O Phoenix Suns, pela primeira vez nos playoffs, não tem mais margem para erro. Após sofrer três derrotas seguidas, a equipe do Arizona entrará na sexta partida da série contra o Milwaukee Bucks atuando pela sobrevivência na decisão da temporada diante de uma torcida hostil, ávida pela conquista do título após cinco décadas. O ídolo Chris Paul sabe que a situação é dificílima às vésperas do jogo mais importante da carreira, mas lembra que o destino do Suns nas finais ainda depende apenas de si mesmo. 

 

“O que Monty [Williams, treinador] e todos aqui dentro vem dizendo é: se, lá no início da temporada, dissessem que tínhamos uma chance de estar na condição em que estamos agora, você pegaria? Todos aceitariam, sem dúvidas. Sem dúvidas. E ainda temos uma oportunidade de controlar o que acontecerá aqui. Não é como se essa partida fosse ser simulado, uma outra equipe fosse jogar por nós. Ainda controlamos o nosso destino na decisão”, afirmou o veterano armador, em entrevista nessa segunda-feira. 

O Suns, nesse momento, parece dançar no limiar entre o perigo e a glória. Uma derrota em Milwaukee, o resultado mais provável hoje, significa o fim da temporada e a terceira chance que a franquia perderá de ser campeã da NBA em sua história. A vitória, porém, muda totalmente o panorama da final: a equipe disputará a sétima e decisiva partida da série em Phoenix, onde venceu oito de 11 jogos realizados nos playoffs até agora, para tentar conquistar o título inédito com o apoio de um ginásio lotado.  

 

“Nós abraçamos a condição em que estamos agora: sexto jogo, fora de casa, sem poder perder. E estamos determinados a atuar coletivamente. Vamos ganhar juntos ou perder juntos. Foi assim que chegamos até aqui. Entraremos em quadra com a cabeça erguida, confiantes de que podemos levar a série de volta para o Arizona. Essa é a mentalidade dentro do nosso grupo”, relatou o ala Jae Crowder, um dos atletas mais experientes do elenco e único que já esteve em uma final da liga anteriormente.  

Não há como dizer que, para o Suns, esse não seja um cenário novo. A equipe alcançou o inédito feito de classificar-se para as finais da NBA em uma temporada que retornava aos playoffs após uma década sem ficar entre os oito melhores do Oeste. É um elenco majoritariamente jovem e muitos jogadores disputam o mata-mata pela primeira vez, algo muito atípico. Pode parecer que o grupo possui pouca experiência para enfrentar um jogo desse tamanho, mas o treinador avisa para não os subestimar. 

 

“Nós não temos jogadores que atuaram nesse tipo de situação antes, mas eles jogaram em grandes confrontos e entendem mais o clima do que vamos encontrar do que vocês imaginam. Mais do que isso, temos uma combinação de coragem e desejo crucial agora. Não estamos na melhor situação do mundo, mas são as finais. Chegamos aqui por uma razão e os nossos atletas devem portar-se com a confiança de quem realmente está nesse estágio”, pregou Williams, apostando em seus comandados. 

Nada garante que o Suns vencerá esse confronto – na verdade, as probabilidades estão contra a jovem equipe –, mas espere o espírito de quem atravessou uma trajetória de quase 100 jogos para chegar à decisão. “Estamos prontos para entrarmos em quadra e jogarmos pela sobrevivência. Preparados para mostrar o melhor basquete, competir e vencer. Com foco total no único resultado possível. É ganhar ou ir para a casa. Não há amanhã”, concluiu Mikal Bridges, um dos atletas mais jovens do elenco.   

A sexta partida das finais da NBA acontecerá nessa terça-feira, às 22h de Brasília, com transmissão para o Brasil pela ESPN e a Bandeirantes.  

 

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