A trade deadline aconteceu na última quinta-feira, mas muitas equipes ainda trabalharam nos bastidores da NBA para se reforçarem. O Jumper Brasil aguardou as principais movimentações acontecerem nos últimos dias para informar, de fato, o que os times ainda podem fazer na temporada 2020-21.

Atlanta Hawks

Chegou: Lou Williams
Saiu: Rajon Rondo

E agora?

Após um início bem abaixo do esperado (14 vitórias e 20 derrotas), o Atlanta Hawks demitiu o técnico Lloyd Pierce e Nate McMillan assumiu o seu posto. Desde então, o Hawks venceu nove dos 13 jogos disputados. Hoje, o time ocupa o sexto lugar na conferência Leste. Lou Williams chegou em troca por Rajon Rondo. A ideia da diretoria era fazer com que Rondo fosse uma espécie de mentor para Trae Young, mas o veterano não rendeu e passou muitos jogos machucado. O problema é que Williams, em sua segunda passagem pela equipe, pensa na aposentadoria.

Com a volta, ainda que aos poucos, do ala De’Andre Hunter, o time de Atlanta ainda tem o especialista em defesa Kris Dunn, ex-Chicago Bulls, para estrear. A tendência é que ambos retornem às quadras aos poucos e podem ser muito úteis ao time, que engrenou. Se Williams quiser jogar, a situação pode melhorar ainda mais. A possibilidade de o Hawks seguir entre os oito melhores é muito grande.

Rotação principal: Trae Young (PG), Kevin Huerter (SG), Lou Williams (SG/PG), Cam Reddish (SG/SF), Bogdan Bogdanovic (SG/SF), De’Andre Hunter (SF), John Collins (PF), Danilo Gallinari (PF), Clint Capela (C)

 

Boston Celtics

Chegaram: Evan Fournier, Moritz Wagner, Luke Kornet
Saíram: Javonte Green, Jeff Teague, Daniel Theis

E agora?

Depois de perder Gordon Hayward para o Charlotte Hornets, o time de Massachusetts teve problemas com vários de seus principais jogadores por lesões e coronavírus. O quinteto formado por Kemba Walker (joelho direito), Marcus Smart (panturrilha esquerda), Jaylen Brown (coronavírus e quadril), Jayson Tatum (coronavírus) e Daniel Theis jamais foi utilizado na temporada. Tristan Thompson, que chegou na última offseason, foi titular em 31 dos 36 jogos iniciais, sempre ocupando a vaga de um deles. Não chega a ser uma grande surpresa a campanha de 23 vitórias em 47 jogos.

Theis foi embora para o Chicago Bulls e, agora, chegou o francês Evan Fournier, vindo do Orlando Magic. Enfim, o Boston Celtics utilizou parte da trade exception, recebida na troca de Hayward. O problema foi ter deixado o alemão ir para o Bulls, porque Thompson ainda não foi liberado para jogar (covid-19) e Robert Williams tem sido o principal pivô nas últimas partidas. Não que ajude muito, mas Moritz Wagner e Luke Kornet chegaram na trade deadline.

É provável que o Celtics reaja a partir de agora. Se o time estiver completo, o nível é um. Utilizando diversos reservas no time titular que, na teoria, não sairiam do banco ou teriam poucos minutos, derrubou qualquer expectativa de campanha por mando de quadra. Agora, é correr atrás do prejuízo para garantir vaga sem depender de play-in (entre sétimo e décimo).

Rotação principal: Kemba Walker (PG), Payton Pritchard (PG), Marcus Smart (SG/PG), Evan Fournier (SG/SF), Jaylen Brown (SF/SG), Jayson Tatum (PF/SF), Tristan Thompson (C), Robert Williams (C)

 

Brooklyn Nets

Chegaram: Blake Griffin, LaMarcus Aldridge
Saiu: ninguém

E agora?

A temporada do Brooklyn Nets começa com Kyrie Irving e Kevin Durant inteiros, prontos para comandarem o time, mas a diretoria queria mais, principalmente depois da lesão de Spencer Dinwiddie. Conseguiu trazer James Harden, mas precisou abrir mão de Jarrett Allen e Caris LeVert. Irving teve um sumiço, mas retornou às quadras em grande nível. O problema é que Durant perdeu vários jogos por nova lesão. Então, chegaram Blake Griffin e LaMarcus Aldridge.

O Nets faz grande campanha, mas enquanto Steve Nash não utilizou Bruce Brown, ajudando na defesa, o time sofreu com altos e baixos. Griffin, que chegou agora, nunca foi um grande defensor. Aldridge, pelo menos, sabe fazer isso melhor. Os dois deverão sair do banco como opções para um envelhecido DeAndre Jordan.

Claro que, no papel, o Nets é um dos favoritos do Leste. Quantas vezes na NBA tivemos um trio com capacidade para fazer 25 pontos por jogo? Nem o Miami Heat, de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, fazia isso. A aposta é baseada toda em Irving, Durant e Harden que, até agora, só conseguiram atuar em sete jogos juntos.

Rotação principal: James Harden (PG/SG), Kyrie Irving (SG/PG), Joe Harris (SG/SF), Bruce Brown (SG/SF), Kevin Durant (SF/PF), Jeff Green (PF), DeAndre Jordan (C), Blake Griffin (PF/C), LaMarcus Aldridge (C/PF)

 

Charlotte Hornets

Chegou: Brad Wanamaker
Saiu: ninguém

E agora?

O Charlotte Hornets surpreendeu antes da parada para o Jogo das Estrelas e já ocupava uma posição de classificação aos playoffs. E o time vinha bem, principalmente por conta da grande temporada de estreia do armador LaMelo Ball. O problema é que o atleta teve uma fratura na região do pulso direito e está fora do resto da campanha. Pensando assim, a diretoria trouxe Brad Wanamaker, que estava no Golden State Warriors, para ser reserva de Devonte’ Graham.

A ausência de Ball será sentida, claro. Mas o Hornets ainda possui condições de brigar por vaga na próxima fase. A atual quinta posição, com 24 vitórias e 22 derrotas é de grande valia, mas a conferência Leste está dividida da seguinte forma: Philadelphia 76ers e Brooklyn Nets, disparados na frente, com Milwaukee Bucks encostando na terceira posição. Da quarta (New York Knicks) até a nona (Indiana Pacers), a diferença é de apenas duas vitórias.

O fato de não ter conseguido nenhuma troca substancial ou a chegada de Andre Drummond (fechou com o Los Angeles Lakers), deixa o garrafão em perigo. Cody Zeller e Bismack Biyombo provaram, mais uma vez, a instabilidade no setor. Wanamaker serve apenas para situações esporádicas na armação, mas acrescenta em experiência. Apenas Gordon Hayward e ele possuem 30 anos ou mais no elenco.

