Começa neste sábado (18) mais uma edição da Liga ACB, o campeonato nacional de basquete da Espanha. E, como não poderia deixar de ser, o Jumper Brasil preparou um guia da principal liga doméstica do basquete europeu.

A novidade para a temporada 2011/22 é o Breogán, que vem da segunda divisão. Por outro lado, Estudiantes e Gipuzkoa foram rebaixados.

Atual campeã mundial, a Espanha atrai muitos olhares dos apaixonados pelo esporte da bola laranja. No entanto, aqui, no Brasil, não estão previstas transmissões pela TV.

Ao todo, 18 equipes participam da disputa. Após turno e returno (34 rodadas), os oito primeiros colocados avançam aos playoffs e os dois últimos são rebaixados. As quartas de final e as semifinais são em melhor de três partidas. Já a final acontecerá em melhor de cinco jogos. Ao final do turno, os sete primeiros se classificam para a disputa da Copa do Rei, junto com a equipe anfitriã, em jogos únicos eliminatórios (total de sete partidas). Confira a tabela aqui.

Desde a sua fundação, apenas duas das 75 associações que participaram do campeonato estiveram sempre na elite: Real Madrid e Joventut de Badalona (o Estudiantes caiu pela primeira vez em 2020/21). Se os dados forem referentes apenas à Liga ACB, cujo início foi em 1983, também se inclui o Barcelona, atual campeão.

Das 29 edições da Liga Nacional, o Real Madrid venceu 22 e acabou cinco vezes como vice-campeão. Os outros vencedores foram o Barcelona, com quatro conquistas, o Joventut, com duas, e o Baskonia. Depois que a competição passou para a ACB, foram sete agremiações diferentes campeãs: o Barça ganhou em 16 ocasiões, o Real em 13, o Baskonia em quatro, o Joventut em duas, e Manresa, Málaga e Valencia, uma.

É também do Real Madrid a maior sequência de títulos: dez, entre 1967/68 e 1976/77. Sob a chancela da ACB, o Barcelona é quem tem mais taças consecutivas: quatro (1986/97 a 1989/90).

O espanhol Alberto Herreros, que marcou 9759 pontos entre 1988 e 2005, é o maior pontuador da história da competição. O norte-americano Mike Phillips, que jogou entre 1979 e 1990, é o de melhor média: 23,16 por jogo. O espanhol Felipe Reyes, aposentado na temporada passada, é o jogador mais partidas disputadas (824) e rebotes (4.725).

Dos 256 jogadores registrados na ACB para esta temporada, cinco são brasileiros: Marcelinho Huertas (Tenerife); Vítor Benite (San Pablo Burgos); Augusto Lima (UCAM Murcia); Rafa Luz (Bilbao) e Léo Meindl (Fuenlabrada).

São 49 estreias: Nigel Hayes, Rokas Jokubaitis e Sertaç Sanli (Barça); Landry Nnoko, Wade Baldwin IV e Simone Fontecchio (Baskonia); Ismael Bako, Sylvain Francisco, Luke Maye, Chima Moneke, Marcis Steinbergs, Joe Thomasson e Elias Valtonen (Manresa); Valentin Bigote, Alejandro Galán, Andrew Goudelock e Gytis Masiulis (Bilbao); Jamel McLean, Matt Mobley, Hans Vanwijn e Ramón Vilà , Ramón (Zaragoza); Chris Kramer (Gran Canaria); Vrenz Bleijenbergh, Vitto Brown e Shannon Evans (Real Betis); Suleiman Braimoh, Tyrus McGee, Aleksej Nikolic e Steve Zack (San Pablo Burgos); Andres Feliz e Derek Willis (Joventut Badalona); Sean Smith (Tenerife); Henry Ellenson, Marko Filipovity, Braydon Hobbs, Thomas Scrubb e Fer Zurbriggen (Obradoiro); Drew Crawford, Codi Miller-McIntyre e Amine Noua (Andorra); Nigel Williams-Goss, Guerschon Yabusele (Real Madrid); Trae Bell-Haynes, Dzanan Kalinoski (Breogán); Norris Cole (Unicaja Málaga); Sean Armand e Dusan Ristic (Fuenlabrada).

