Uma espera de 16 temporadas encerrou-se para Chris Paul nessa terça-feira e, em sua primeira partida de finais na condecorada carreira, pareceu estar em mais uma noite de campanha regular. O experiente armador simplesmente destruiu a defesa do Milwaukee Bucks, comandando uma vitória taxativa ao anotar 32 pontos e nove assistências. Para Devin Booker, a grande atuação pontuando e passando a bola só mostra como Paul é um líder técnico e comportamental único para o Phoenix Suns e a NBA inteira. 

 

“Chris tem sido um pontuador por anos. É óbvio que envolve todos os companheiros de time como poucos, afinal é o melhor líder da história desse jogo, mas também possui a habilidade para pontuar como poucos em sua posição. Após seis anos como oponente e (agora) parceiro, compreendi esse balanço entre servir e agir. Independentemente dos passes, todas as vezes em que ele arremessa a bola, achamos que vai cair”, exaltou o jovem ala-armador, que marcou 27 pontos no triunfo por 116 a 103. 

A performance foi ainda mais impressionante pela forma como se deu: Paul terminou o primeiro período zerado, mas, a partir do momento em que surgiu a chance de punir a estratégia de trocas de marcação no perímetro, foi totalmente impiedoso com os pivôs do Bucks. Ele anotou 16 pontos apenas no terceiro quarto, acertando seis de sete tiros de quadra, enquanto explorava a opção do adversário. Monty Williams admite que, em tal situação, o seu trabalho é permitir que um talento individual cresça e resolva.  

 

“Chris é simplesmente um jogador de basquete incomum. É um raro atleta que enxerga a quadra e sabe onde todo os companheiros estão posicionados. Então, em meio a uma atuação como essa, você só pensa em espaçar tudo e deixar que ele comande as ações como uma orquestra. Acho que estava tomando todas as decisões certas e convertendo os arremessos. Em um dia assim, você só o ‘alimenta’ e tenta não atrapalhar”, explicou o vencedor do prêmio de técnico do ano pela Associação dos Treinadores. 

A excelente atuação de Paul, na verdade, foi a continuidade do ótimo momento que já vive desde o fim da série contra o Los Angeles Clippers. No jogo da conquista do título da conferência Oeste, o Suns foi liderado pelos 41 pontos anotados pelo armador. Ele tornou-se, assim, apenas o quarto jogador da história da liga a somar 70 pontos (com 65% de aproveitamento nos arremessos de quadra) e 15 assistências em um intervalo de duas partidas de playoffs, ao lado de Steve Nash, Kevin Johnson e Oscar Robertson.  

 

“O que há mais a ser dito sobre Chris? É um cara que assistia e admirava desde criança. Acompanhava as suas partidas sabendo que estará no Hall da Fama um dia. Ele sempre mereceu um anel de campeão e, agora, eu estou aqui com a oportunidade de ajudá-lo a conquistar um. Coisas do destino. Mas, de qualquer forma, tem sido inacreditável poder acompanhar o que ele vem fazendo nos últimos jogos”, contou Mikal Bridges, doze anos mais jovem do que o ilustre companheiro de elenco. 

Paul tem consciência de que é uma das grandes histórias por trás da surpreendente final da NBA desse ano, sendo a abordagem da imprensa e fãs em torno do seu nome torna-se quase impossível. Mas ele faz questão de ressaltar sempre: é só parte de algo maior. “Não sou só eu aqui: o grupo inteiro está crescendo ao longo da temporada para chegar a momentos como esse. Todos sabemos que foi apenas um jogo, uma vitória. Vamos seguir jogando assim. Continuaremos focados, juntos, até o fim”, sentenciou o craque. 

 

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