Rotação principal: Devonte’ Graham (PG), Terry Rozier (SG/PG), Malik Monk (SG), Gordon Hayward (SF), Miles Bridges (SF/PF), PJ Washington (PF), Bismack Biyombo (C), Cody Zeller (C).

 

Chicago Bulls

Chegaram: Nikola Vucevic, Al-Farouq Aminu, Daniel Theis, Troy Brown, Javonte Green
Saíram: Wendell Carter, Otto Porter, Daniel Gafford, Chandler Hutchison, Luke Kornet

E agora?

Agora? A torcida do Chicago Bulls espera que o time brigue, no mínimo, para entrar no play-in. Depois de um início de temporada cheio de incertezas em relação ao elenco, a chegada de Nikola Vucevic tira parte da pressão ofensiva de Zach LaVine e deixa a bola um pouco mais nas mãos de Tomas Satoransky, como um real organizador de jogadas.

Satoransky começou a atual campanha no banco de reservas, atrás de Coby White. O problema é que o time não engrenou com White na armação, muito mais preocupado com o próprio arremesso. Outro problema é Lauri Markkanen. Com ele em quadra, o Bulls venceu apenas oito dos 25 jogos que disputou (32%). Quando ele não atuou, o time possui 11 triunfos em 20 partidas (55%). Será que Arturas Karnisovas não conseguiu nenhuma negociação por ele? Ou, ainda, será que o dirigente ainda aposta no potencial do finlandês?

As saídas dos inoperantes Wendell Carter e Otto Porter podem significar mais do que a aposta em um jogador consagrado (Vucevic), mas, também, na tentativa de mudar as coisas com certa urgência.

Rotação principal: Tomas Satoransky (PG), Coby White (PG/SG), Zach LaVine (SG), Troy Brown (SG/SF) Patrick Williams (SF), Thaddeus Young (PF/SF), Lauri Markkanen (PF), Al-Farouq Aminu (PF), Nikola Vucevic (C), Daniel Theis (C)

 

Cleveland Cavaliers

Chegou: ninguém
Saíram: JaVale McGee, Andre Drummond

E agora?

Antes do início da temporada, Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, exigiu de seu elenco a classificação para os playoffs. E o Cavs venceu as quatro primeiras partidas, dando a impressão de que esta era a campanha da virada. Bem, não foi assim que aconteceu. Desde então, foram realizados 43 jogos. O Cavs perdeu 30 deles. O Cavaliers ficou sem vários de seus principais jogadores por lesão, nada muito diferente de outras equipes, mas isso fez com que o time despencasse na tabela.

A diretoria apostou que conseguiria trocar Andre Drummond por um valor maior do que pagou. Claro que não deu certo e Drummond foi dispensado logo depois da trade deadline. Tentou, em vão, negociar Kevin Love. Mas quem vai querer pagar cerca de US$30 milhões anuais para alguém que não joga? Isso sem contar que seu contrato vai até 2022-23.

Vamos ser sinceros? O Cavs não vai a lugar algum em 2020-21. Precisa entender se Love ainda tem alguma chance de atuar normalmente. Se não for possível, que entre em acordo e o dispense logo. O time precisa de um rumo e, a cada dia que passa, parece estar mais centrado em Collin Sexton, Darius Garland, Isaac Okoro e Allen.

Rotação principal: Darius Garland (PG), Collin Sexton (SG), Isaac Okoro (SG/SF), Dylan Windler (SF), Larry Nance Jr. (PF/SF), Kevin Love (PF), Jarrett Allen (C)

 

Dallas Mavericks

Chegou: JJ Redick, Nicolo Melli
Saíram: James Johnson, Wes Iwundu

E agora?

É óbvio que a diretoria do Dallas Mavericks esperava chegar a este ponto da temporada brigando, pelo menos, pela quarta ou quinta posição da conferência Oeste. Hoje, o Mavs ocupa o sétimo lugar, longe de uma luta pelo mando de quadra, cinco vitórias atrás do Los Angeles Lakers, o quarto.

A aposta estava em um crescimento ainda maior de Luka Doncic, mas dependia também da presença de Kristaps Porzingis, que iniciou a campanha lesionado. Com o letão em quadra, o Mavericks possui 17 vitórias em 29 jogos, cerca de 58.6% de aproveitamento. Sem ele, o time texano soma sete triunfos em 16 partidas, 43.8%. Tem termômetro melhor?

O Mavs recebeu JJ Redick e Nicolo Melli em troca com o New Orleans Pelicans, dois especialistas em arremessos do perímetro. Apesar de a equipe ser a quinta que mais arremessa de três, ela tem apenas a 19ª melhor marca em aproveitamento no quesito. Redick (41.5% de longa distância na carreira) e Melli (39.9%), devem ter grande importância na área.

A classificação para os playoffs não será fácil, mas o importante, agora, é manter seus principais jogadores saudáveis para poder ter chances reais de fazer algo na pós-temporada.

Rotação principal: Luka Doncic (PG/SG), Jalen Brunson (PG), Trey Burke (PG), Josh Richardson (SG), Tim Hardaway Jr. (SF/SG), Dorian Finney-Smith (SF/PF), Kristaps Porzingis (PF/C), Nicolo Melli (PF), Maxi Kleber (C), Willie Cauley-Stein (C).

 

Denver Nuggets

Chegaram: Aaron Gordon, Gary Clark, JaVale McGee
Saíram: Gary Harris, RJ Hampton, Isaiah Hartenstein

E agora?

O Denver Nuggets reforçou um setor que, no papel, era bom. O problema é que, na prática, o time sofria defensivamente, especialmente quando o veterano Paul Millsap não esteve disponível. A equipe do Colorado recebeu Aaron Gordon, especialista em defesa, vindo do Orlando Magic. Além dele, chegou o veterano JaVale McGee, em sua segunda passagem pelo Nuggets.

Embora a equipe tenha começado a temporada de forma mais tímida, aos poucos foi ganhando força e, hoje, já ocupa o quinto lugar no Oeste, encostando na turma do mando de quadra: Phoenix Suns, Los Angeles Lakers e Los Angeles Clippers. O Utah Jazz segue como exceção e lidera a conferência com alguma folga.

Parece óbvio que o Nuggets foi o time que melhor se reforçou para o resto da temporada. O time aposta suas fichas no candidato ao MVP, Nikola Jokic e espera que Jamal Murray siga produzindo um basquete consistente, algo que evoluiu desde fevereiro. As chances de o time crescer são boas e não pode depender exclusivamente de Jokic, que lidera o time em pontos, rebotes, assistências e roubadas de bola.

