou-me a ser um homem e a disciplina necessária para ser grande. Então, tê-lo aqui para ver isso… acho que não poderia ser melhor do que isso”, afirmou o craque do Phoenix Suns, escolhido para a partida festiva pela 11a vez na carreira.

Paul teve um papel bastante importante no Jogo das Estrelas, que vai além de qualquer uma das assistências que distribuiu em quadra. Como o presidente da Associação dos Jogadores, o atleta de 35 anos esteve à frente das negociações com a NBA que levaram à (impopular) decisão de realizar o evento – supostamente, para atender o pedido de uma rede de televisão. A controvérsia, porém, não chegou nem perto de comprometer o desempenho dos atletas dentro de quatro linhas.

Chris Paul se diverte no jogo das estrelas ao lado do técnico Quin Snyder. Foto: Jesse D. Garrabrant / AFP

Além do recorde de passes decisivos totais, o veterano armador também estendeu a sua vantagem com a maior média de assistências em All-Star Games (12.8) e igualou a sua maior marca no quesito em uma edição do evento. Dezesseis assistências, por sinal, é o quarto maior número registrado por um atleta na história do Jogo das Estrelas. E, antes da despedida, ele fez questão de lembrar do ídolo e amigo que hoje dá nome ao troféu de MVP do Jogo das Estrelas.

“Além da minha família, eu queria deixar um salve para o meu irmão Kobe Bryant. Eu, como Kobe, também só sei uma forma de jogar: para vencer”, concluiu um dos melhores armadores da história da NBA.