Por outro lado, 13 atletas retornam à Liga: Jayson Granger (Baskonia); Rafa Luz (Bilbao); Kenan Sipahi (Zaragoza); Dairis Bertans, Khadeen Carrington e Marko Todorovic (Real Betis); Brandon Paul (Joventut Badalona); Kyle Wiltjer (Tenerife); Mario Nakic (Andorra); Thomas Heurtel (Real Madrid); Marko Lukovic e Rasid Mahalbasic (Breogán) e Michael Eric (Unicaja Málaga).

Dentre os 18 técnicos, há quatro estrangeiros: o croata Zan Tabak (San Pablo Burgos), o grego Fotis Katsikaris (Unicaja Málaga), o montenegrino Dusko Ivanovic (Baskonia) e o lituano Sarunas Jasikevicius (Barcelona).

Confira uma análise de cada uma das 18 equipes:

ANDORRA

Técnico: Ibon Navarro

Nono colocado nas últimas duas temporadas, está na elite desde 2014/2015. Trouxe seis reforços, mas seu principal destaque foi a renovação de contrato de Tyson Pérez, Nacho Llovet e Moussa Diagne. Não deve chegar aos playoffs.

BARCELONA

Técnico: Sarunas Jasikevicius

Finalista nas últimas três temporadas, é o atual campeão, encerrando um jejum de seis anos. Trouxe quatro reforços, com destaque para Nico Laprovittola. Entretanto, perdeu Víctor Claver para o Valencia. No início da nova temporada, foi o vice-campeão da Supercopa pelo segundo ano seguido.

BASKONIA

Técnico: Dusko Ivanovic

Quinto colocado na última temporada, trouxe sete reforços e manteve um dos principais destaques em 20/21: Rokas Giedraitis. O outro, Pierriá Henry, que fez parte do quinteto ideal, foi embora para o Fenerbahçe-TUR. Não tem time para ir além das quartas de final.

BILBAO

Técnico: Álex Mumbrú

Antepenúltimo colocado em 20/21, escapou do rebaixamento na última rodada. Trouxe sete reforços, incluindo o brasileiro Rafa Luz, mas dispensou outro brasuca: Felipe dos Anjos, que foi para o Estudiantes, e perdeu a promessa Arnoldas Kulboka, acertado com o Charlotte Hornets. Candidato à queda. Treinador mais novo no comando de uma equipe na Liga (42 anos), Álex Mumbrú segue à frente dos bilbaínos.

BREOGÁN

Técnico: Paco Olmos

De volta à elite depois de duas temporadas na segundona, a equipe reforçou o elenco com seis nomes, com destaques para Dzanan Musa, do atual campeão europeu Anadolu Efes-TUR, e Jordan Sakho, ex-San Pablo Burgos. Escapar de uma nova queda já será motivo de comemoração.

FUENLABRADA

Técnico: Josep María Raventós

São apenas três caras novas, muito poco para quem foi 15º na última temporadar. Desde que retornou à elite, em 2005/06, só chegou aos playoffs em 2010/11. O brasileiro Léo Meindl é um de seus principais nomes, ao lado de Obi Emegano.

GRAN CANARIA

Técnico: Porfirio Fisac

Oitavo colocado na última temporada, após ter sido sétimo na anterior, trouxe seis caras novas, todas com condições de assumir a titularidade, e deve mais uma vez avançar aos playoffs.

JOVENTUT BADALONA

Técnico: Carles Durán

Um dos principais clubes do país, não leva o troféu desde a temporada 1991/92 e na última temporada acabou em sétimo lugar. Campeão mundial com a seleção espanhola, Pau Ribas segue no elenco, reforçado por quatro nomes, o principal Guillem Vives, ex-Valencia.

MANRESA

Técnico: Pedro Martínez

Eliminado ainda na primeira fase nas últimas duas temporadas, participa pela quarta vez seguida da elite e lutará para retornar aos playoffs. O elenco tem oito novidades, nenhuma de grande peso, e não deve ser o suficiente para chegar ao mata-mata. Treinador com maior quantidade de jogos na história da Liga (912), Pedro Martínez segue no comando da equipe manresana.