Rotação principal: Jamal Murray (PG), Monte Morris (PG), Facundo Campazzo (PG), Will Barton (SG/SF), PJ Dozier (SG), Michael Porter (SF/PF), Aaron Gordon (PF), Paul Millsap (PF), JaMychal Green (PF), Nikola Jokic (C), JaVale McGee (C).

 

Detroit Pistons

Chegou: Cory Joseph
Saíram: Blake Griffin, Delon Wright

E agora?

O primeiro passo foi reconhecer que Jerami Grant tinha potencial para ser o principal jogador do Detroit Pistons, logo na assinatura de contrato. Grant era quarta ou quinta opção ofensiva no Denver Nuggets e queria mostrar que tinha qualidade de liderar a equipe de Michigan. Feito isso, tinha de resolver o problema de Blake Griffin. Pois bem, Griffin foi dispensado. A questão seguinte é saber se o calouro Killian Hayes terá condição de atuar na organização de jogadas de forma efetiva. Hayes fez sete jogos muito ruins e teve lesão grave, que poderia comprometer a carreira do jogador, sétima escolha do último draft.

Depois de uma avalanche no elenco, poucas peças ficaram da rotação principal do início da campanha: Mason Plumlee, Josh Jackson e Grant. Saben Lee, terceiro armador, ganhou a titularidade com as saídas de Delon Wright e Derrick Rose, além da contusão de Hayes. Saddiq Bey tornou-se uma das principais referências desde que herdou a vaga de Griffin.

É claro que o Pistons não tem time para brigar por absolutamente nada em 2020-21, mas o trabalho é a longo prazo. O gerente geral Troy Weaver precisa cuidar para que não seja uma reformulação eterna. Errar, ele já errou quando deixou o pivô Christian Wood ir embora. Não que Plumlee seja ruim ou algo parecido, mas Wood produz, hoje, 21.5 pontos e 9.8 rebotes. Melhores escolhas, melhores oportunidades, é o que o time de Detroit precisa para o futuro próximo.

Rotação principal: Saben Lee (PG), Dennis Smith (PG/SG), Cory Joseph (PG/SG), Josh Jackson (SG/SF), Hamidou Diallo (SG), Saddiq Bey (SF), Wayne Ellington (SF/SG), Jerami Grant (PF/SF), Mason Plumlee (C), Isaiah Stewart (C).

 

Golden State Warriors

Chegou: ninguém
Saiu: Brad Wanamaker, Marquese Chriss

E agora?

Sim, o Golden State Warriors não é mais aquele. E parece que demorou para a gente entender isso. Quando você tem Stephen Curry saudável, é claro que espera-se algo grandioso. Mas o time não é para 2020-21, ainda. A lesão de Klay Thompson antes do início da atual campanha foi uma ducha de água fria no inverno em uma casa sem paredes e janelas. E, mesmo assim, o time californiano ainda faz campanha decente: 23 vitórias e 24 derrotas.

A escolha por James Wiseman no recrutamento não pode ser questionada, pelo menos por enquanto. Wiseman tinha pouquíssima experiência no basquete universitário quando foi selecionado. Parar no Warriors, sem a pressão por produzir logo de cara, com jogadores do nível de Curry e Thompson, sendo treinado por Steve Kerr, foi o cenário ideal. Potencial, ele já demonstrou que tem.

Sem contratações na trade deadline, o Warriors vai seguir competindo por vaga, no mínimo, no play-in e aguardar por uma temporada vitoriosa em 2021-22.

Rotação principal: Stephen Curry (PG), Nico Mannion (PG), Kelly Oubre (SG/SF), Jordan Poole (SG), Damion Lee (SG), Andrew Wiggins (SF/SG), Kent Bazemore (SF/SG), Juan Toscano-Anderson (SF), Draymond Green (PF), Eric Paschall (PF/SF), James Wiseman (C), Kevon Looney (C).

 

Houston Rockets

Chegaram: Avery Bradley, Kelly Olynyk, DJ Augustin, DJ Wilson
Saíram: Victor Oladipo, Rodions Kurucs, PJ Tucker

E agora?

Que bagunça! Tudo o que a diretoria do Houston Rockets fez, desde a contratação de Russell Westbrook até agora parece um desastre. E, pensando bem, foi mesmo. Mas já que é para tombar, que seja de forma organizada. O tank chegou.

Westbrook foi trocado por John Wall e James Harden pediu para ser negociado. O problema é que a saída de Harden foi muito tumultuada. Visivelmente fora de forma, o astro estava descontente e pressionava por uma troca rápida. Ele foi criticado pela imprensa, por seus colegas, pela diretoria, mas era clara a necessidade de sua partida. Chegou Victor Oladipo, que também não quis ficar, rejeitando uma proposta de extensão contratual e foi trocado para o Miami Heat.

Chegaram Avery Bradley, Kelly Olynyk, DJ Augustin e DJ Wilson. Destes, Bradley ainda pode ser dispensado.

Mas é na adversidade que times competentes conseguem se reerguer. Depois da passagem de DeMarcus Cousins pelo Rockets, Christian Wood não só competiu com um ex-astro, mas levou clara vantagem. Kevin Porter, aquele que causou alvoroço no Cleveland Cavaliers no início da temporada, provou ter qualidade, assim como Jae’Sean Tate, Justin Patton, Kenyon Martin Jr. e Sterling Brown.

Rotação principal: John Wall (PG), Ben McLemore (SG), Sterling Brown (SG), Kevin Porter (SG/PG), Eric Gordon (SG/SF), Jae’Sean Tate (SF), David Nwaba (SF), Danuel House (SF), Kelly Olynyk (PF/C), Christian Wood (C).

 

Indiana Pacers

Chegou: ninguém
Saiu: ninguém

E agora?

As lesões estão atrapalhando o Indiana Pacers. O time perdeu, logo de cara, o ala TJ Warren pelo resto da temporada. Depois, trocou Victor Oladipo por Caris LeVert. No entanto, LeVert foi diagnosticado com um tumor renal. A parte ofensiva foi muito prejudicada. Domantas Sabonis e Malcolm Brogdon precisaram assumir boa parte disso, enquanto Myles Turner tomou conta do garrafão.

Entre o fim de janeiro e o início de março, o Pacers perdeu 11 de 15 jogos, despencando para o nono lugar na conferência Leste e viu times como Atlanta Hawks, Miami Heat e Charlotte Hornets entre os melhores do período. Sem trocas na trade deadline, o melhor reforço do Pacers foi a volta de LeVert às quadras. Desde que estreou pela equipe, foram cinco vitórias em nove partidas, mostrando evolução.

