O Orlando Magic passa por uma temporada complicada, mas, individualmente, Nikola Vucevic vive um dos melhores momentos de sua carreira. O pivô acaba de ser eleito para disputar o segundo Jogo das Estrelas da carreira, sendo reconhecido como um dos jogadores ofensivos mais versáteis de sua posição. É claro que Vucevic sabe que esse sucesso também atrai interesse de outras equipes e rumores de troca, mas não perde seu sono pensando em uma possível saída do Magic.  

“Para ser sincero, até uma das temporadas atrás, eu estava sempre nas especulações. Houve um ano em que não passava um único dia sem que publicassem algum rumor sobre mim e sempre envolvendo um time específico. Isso não me afeta mais porque uma troca não é algo que poderei controlar. E, já que não tenho controle, deixe que falem. Não gosto de pensar em coisas sobre as quais não posso fazer nada”, disse o atleta de 30 anos, em entrevista ao podcast do analista Ryen Russillo. 

Em sua 10a temporada na NBA, Vucevic esteve em quadra em todas as 35 partidas disputadas pelo Magic e vem registrando médias de 24.5 pontos (recorde da carreira), 11.7 rebotes e 3.7 assistências em quase 34 minutos de ação por noite. E o excelente desempenho é algo que não credita apenas a si mesmo. O montenegrino possui uma ótima relação com o técnico Steve Clifford e admite que o comandante teve um papel importante no desenvolvimento mais recente de seu jogo. 

“Steve tem sido fundamental para os avanços que mostrei nas últimas duas temporadas. Ajudou-me, principalmente, com a minha mentalidade em quadra e abordagem do jogo. Estou mais focado e confiante agora. Lembro que, em nossa primeira reunião, ele olhou para mim e garantiu que era um dos melhores pivôs da liga, poderia ser all-star mais de uma vez. Disse que tinha muito potencial para crescer ainda. Hoje, eu vejo o resultado”, contou o veterano, sempre um defensor do trabalho do treinador. 

Mas, ao olhar para os números de Vucevic, a estatística que mais chama a atenção é o arremesso de três pontos: o astro vem convertendo quase 42% de suas 6.4 tentativas de longa distância até o momento – de longe, os maiores volume e aproveitamento da carreira. Espaçar a quadra é uma função que sente-se cada vez mais confortável para exercer em quadra e, para o colega Evan Fournier, elevou a eficiência do europeu para outro patamar entre os pivôs da NBA.  

“Quando você compara o jogo atual de Nikola com dois ou três anos atrás, o chute de três é a chave. Ele sempre foi dominante próximo da cesta, recebendo a bola no poste baixo para executar ganchos, arremessos curtos. Sempre foi muito bom usando esses recursos. Mas, nessa temporada, você vê sua mecânica mais rápida para três pontos e arremessos sem hesitação dando outra dimensão para seu jogo. É o tipo de coisa que muda tudo para ele”, avaliou o ala-armador francês. 

A tendência é que, quanto melhor jogar, mais Vucevic será alvo de boatos no mercado. Mas, hoje, ele garante que uma troca não aconteceria motivada por sua vontade ou pedido. “Por enquanto, eu estou muito feliz aqui. Acho que, se estivéssemos com força máxima e sem tantos problemas físicos, nós definitivamente estaríamos na zona de classificação e teríamos chances de brigar nos playoffs. Teríamos chance de fazer algo significativo”, concluiu o montenegrino.