OBRADOIRO

Técnico: Moncho Fernández

Desde que voltou à elite, em 2011/12, só passou da primeira fase em 2012/13, quando terminou em oitavo lugar. Foi o 14º na temporada passada. Trouxe seis reforços, com destaque para Thomas Scrubb, ex-Bourg-FRA, e Viny Okouo, que se salvou na fraca campanha do rebaixado Gipuzkoa. Renovou o contrato de Kassius Robertson, e pode surpreender.

REAL BETIS

Técnico: Joan Plaza

Ficou em 15º e 16º nas últimas duas temporadas. O capitão Pablo Almazán segue no elenco, que tem oito novidades, com destaque para Khadeen Carrington, ex-Monaco-FRA. Deve lutar para não cair.

REAL MADRID

Técnico: Pablo Laso

Vice-campeão após fazer a melhor campanha na fase regular, começou bem a temporada 2021/22, conquistando o título da Supercopa pela terceira vez seguida. Tem dois campeões mundiais (Sergio Llull e Rudy Fernández) e manteve Walter Tavares, que fez parte do quinteto ideal da ACB, mas perdeu três argentinos (Facundo Campazzo, Gabriel Deck e Nicolás Laprovittola), além da joia Usman Garuba, que foi para o Houston Rockets. São quatro reforços, dois ex-Barça: Thomas Huertel e Adam Hanga.

SAN PABLO BURGOS

Técnico: Zan Tabak

Na elite há quatro temporadas, foi quarto em 2019/20 e sexto em 2020/21. Trouxe sete reforços, mas na teoria as sete perdas foram mais significativas e não deve ir mais longe que as quartas de final. Manteve no elenco o brasileiro Vítor Benite e o campeão mundial Xavi Rabaseda.

TENERIFE

Técnico: Txus Vidorreta

Terceiro colocado na última temporada, segue contando com o entrosamento de seus principais destaques: o brasileiro Marcelinho Huertas e o geórgio Giorgi Shermadini (MVP de 2020/21), ambos parte do quinteto ideal. Trouxe quatro reforços e busca voltar às semifinais.

UNICAJA MÁLAGA

Técnico: Fotis Katsikaris

Campeão em 2006, ano da sua última final, ficou fora dos playoffs pela primeira vez desde a temporada 1993/94, terminando em 11º lugar. Trouxe apenas três reforços, mas que devem ser titulares: Norris Cole, ex-Asvel-FRA, Jonathan Barreiro, ex-Zaragoza, e Michael Eric, ex-CSKA-RUS. O capitão Jaime Fernández e Axel Bouteille, destaque nas últimas temporadas, seguem no clube.

UCAM MURCIA

Técnico: Sito Alonso

Na elite desde a temporada 2011/12, só foi aos playoffs em 2015/16. Em 2020/21 ficou na 12ª posição. Foram apenas duas contratações, mas de peso: Thad McFadden (San Pablo Burgos) e Chris Czerapowicz (Obradoiro), que farão companhia ao brasileiro Augusto Lima. Não deve ser o suficiente para passar da primeira fase.

VALENCIA

Técnico: Joan Peñarroya

Vai às semifinais desde a temporada 2013/14. Para chegar à decisão do título, renovou com seu principal destaque (Sam Van Rossom) e trouxe quatro ótimos jogadores: Nenad Dimitrijevic e Xabi López-Arostegui (Joventut Badalona), este último parte do quinteto ideal de 20/21, além de Víctor Claver (Barça) e Jasiel Rivero (San Pablo Burgos).

ZARAGOZA

Técnico: Jaume Ponsarnau

Depois de péssima campanha na última temporada, quando acabou em 13º lugar, passou por completa reformulação, com oito saídas e nove chegadas, além de um técnico vencedor com o Valencia. O objetivo é passar da primeira fase.

Siga o Jumper Brasil em suas redes sociais e discuta conosco o que de melhor acontece na NBA: 

Instagram
YouTube
Twitter
Canal no Telegram
Apostas – Promocode JUMPER