Ainda longe da forma ideal, LeVert precisa ter tempo de quadra para ajudar o time a se encontrar na parte defensiva e se ajustar para disputar, pelo menos, a repescagem.

Rotação principal: Malcolm Brogdon (PG), TJ McConnell (PG), Aaron Holiday (PG), Justin Holiday (SG/SF), Caris LeVert (SF/SG), Jeremy Lamb (SF/SG), Doug McDermott (SF/PF), Domantas Sabonis (PF), Myles Turner (C).

 

Los Angeles Clippers

Chegou: Rajon Rondo
Saíram: Mfiondu Kabengele, Lou Williams

E agora?

O Los Angeles Clippers sofria com problemas na armação desde a formação do elenco para a temporada passada. O experiente e brigador Patrick Beverley é a personificação do “Three and D” (ótimo no arremesso de três e defensor acima da média), mas não é exatamente um organizador de jogadas. Reggie Jackson é mais um armador pontuador do que pensador do jogo. Sobrava, quase sempre, para Kawhi Leonard, Paul George e, por fim, Lou Williams.

Aparentemente, os problemas vão diminuir com a chegada de Rajon Rondo no lugar de Williams. Rondo precisa da bola nas mãos para criar e, assim, Leonard e George vão poder arremessar sem a pressão de estarem com a bola o tempo todo. E o Clippers possui jogadores com capacidade na recepção de passes com arremessos de três, parados, o chamado spot up: Marcus Morris (51.6% de aproveitamento), Jackson (49.2%), George (48.8%) e Luke Kennard (47.3%). Rondo vai encontrar esses caras o tempo todo.

Quem também se beneficia dos passes de Rondo são os pivôs Serge Ibaka e Ivica Zubac. Enquanto o primeiro “vigia” o aro de longe, Zubac é da escola antiga de jogadores de garrafão, fazendo o jogo de costas para a tabela. Agora, quem pode pintar é DeMarcus Cousins, dispensado recentemente pelo Houston Rockets. Com Zubac e Ibaka no elenco, é difícil encontrar muito tempo de quadra para o quatro vezes All Star.

Longe de Rondo ser a solução dos problemas, por conta da idade e de questões físicas, mas apenas pela capacidade de organizar o time enquanto estiver em quadra, o Clippers só ganhou com a sua chegada.

Rotação principal: Patrick Beverley (PG), Rajon Rondo (PG), Reggie Jackson (PG/SG), Paul George (SG/SF/PF), Kawhi Leonard (SF), Luke Kennard (SF), Marcus Morris (PF/SF), Nicolas Batum (SF/PF), Serge Ibaka (C), Ivica Zubac (C).

 

Los Angeles Lakers

Chegou: Andre Drummond
Saiu: ninguém

E agora?

O Los Angeles Lakers era o segundo colocado na conferência Oeste quando LeBron James sofreu lesão no tornozelo. O time californiano já vinha sem o ala-pivô Anthony Davis, por conta de contusão no tendão de Aquiles. Sem os dois astros, o Lakers caiu de produção, como imaginado. Mas a chegada de Andre Drummond, que deixou o Cleveland Cavaliers, trouxe um novo alento. Será possível manter um nível de vitórias minimamente satisfatório até que LeBron e Davis estejam de volta?

O Lakers não fez nenhuma movimentação de trocas na trade deadline, esperando justamente por Drummond. Toda a NBA sabia que ninguém pagaria caro por ele. O pivô é a peça que faltava? Provavelmente, não. O time não tem um armador tão confiável. Dennis Schroder é um típico reserva, mas em Los Angeles, é titular pela ausência de qualquer outra possibilidade ali. No ano passado, LeBron assumiu a posição. Talvez, o ideal seria sua permanência ali, caso Danny Green seguisse. Com Wesley Matthews, não colou.

Marc Gasol e Montrezl Harrell bem que tentaram, mas são bem diferentes de Dwight Howard e JaVale McGee. Aliás, muito provavelmente, o técnico Frank Vogel jamais esperava que fossem iguais e tentou fazer com que a bola passasse mais pelas mãos do espanhol, até por sua habilidade no quesito. Drummond é um misto de Howard e McGee, mas mais jovem e menos impactante defensivamente.

A única certeza é que, com James, Davis e Drummond, o time possui chances melhores nos playoffs. Se Vogel optar por usar formações mais baixas, tentando fugir do hack-a-Drummond (46.7% de aproveitamento nos lances livres na carreira), vai depender de caras como na temporada passada: Kyle Kuzma, Alex Caruso e Markieff Morris, além, claro de Talen Horton-Tucker.

Rotação principal: Dennis Schroder (PG), Kentavious Caldwell-Pope (SG), Wesley Matthews (SG/SF), Alex Caruso (SG/SF), Talen Horton-Tucker (SG/SF), LeBron James (SF/PG), Anthony Davis (PF/C), Kyle Kuzma (PF/SF), Markieff Morris (PF), Andre Drummond (C), Montrezl Harrell (C/PF), Marc Gasol (C).

 

Memphis Grizzlies

Chegou: ninguém
Saiu: Gorgui Dieng

E agora?

Depois de não fazer absolutamente nada na trade deadline, o Memphis Grizzlies mais aguarda por Jaren Jackson Jr. do que qualquer outra coisa. A campanha é quase a mesma em relação a 2019-20, quando o time acabou sendo eliminado pelo Portland Trail Blazers no play-in. A base, idem.

O que aconteceu de diferente na atual temporada foi a evolução de Kyle Anderson. Bastava dar a ele tempo de quadra e o Grizzlies o fez. Anderson segue em sua melhor campanha como profissional. Agora, novidade mesmo, é Justise Winslow, ex-Miami Heat. Winslow ainda está aquém do que pode produzir, mas trata-se de um jogador muito inteligente e que está sendo pouco aproveitado onde mais poderia render: organizando o time.

Óbvio que, com Ja Morant no time, Winslow raramente terá a chance de realizar a função. Adicione o fato de ele não ser um bom arremessador, o atleta está completamente fora de sintonia. Ele realmente precisa da bola nas mãos. Faz 7.1 pontos e pega 4.8 rebotes em cerca de 21 minutos, números razoáveis, mas converte 34.2% nos arremessos e 12.2% em três pontos.

Enquanto Morant não evoluir no arremesso de três e na defesa, ele sempre será explorado nos dois quesitos. Na atual campanha, ele possui 23.4% de acertos de longa distância, muito longe dos principais armadores da liga.

Bom mesmo é Jonas Valanciunas. O pivô não precisa ter minutos pesados para render, mas bem que poderia ser mais acionado no garrafão. O lituano faz a melhor temporada da carreira, com 16.1 pontos e 12.7 rebotes, convertendo 55.7% das tentativas. Talvez, o caminho mais curto para as vitórias esteja ali.

