De tempos em tempos, jogadores e donos de times conseguem dar mais motivos para um novo locaute. Hoje, o Jumper Brasil apresenta os dez piores contratos da NBA na atualidade.

1- John Wall (quatro anos, US$171 milhões, expira em 2022-23)

Carmen Mandato/AFP

Certo. John Wall voltou a jogar em 2020-21, após dois anos de ausência. Retornou bem, inclusive, mas vamos ser sinceros? Seu contrato já era um absurdo quando foi divulgado. Imagine ficar quase duas temporadas sem jogar. Some-se a isso o fato de o Houston Rockets ter a terceira pior campanha da liga. O Rockets já começou a desfazer o planejamento ao dispensar DeMarcus Cousins. Pensando no futuro, o time texano vai pagar, até o fim de seu acordo, US$133 milhões. Como faz planejamento assim? Ai, que dor de bolso.

2- Kevin Love (quatro anos, US$120.4 milhões, expira em 2022-23)

Ezra Shaw/AFP

Acabou, né? Kevin Love teve uma ótima carreira na NBA, campeão, cinco vezes no Jogo das Estrelas, liderou a liga em rebotes, mas acabou. Problemas físicos não o deixam entrar em quadra pelo Cleveland Cavaliers. Constantemente contundido, Love atuou em 22 partidas em 2018-19, 56 na temporada passada e duas em 2020-21. Na atual campanha, ele produz 9.5 pontos e 6.0 rebotes. Nem de longe, Love vale os US$31.3 milhões.

 

3- Blake Griffin (cinco anos, US$171.2 milhões, expira em 2021-22)

Gregory Shamus/AFP

All Star em seus cinco primeiros anos na NBA, Blake Griffin passou por diversos problemas físicos ainda no Los Angeles Clippers até ser enviado ao Detroit Pistons. Em seu novo time, Griffin voltou ao Jogo das Estrelas, em 2018-19, e dava a sensação de que iria levar o time de Michigan aos playoffs em várias temporadas. Até foi, no primeiro ano de Pistons, mas as lesões voltaram a importunar e ele caiu. Na verdade, despencou. Griffin está encostado até a equipe conseguir uma troca por ele, enquanto recebe a bagatela de US$36.6 milhões. Ah, ele tem contrato até a próxima temporada.

 

4- Al Horford (quatro anos, US$109 milhões, expira em 2022-23)

Zach Beeker/AFP

Que belo trabalho, Elton Brand. A justificativa de sua contratação pelo Philadelphia 76ers foi válida: como Joel Embiid perde alguns jogos por temporada, seja por lesão ou por ser poupado, o time queria ter um jogador de grande nível o substituindo no centro do garrafão e, enquanto os dois estivessem disponíveis, Al Horford jogaria de ala-pivô. O Sixers não conseguiu dar liga. O time ficou muito perdido em quadra. Horford não tinha o que fazer por lá e foi trocado para o Oklahoma City Thunder, onde faz números concretos, até por ter mais espaço: 14.2 pontos, 6.8 rebotes e 3.6 assistências em cerca de 28 minutos. Com ele, o Thunder é bastante competitivo, mas o fato é que seu salário é muito salgado e o time pensa em realizar uma troca envolvendo o atleta.

 

5- Russell Westbrook (cinco anos, US$206.8 milhões, expira em 2022-23)

Ned Dishman/AFP

MVP de 2016-17, Russell Westbrook está bem distante de sua forma de astro. Quando você para e vê a classificação do Washington Wizards hoje (13° no Leste), aí que os valores assustam mesmo. Westbrook recebe, em 2020-21, US$41.3 milhões. Agora, segure-se aí: em seu último ano, o armador tem uma opção em seu acordo no valor de US$47 milhões! Hoje, ele passa por problemas físicos e possui aproveitamentos muito ruins nos arremessos de quadra (42.6%) e três pontos (28.6%), embora esteja próximo de ter uma temporada com média de triplo-duplo.

6- Draymond Green (quatro anos, US$99.7 milhões, expira em 2023-24)

Jared C. Tilton/AFP

O senhor triple-single não é, nem de longe, aquele jogador que ia para o Jogo das Estrelas. Seus números são terríveis (5.7 pontos, 8.5 assistências e 6.0 rebotes) em 2020-21, embora seja parte importantíssima para conseguir fazer o Golden State Warriors competitivo. Green recebeu extensão pouco antes de iniciar a temporada passada, com a diretoria sabendo que não teria Kevin Durant (foi para o Brooklyn Nets) e Klay Thompson (lesionado, perderia toda a campanha). Os valores são altos, de verdade: quase US$25 milhões anuais.

 

7- Buddy Hield (quatro anos, US$94 milhões, expira em 2023-24)

Rocky Widner/AFP

Sim, Buddy Hield é um cestinha. Sim, ele é o jogador que chegou mais rápido aos mil acertos em três pontos na carreira. Agora, vamos ao que interessa: Hield acerta, em 2020-21, 37.7% dos arremessos de quadra e 36.9% nos de longa distância. Com um salário de US$24 milhões na atual temporada, o atleta deveria apresentar números de especialista, acima dos 40% de aproveitamento e bem mais do que os 15.2 pontos que faz na temporada. Engana-se, porém, quem acha que Hield não consiga produzir. Na carreira, ele sempre teve temporadas com 39% ou mais. Falta só acertar a mira, mas o contrato não deixa de ser ruim.

 

8- Tobias Harris (cinco anos, US$180 milhões, expira em 2023-24)

Tim Nwachukwu/AFP

Mais um contrato de Elton Brand. Tobias Harris chegou ao Philadelphia 76ers em uma troca com o Los Angeles Clippers e foi bem. Acontece que ele estava em seu último ano de acordo e o Sixers priorizou sua renovação. Pois bem. Renovou, mas por um salário que vai bater em inacreditáveis US$40 milhões em sua temporada expirante, em 2023-24. Sim, Harris é um dos piores contratos da NBA. Só não, Brand. Só não.

 

9- Andrew Wiggins (cinco anos, US$147.7 milhões, expira em 2022-23)

Rocky Widner/AFP

Certo. Andrew Wiggins é uma das razões pela qual o Golden State Warriors segue competindo por uma vaga aos playoffs. Wiggins está fazendo um grande trabalho defensivo (até esteve melhor no começo). Mas, sinceramente, ele está recebendo cerca de US$30 milhões por ano para ser a segunda opção ofensiva, bem atrás de Stephen Curry. E, quando Klay Thompson voltar às quadras, na temporada que vem, ele será apenas a terceira. Sério. É muita grana para um jogador que prometia ser um astro antes de estrear na NBA e jamais chegou perto disso.

 

10- Gary Harris (quatro anos, US$84 milhões, expira em 2021-22)

Nathaniel S. Butler/AFP

Não faz tanto tempo assim. Em 2017-18, Gary Harris era o segundo cestinha do Denver Nuggets, ao registrar 17.5 pontos e 39.6% de aproveitamento nos arremessos de três. Naquela temporada, o atleta recebeu extensão contratual como se fosse um jogador de Jogo das Estrelas ou, no mínimo, potencialmente para tal. Nem um, nem outro. Harris tornou-se um “cestinha” cada vez mais acanhado. Seu arremesso de longa distância parou de cair de uma hora para a outra. Desde o novo acordo, ele converteu 176 das 527 tentativas de longa distância (33.4% de acertos) e produziu 11.4 pontos. É excepcional defensor, mas vale pagar quase US$20 milhões anuais?