A temporada que está chegando ao fim não trouxe tantas ótimas notícias para Jayson Tatum. O jovem astro registrou algumas de suas melhores médias na carreira, mas o Boston Celtics teve um rendimento abaixo do esperado e precisou passar pelo play-in para garantir vaga nos playoffs e ser eliminado já na primeira rodada do Leste. Tatum ainda ficou bravo por não ter sido (surpreendentemente) eleito para os times ideais da temporada, o que custou-lhe US$33 milhões adicionais em seu novo contrato.  

 

“Fiquei bravo por não estar nos times ideais da temporada e não teve nada a ver com dinheiro. Sinto que fui injustiçado. Aumentei minhas médias de pontos, assistências e rebotes. Fui melhor do que na última temporada, quando acabei selecionado. Deveria estar dentro, claramente. Não compreendo como alguém acompanhou os meus jogos nessa campanha e pensa que não sou um dos 15 melhores jogadores dessa liga”, disparou o jogador de 23 anos, em entrevista ao jornal Boston Globe. 

O desempenho de Tatum pode estar acima de qualquer suspeita, mas os resultados do Celtics causaram mudanças rápidas no time: o titular Kemba Walker já foi negociado com o Oklahoma City Thunder, enquanto um novo treinador foi trazido para substituir Brad Stevens, agora presidente de operações da franquia. A equipe decidiu dar uma chance a um experiente assistente ao contratar Ime Udoka (ex-auxiliar do Brooklyn Nets) e o astro do elenco aprovou o resultado do processo seletivo. 

 

“Foi uma grande decisão. Todos os finalistas teriam sido boas escolhas, mas eu estou extremamente feliz por Ime porque já o conheço há algum tempo e sei como é muito motivado. A franquia buscou a minha opinião e aprovei, mas nunca como uma ordem para contratá-lo ou não. É a posição em que estou agora, sou parte do sucesso dessa organização, e cumpri esse papel. E acho que Ime vai dar certo aqui”, apostou o ala, confirmando ter tido participação na escolha do novo treinador. 

Poucos jovens talentos na liga, independentemente dos resultados do Celtics, possuem um currículo já tão brilhante quanto Tatum: acumula duas convocações para Jogo das Estrelas em quatro temporadas, uma seleção para os quintetos ideais do ano e já está integrado ao elenco norte-americano que disputará as Olimpíadas de Tóquio, dentro de menos de duas semanas. Isso pode parecer muitos feitos para várias pessoas, mas não está nem perto de onde o jovem craque quer chegar.  

 

“Ser um dos grandes é o que eu sempre quis, não importa quão jovem ou velho seja. Nunca vejo a mim mesmo como um dos melhores jovens jogadores da liga. Eu odeio que as pessoas falem isso. Sou um dos melhores jogadores. Ponto final. É assim que penso todos os dias. É para isso que trabalho. Nunca quis só chegar aqui e conseguir estar na NBA, sabe? Isso não basta. Quero ser um dos grandes desse jogo”, cravou o all-star, que anotou 26.4 pontos, 7.4 rebotes e 4.3 assistências nessa campanha. 

E, para ser um dos grandes, Tatum sabe que apresentar um ótimo basquete dentro de quadra não é o bastante também. O Celtics é uma das franquias mais tradicionais da NBA e, por isso, sucesso é medido em conquistas pelos lados de Boston. “Ser campeão sempre foi meu objetivo. Entramos todos os dias nesse ginásio e vemos os banners lá em cima, tantas glórias listadas. Especialmente nessa cidade, só isso é o que importa: trazer mais um título para esse time”, concluiu Tatum, com foco único no título da liga.  

 

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