Rotação principal: Ja Morant (PG), De’Anthony Melton (PG/SG), Tyus Jones (PG), Dillon Brooks (SG/SF), Grayson Allen (SG), Desmond Bane (SG/SF), Kyle Anderson (PF/SF), Xavier Tillman (PF), Brandon Clarke (PF), Jonas Valanciunas (C), Jaren Jackson Jr. (C/PF).

 

Miami Heat

Chegaram: Victor Oladipo, Nemanja Bjelica, Trevor Ariza
Saíram: Avery Bradley, Kelly Olynyk, Meyers Leonard, Moe Harkless, Chris Silva

E agora?

O Miami Heat começou a temporada em um ritmo muito mais lento que o esperado. Finalista da NBA na “bolha” de Orlando, o time da Flórida sofreu com contusões e coronavírus de alguns de seus principais jogadores, como Jimmy Butler. Mas Butler retornou às quadras e o Heat subiu muito de produção, voltando a ser uma ameaça aos primeiros colocados do Leste.

Agora, o Heat está em grande posição para terminar a fase regular. Chegaram Trevor Ariza, Victor Oladipo e Nemanja Bjelica. E olha que ficou perto de acertar com LaMarcus Aldridge. Oladipo, que está no último ano de contrato, pode estender o acordo para as próximas temporadas.

Sem Kelly Olynyk, enviado ao Houston Rockets, o técnico Erik Spoesltra deverá utilizar Ariza em seu lugar. O veterano é uma ameaça em arremessos de longa distância, algo que o elenco possui em profusão. Imagine um time com Duncan Robinson de um lado, Kendrick Nunn ou Goran Dragic do outro, além de Ariza e Butler cercando Bam Adebayo. Butler não é um especialista em arremessos de três, mas usa espaços para infiltrar na bandeja ou levar faltas (sexto na NBA com mais lances livres cobrados em 2020-21).

Pensando no hoje, a equipe de Miami tem tudo para crescer ainda mais. Se não brigar pelo mando de quadra, será uma enorme surpresa.

Rotação principal: Goran Dragic (PG), Kendrick Nunn (PG), Tyler Herro (PG/SG), Duncan Robinson (SG/SF), Andre Iguodala (SG/SF), Jimmy Butler (SF/PF), Trevor Ariza (SF/PF), Nemanja Bjelica (PF), Bam Adebayo (C).

 

Milwaukee Bucks

Chegaram: PJ Tucker, Rodions Kurucs, Jeff Teague
Saíram: DJ Wilson, DJ Augustin, Torey Craig

E agora?

O Milwaukee Bucks vinha em ascensão nas últimas semanas, após cinco derrotas consecutivas em fevereiro. Desde então, o time obteve 13 vitórias em 14 jogos, encostando na turma de cima na conferência Leste. O problema é que perdeu os últimos três jogos, para Boston Celtics, New York Knicks e Los Angeles Clippers.

Com as chegadas dos veteranos PJ Tucker e, mais recentemente, Jeff Teague, o Bucks quer chegar aos playoffs pronto para atingir a final da NBA pela primeira vez desde 1973-74. Nas últimas duas campanhas, o time parou em uma final de conferência e em uma semifinal do Leste. Tudo para agradar Giannis Antetokounmpo, MVP nas últimas duas temporadas. Aliás, a diretoria já havia conseguido a contratação de Jrue Holiday justamente por isso.

O Bucks faz uma campanha bem inferior aos dois anos anteriores. Em 2018-19, o time terminou com 73.2% de aproveitamento. Em 2019-20, pulou para 76.7%. Hoje, a equipe possui 63%. Temporada regular já deu para perceber que não significa, automaticamente, o título. Golden State Warriors e o próprio Bucks provaram isso da pior forma. Se o técnico Mike Budenholzer diminuir o tamanho da rotação nos playoffs, as chances aumentam bastante.

Rotação principal: Jrue Holiday (PG), Jeff Teague (PG), Donte DiVincenzo (SG), Pat Connaughton (SG/SF), Bryn Forbes (SG), Khris Middleton (SF), Giannis Antetokounmpo (PF), Bobby Portis (PF/C), PJ Tucker (PF/C), Brook Lopez (C).

 

Minnesota Timberwolves

Chegou: ninguém
Saiu: ninguém

E agora?

Como um time, que precisa desesperadamente de um ala-pivô, simplesmente não faz nada na trade deadline? O Minnesota Timberwolves não dá a mínima para a atual campanha e, ao mesmo tempo que parece uma temporada de tank, dá sinais de que gostaria de competir.

Primeiro, acerta a chegada de Ricky Rubio para uma posição que já tinha (D’Angelo Russell). Depois, manda o técnico Ryan Saunders embora e, por fim, não traz um ala-pivô. Por que Saunders foi demitido, se não existe compromisso com a vitória? Agora, rumores sobre as saídas de Karl-Anthony Towns e Russell começaram a surgir. De novo: o que a diretoria está fazendo? O armador chegou na trade deadline do ano passado a pedido de Towns. E, juntos, eles totalizam três jogos desde então. Sim, três.

Não adianta ficar prevendo o futuro de um time que começa a temporada com duas vitórias, derrota Phoenix Suns e Portland Trail Blazers em um período de oito dias, mas acumula 36 derrotas em 47 jogos. Defesa ruim, ataque inoperante. Fica a torcida para que Anthony Edwards torne-se um astro rapidamente para conseguir manter Towns e Russell. Do contrário, a reconstrução de elenco vai demorar mais 13 anos, como acontecera recentemente.

Rotação principal: Ricky Rubio (PG), D’Angelo Russell (PG/SG), Jordan McLaughlin (PG), Malik Beasley (SG), Jaylen Nowell (SG), Josh Okogie (SG/SF), Anthony Edwards (SF/SG), Jarrett Culver (SF/SG), Jake Layman (SF/PF), Jarred Vanderbilt (PF/SF), Juan Hernangomez (PF), Jaden McDaniels (PF), Karl-Anthony Towns (C), Naz Reid (C).

 

New Orleans Pelicans

Chegaram: James Johnson, Wes Iwundu
Saíram: Nicolo Melli, JJ Redick

E agora?

O New Orleans Pelicans passa por mudanças no jogo durante a temporada. Mesmo com dois armadores de ofício (Lonzo Ball e Eric Bledsoe), o Pelicans utiliza Brandon Ingram e Zion Williamson na organização de jogadas. Não faz o menor sentido. Até LaVar Ball, pai de Lonzo, reclamou sobre o fato recentemente, quando torcia para o seu filho ser trocado. Não foi negociado, mas a pedido do próprio jogador. De novo, sem sentido algum.

