O Dallas Mavericks ocupa a sétima posição da conferência Oeste nesse momento e, hoje, não teria classificação direta para os playoffs. O formato de repescagem instituído pela liga para definir as últimas vagas no mata-mata é a razão dessa mudança na construção do chaveamento da fase decisiva da temporada e tem sido um alvo crescente de críticas entre os jogadores. Para o astro Luka Doncic, por exemplo, o play-in é uma ferramenta competitiva absolutamente injusta e até sem noção.

“Eu realmente não entendo a ideia por trás do play-in. Parece, definitivamente, injusto. Você disputa 72 partidas em uma temporada inteira para chegar aos playoffs e, então, perdendo dois jogos consecutivos, está fora? Não importa todos esses jogos realizados antes, não valeu nada? Eu não vejo a motivação por trás de algo assim”, criticou o ala-armador, um dos principais jovens talentos da liga, em entrevista depois da derrota dos texanos para o Philadelphia 76ers.

Doncic não compreende as razões para o novo formato porque, em síntese, trata-se de um recurso que nada tem a ver com a questão competitiva da temporada. Na “bolha”, os jogos de repescagem foram pensados como uma forma de aumentar as rendas da NBA com mais partidas eliminatórias. O play-in era um sonho antigo do comissário Adam Silver, que aproveitou as condições excepcionais da temporada passada para estabelecê-lo sem um aviso prévio.

Por esse formato, os seis primeiros colocados de cada conferência classificam-se para os playoffs. As últimas quatro vagas são definidas em duas eliminatórias simples formadas pelo sétimo ao décimo colocado dos lados Leste e Oeste. “Nós estamos tentando chegar à sexta colocação, no mínimo, agora. Acho que esse é o novo objetivo. O jogo mudou. Talvez, o ideal seja até ficar um pouco acima desse sexto lugar, no final das contas”, sintetizou o prodígio esloveno.