JJ Redick e Nicolo Melli saíram para as chegadas de James Johnson e Wes Iwundu, que vieram do Dallas Mavericks. A não ser que Johnson tenha espaço e faça um bom início (como de costume em outros times), é mais uma coisa que fica a ser entendida. Tudo bem que Redick já estava fora da rotação, mas seu valor é infinitamente superior aos dois juntos que chegaram.

Apesar de o Pelicans estar na décima segunda posição no Oeste, o time ainda reúne chances de brigar por vaga, ao menos, na repescagem.

Rotação principal: Lonzo Ball (PG), Eric Bledsoe (PG/SG), Kira Lewis (PG), Nickeil Alexander-Walker (SG), Brandon Ingram (SF), Josh Hart (SF), Zion Williamson (PF), Steven Adams (C), Jaxson Hayes (C).

 

New York Knicks

Chegaram: Terrance Ferguson, Vincent Poirier (dispensados)
Saíram: Austin Rivers, Ignas Brazdeikis

E agora?

O New York Knicks, finalmente, faz grande temporada. Foram sete anos seguidos fora dos playoffs, sempre com problemas dentro e fora das quadras. Tudo começou pela contratação de um técnico tarimbado, que tem o grupo nas mãos. Tom Thibodeau entende de basquete e tenta extrair o máximo de seus comandados.

O único problema é que o pivô Mitchell Robinson, que havia acabado de se recuperar de uma lesão, se machucou mais uma vez. Então, a diretoria tentou, em vão, acertar com Andre Drummond, então dispensado pelo Cleveland Cavaliers. Mas Drummond optou por fechar com o Los Angeles Lakers. Assim, Nerlens Noel seguirá no quinteto titular até que Robinson esteja disponível.

O sucesso do Knicks foi grande o suficiente para levar o ala-pivô Julius Randle ao Jogo das Estrelas pela primeira vez na carreira. Mas, tudo isso, na primeira parte da temporada. Se o time seguir competindo como até aqui, dificilmente perde a vaga nos mata-matas.

Rotação principal: Elfrid Payton (PG), Immanuel Quickley (PG), Derrick Rose (PG), Frank Ntilikina (PG), RJ Barrett (SG/SF), Alec Burks (SG/SF), Reggie Bullock (SF), Kevin Knox (SF), Julius Randle (PF), Obi Toppin (PF), Nerlens Noel (C), Taj Gibson (C), Mitchell Robinson (C).

 

Oklahoma City Thunder

Chegaram: Tony Bradley, Sviatoslav Mykhailiuk, Austin Rivers (dispensado), Meyers Leonard (dispensado)
Saíram: Trevor Ariza, George Hill, Hamidou Diallo

E agora?

O Oklahoma City Thunder parecia que não ia entrar no modo tank de jeito nenhum. Até a metade de janeiro, o time acumulava seis vitórias e seis derrotas. Depois, passou a poupar Al Horford até quando não precisava. Depois, com tantas lesões de seus principais jogadores, não havia mais solução a não ser ir atrás de uma boa escolha no próximo draft. Aliás, o que não falta ao Thunder é isso. O time negociou Trevor Ariza, George Hill e Hamidou Diallo justamente para receber mais picks.

Claro que não há o que fazer em 2020-21, a não ser aguardar o término da temporada. O Thunder tem uma ótima base jovem, formada por Shai Gilgeous-Alexander, Lu Dort, Theo Maledon, Darius Bazley, Aleksej Pokusevski e Moses Brown. Existe a chance de a diretoria conseguir alguma negociação por Horford na próxima offseason, mesmo com o seu contrato proibitivo (US$53 milhões somados pelos próximos dois anos). O pivô não volta a jogar em 2020-21, por decisão da equipe.

Rotação principal: Theo Maledon (PG), Ty Jerome (PG/SG), Shai Gilgeous-Alexander (SG/PG), Lu Dort (SG/SF), Justin Jackson (SF), Sviatoslav Mykhailiuk (SF), Aleksej Pokusevski (PF/SF), Darius Bazley (PF), Isaiah Roby (PF/C), Moses Brown (C)

 

Orlando Magic

Chegaram: Gary Harris, RJ Hampton, Wendell Carter, Otto Porter, Jeff Teague (dispensado)
Saíram: Nikola Vucevic, Al-Farouq Aminu, Aaron Gordon, Gary Clark, Evan Fournier

E agora?

Chega de ficar em sétimo ou oitavo na conferência Leste, né? Não estava levando o Orlando Magic a lugar algum. A lesão de Jonathan Isaac, ainda na “bolha” da Disney, dava os primeiros sinais de que o time poderia ir para o tank. Então, no início da temporada, o armador Markelle Fultz também se machucou. Cole Anthony, seu reserva, também. Sinais. Fortes sinais.

Por fim, o ala-pivô Aaron Gordon, que estava em Orlando desde quando foi selecionado no draft de 2014, pediu para ser trocado e foi. Gordon foi negociado para o Denver Nuggets. No mesmo dia (25), Nikola Vucevic, o primeiro jogador da equipe a ir para o Jogo das Estrelas desde Dwight Howard, em 2011, foi para o Chicago Bulls, enquanto o francês Evan Fournier saiu para o Boston Celtics.

Chegaram, em contrapartida, o pivô Wendell Carter e o ala Otto Porter, do Bulls, Gary Harris e RJ Hampton, do Nuggets e Jeff Teague, do Celtics. O último foi dispensado e acertou com o Milwaukee Bucks.

A ideia é clara: deixar o time cada vez mais jovem e promissor para os próximos anos. O ala-pivô Chuma Okeke já começou a mostrar serviço.

Rotação principal: Michael Carter-Williams (PG), Chasson Randle (PG), Gary Harris (SG), Terrence Ross (SG/SF), RJ Hampton (SG), Dwayne Bacon (SG/SF), James Ennis (SF), Otto Porter (SF), Chuma Okeke (PF), Wendell Carter (C), Khem Birch (C/PF), Mo Bamba (C).

 

Philadelphia 76ers

Chegaram: George Hill, Ignas Brazdeikis
Saíram: Terrance Ferguson, Vincent Poirier, Tony Bradley

E agora?

Enquanto Joel Embiid se recupera de lesão, o Philadelphia 76ers segue em primeiro na conferência Leste, empatado com o Brooklyn Nets com 32 vitórias e 15 derrotas. O time não fez grandes mudanças na trade deadline, exceto pela chegada de George Hill. O experiente armador chega para ser opção no arremesso de três e, claro, defender.

A diretoria do Sixers entende que as principais alterações que teria de fazer, já foram feitas na offseason, quando saíram Al Horford e Josh Richardson. Agora, era hora de o time conseguir reforços pontuais. Se não conseguiu Kyle Lowry, sem problemas. A equipe não iria fazer loucuras pelo veterano.

Por mais que a equipe tenha oferecido Ben Simmons em uma troca por James Harden, era questão de oportunidade de mercado. Um jogador como Harden, disponível, é difícil um time não manifestar interesse. Mais uma vez, sem problemas.

Enquanto Embiid não volta, Tobias Harris assumiu a responsabilidade de ser a primeira opção ofensiva. Claro que não é a mesma coisa sem o pivô, mas o Sixers chegará aos playoffs com força total.

Rotação principal: Ben Simmons (PG), George Hill (PG/SG), Shake Milton (PG/SG), Seth Curry (SG), Danny Green (SF/SG), Matisse Thybulle (SF/SG), Furkan Korkmaz (SF), Tobias Harris (PF), Mike Scott (PF), Joel Embiid (C), Dwight Howard (C).

 

Phoenix Suns

Chegou: Torey Craig
Saiu: ninguém

E agora?

Uma das “surpresas” da temporada, o Phoenix Suns vem fazendo grande temporada. Aqui, no Jumper Brasil, bancamos o quarto lugar na previsão para 2020-21, pensando justamente no fator Chris Paul e na boa campanha do time na “bolha” de Orlando. Hoje, a equipe do Arizona ocupa a segunda posição da conferência Oeste.

O Suns é bem treinado fora e dentro de quadra. Paul sabe o que fazer com a bola nas mãos, assim como Devin Booker. Não por menos, os dois foram chamados para o Jogo das Estrelas. O pivô Deandre Ayton ainda precisa de alguns detalhes para se tornar um jogador de elite. Por enquanto, está longe disso. Apesar de ele estar com a pior pontuação da carreira, Ayton tem o melhor aproveitamento nos arremessos (61%), em lances livres (76%) e menos erros de ataque (1.7).

Com a evolução de Mikal Bridges no ataque, o Suns tem tido bom aproveitamento nos arremessos de três (37.4%, a décima melhor marca da liga). Nada menos que cinco jogadores estão com, pelo menos, 40% de acertos nas tentativas de longa distância: Cameron Payne, Frank Kaminsky, Abdel Nader, Langston Galloway, além de Bridges. A equipe ainda tem o segundo melhor aproveitamento em lances livres de toda a NBA.

Se o ataque funciona, a defesa é melhor ainda. O Suns é o terceiro time que menos sofre pontos na liga, com 107.1. É o segundo que mais dá tocos, o sétimo que mais rouba bolas e permite apenas 45.6% de aproveitamento nos arremessos, a oitava melhor marca da NBA.

Na trade deadline, o Suns adquiriu o ala-armador Torey Craig, ex-Milwaukee Bucks.

Rotação principal: Chris Paul (PG), Cameron Payne (PG), Jevon Carter (PG), Devin Booker (SG), Langston Galloway (SG), Mikal Bridges (SF), Torey Craig (SF/SG), Abdel Nader (SF), Jae Crowder (PF/SF), Cameron Johnson (PF), Dario Saric (PF/C), Deandre Ayton (C), Frank Kaminsky (C/PF).

 

Portland Trail Blazers

Chegaram: Norman Powell
Saíram: Rodney Hood, Gary Trent Jr.

E agora?

O Portland Trail Blazers trabalhou bem na trade deadline, trazendo o ótimo Norman Powell, que estava no Toronto Raptors. O único problema foi ter liberado Gary Trent Jr., que teve um bom papel enquanto CJ McCollum esteve lesionado. Com a chegada de Powell, o ala Derrick Jones foi para o banco de reservas.

A ideia do Blazers é ter, ao mesmo tempo, quatro ameaças de longa distância ao mesmo tempo: Damian Lillard, Robert Covington, além de Powell e McCollum. Outra boa notícia foi o retorno do pivô Jusuf Nurkic, que estava lesionado. Assim, o Blazers tem Enes Kanter e Jones saindo da reserva, deixando um elenco bem mais reforçado.

Enquanto Nurkic esteve fora, o Blazers sofreu com a defesa dentro do garrafão. Claro, Kanter, apesar de ser ótimo nos rebotes e saber pontuar, nunca foi um grande defensor. A equipe permite 48.1% de acerto dos oponentes, a segunda pior marca da NBA e leva 115.5 pontos, a quarta pior. Espera-se que com a presença do bósnio na área pintada, a situação melhore.

Rotação principal: Damian Lillard (PG), CJ McCollum (SG/PG), Anfernee Simons (SG/PG), Norman Powell (SF/SG), Derrick Jones (SF), Robert Covington (PF), Carmelo Anthony (PF/SF), Nassir Little (PF), Jusuf Nurkic (C), Enes Kanter (C).

 

Sacramento Kings

Chegaram: Mfiondu Kabengele (dispensado), Delon Wright, Moe Harkless, Chris Silva, Terence Davis
Saíram: Cory Joseph, Nemanja Bjelica

E agora?

No fim, o time que dava mais sinais que poderia fazer várias trocas, acabou realizando movimentações envolvendo apenas jogadores do fundo de rotação. Saíram Cory Joseph, que havia perdido espaço para o calouro Tyrese Haliburton e Nemanja Bjelica. Chegaram Delon Wright, Moe Harkless, Chris Silva e Terence Davis. Nada que pudesse mudar o patamar da equipe californiana. No Sacramento Kings, nomes como Harrison Barnes, Hassan Whiteside e Buddy Hield, acabaram permanecendo. Marvin Bagley foi oferecido, mas não saiu. Hoje, ele está lesionado.

O Kings teve uma sequência relativamente boa há algumas semanas, mas depois oscilou. Hoje, o time acumula cinco vitórias consecutivas e volta a sonhar com uma chance no play-in e ocupa o 11° lugar no Oeste. De’Aaron Fox vem tendo a melhor temporada da carreira, liderando o time com 24.8 pontos, 7.2 assistências e converte 48.6% dos arremessos, ótima marca para um jogador da posição.

Wright deixou o Detroit Pistons, onde era titular, para assumir, basicamente, o mesmo papel de Joseph, sendo a primeira opção do banco tanto para Fox quanto para Haliburton. Harkless é uma boa opção defensiva, enquanto Davis é um arremessador.

Rotação principal: De’Aaron Fox (PG), Tyrese Haliburton (PG/SG), Delon Wright (SG/PG), Buddy Hield (SG), Terence Davis (SG), Harrison Barnes (SF/PF), Marvin Bagley (PF), Richaun Holmes (C), Hassan Whiteside (C).

 

San Antonio Spurs

Chegaram: Marquese Chriss (dispensado), Gorgui Dieng
Saíram: LaMarcus Aldridge

E agora?

Oitavo colocado na conferência Oeste, o San Antonio Spurs dispensou o veterano LaMarcus Aldridge e trouxe Marquese Chriss (lesionado e dispensado) e Gorgui Dieng, que deixou o Memphis Grizzlies. O último chega para ser reserva de Jakob Poeltl, que faz boa temporada.

O Spurs sofre com os arremessos de longa distância. É o terceiro pior no quesito, mas o 18 ° em aproveitamento, o que não melhora muito sua situação. No entanto, é o que menos comete erros de ataque em toda a NBA.

Agora, é saber se o Spurs tem carta na manga para manter-se entre os classificados aos playoffs. O time texano não se classificou para a fase de mata-matas na temporada passada, mas aposta na recuperação de Derrick White e na qualidade de seus jogadores de perímetro, como DeMar DeRozan e Dejounte Murray.

Rotação principal: Dejounte Murray (PG), Patty Mills (PG), Lonnie Walker (SG), Derrick White (SG), Keldon Johnson (SF), DeMar DeRozan (SF/PF/SG), Rudy Gay (PF/SF), Jakob Poeltl (C), Gorgui Dieng (C).

 

Toronto Raptors

Chegaram: Gary Trent Jr., Rodney Hood
Saíram: Norman Powell, Terence Davis, Matt Thomas

E agora?

Campeão em 2018-19, o Toronto Raptors começou a se desfazer na offseason seguinte, quando saíram Kawhi Leonard e Danny Green. Eliminado nos playoffs pelo Boston Celtics na campanha passada, o time foi para Tampa, na Flórida, mandar seus jogos na temporada 2020-21. Mas sofreu novas baixas: os pivôs Marc Gasol e Serge Ibaka. A situação não foi das melhores e o jogador que estava tornando-se o principal nome da franquia, o ala-pivô Pascal Siakam, passou a ser envolvido em especulações após casos de indisciplina. No entanto, Siakam não foi trocado.

Então, a bola da vez era o veterano armador Kyle Lowry. O atleta deu entrevista emocionado, quase como uma despedida antes da trade deadline. Adivinha: não foi trocado. Norman Powell, que faz a melhor temporada da carreira, entretanto, foi. Em uma negociação com o Portland Trail Blazers, o Raptors enviou Powell por Gary Trent Jr. e Rodney Hood.

Trent Jr. é um defensor em evolução e é ótimo arremessador, enquanto Hood sofre com altos e baixos. Falando nisso, Siakam vem jogando como pivô por falta de um jogador confiável na posição. Aron Baynes perdeu, não só a titularidade, mas espaço nos jogos. Chris Boucher segue vindo do banco de reservas.

Se o time voltar a encaixar, é possível brigar por playoffs. Hoje, o Raptors ocupa o 11° lugar, com 18 vitórias e 29 derrotas na conferência Leste.

Rotação principal: Kyle Lowry (PG), Malachi Flynn (PG), Fred Van Vleet (SG/PG), Rodney Hood (SG/SF), DeAndre’ Bembry (SG/SF), Gary Trent Jr. (SF/SG), OG Anunoby (SF/PF), Pascal Siakam (PF/C), Aron Baynes (C), Chris Boucher (C).

 

Utah Jazz

Chegaram: Matt Thomas, Ersan Ilyasova
Saíram: ninguém

E agora?

Líder da conferência Oeste com alguma folga, o Utah Jazz surpreende pela regularidade do trio formado por Rudy Gobert, Donovan Mitchell e, claro, Mike Conley. Não por menos, os três foram para o Jogo das Estrelas, a estreia do veterano armador no evento. O Jazz acumula 35 vitórias e 11 derrotas e vem de seis triunfos consecutivos.

A equipe de Salt Lake City lidera a liga em cestas de três convertidas, rebotes, é a segunda em aproveitamento de três, terceira em pontos por jogo. Na defesa, é a quarta que menos sofre pontos, a que permite o menor índice ne aproveitamento em três pontos (31%), a quinta que mais bloqueia. Como bater um time tão bom dos dois lados da quadra? Nada menos que sete jogadores acertam, pelo menos, 38% nos arremessos de longa distância. Um absurdo!

Antes da trade deadline, chegou o turco Ersan Ilyasova, que estava sem time após ser dispensado pelo Milwaukee Bucks em novembro. Matt Thomas, ex-Toronto Raptors, veio em troca por escolhas de draft.

O Jazz é o time a ser batido, ainda que ninguém fale deles.

Rotação principal: Mike Conley (PG), Donovan Mitchell (SG/PG), Jordan Clarkson (SG/PG), Matt Thomas (SG), Joe Ingles (SG/SF/PF), Royce O’Neale (SF), Bojan Bogdanovic (PF/SF), Georges Niang (PF/SF), Ersan Ilyasova (PF), Rudy Gobert (C), Derrick Favors (C/PF).

 

Washington Wizards

Chegaram: Daniel Gafford, Chandler Hutchison
Saíram: Troy Brown, Moritz Wagner

E agora?

Com 17 vitórias e 29 derrotas em uma campanha, até aqui, bem estranha. Russell Westbrook chegou em troca por John Wall antes do início da temporada, mas demorou a engrenar. O pivô Thomas Bryant se machucou logo no começo e está fora do resto do ano. O calouro Deni Avdija inicia a carreira bem devagar, apesar das oportunidades. Aí, na trade deadline, o Washington Wizards se reforçou com Daniel Gafford. Ele foi bem, mas, adivinha? Se machucou depois de dois jogos.

Enquanto isso, Bradley Beal segue em grande nível e Westbrook, aos poucos, engrenou e já possui média de triplo-duplo. O Wizards está com problemas e não consegue resolver. Passa por lesões, por administração, mas o time não vai para a frente. Tem a pior defesa (119.3 pontos sofridos por jogo), a quarta pior marca em aproveitamento em três pontos e a quinta que mais permite rebotes de oponentes.

O Wizards, se chegar ao play-in, será uma enorme surpresa.

Rotação principal: Russell Westbrook (PG), Raul Neto (PG), Ish Smith (PG), Bradley Beal (SG), Garrison Matthews (SG/SF), Jerome Robinson (SG/SF), Deni Avdija (SF), Chandler Hutchison (SF), Rui Hachimura (PF), Davis Bertans (PF/SF), Alex Len (C), Robin Lopez (C), Daniel Gafford (C).