Em mais um jogo extremamente disputado no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o Flamengo bateu o São Paulo por 93 a 85, nesta quinta-feira (27), sagrou-se campeão do NBB 2020/21 e conquistou o sétimo título da competição.


Heptacampeão do NBB, e mais uma vez fazendo história, o Flamengo ainda não foi derrotado no ano de 2021. Somando Copa Super 8 e Basketball Champions League Américas, torneios também vencidos pelo rubro-negro, o time de Gustavo de Conti fechou a temporada com incríveis 34 vitórias seguidas. No confronto de hoje, o jogo coletivo dos cariocas foi fundamental na vitória, desta vez mais tranquila. Entre os nove jogadores da rotação flamenguista, oito contribuíram com seis pontos ou mais. Olivinha, ídolo da equipe do Rio de Janeiro, foi o destaque da partida com 18 pontos. Além dele, Marquinhos e Hettsheimeir, combinando juntos para 32 pontos, também foram importantes ofensivamente. Anunciado como MVP das finais do NBB 2020/21, o armador Yago colecionou mais uma atuação extremamente sólida. Foram 13 pontos e seis assistências para o baixinho que cresceu vestindo a camisa do Flamengo.

Já pelo vice-campeão São Paulo, que chegou as finais do NBB em sua primeira aparição nos playoffs, o pivô Lucas Mariano brilhou e, individualmente, fechou com estilo a temporada 2020/21, sendo o cestinha do embate com 22 pontos e dez rebotes. Sem muito impacto, sobretudo no primeiro tempo, o atual MVP Georginho de Paula cresceu no jogo e flertou com um triplo-duplo: 18 pontos, 12 rebotes e nove assistências. Além da dupla destaque do time são-paulino, Kenny Dawkins surpreendeu e contribuiu com 19 pontos e cinco assistências em uma das suas melhoras partidas com a camisa do clube do Morumbi. Por fim, Corderro Bennett (15 pontos) e Renan Lenz (dez pontos) completam a lista.

Em paralelo aos dois primeiros jogos, São Paulo e Flamengo protagonizaram mais um duelo de alto nível. A partida começou novamente em um ritmo intenso, sobretudo no volume ofensivo de ambos os lados. Desta vez sem o domínio nos rebotes ofensivos, o Flamengo apostou na individualidade de seus atletas e foi mais efetivo no período inicial, indo na contramão dos embates anteriores. Os comandados de Gustavo de Conti, eficientes, aproveitaram os arremessos duplos e triplos, mantendo uma constância importante ao longo dos primeiros dez minutos. Yago e Hettsheimeir foram cruciais, no perímetro e no garrafão, respectivamente. Precisando de uma sobrevida na série, o tricolor paulista mais uma vez deixou a desejar no perímetro e esteve longe de igualar a agressividade adversária. Bons momentos de Georginho, Renan Lenz e Lucas Mariano, mesmo com menor impacto, não permitiram uma maior vantagem do time flamenguista, que venceu a parcial do período por 26 a 20.

Já no segundo quarto, o tricolor paulista cresceu nos minutos iniciais e chegou a virar o jogo, passando a frente no marcador por somente um ponto. Todavia, os comandados de Cláudio Mortari não conseguiram encontrar a constância necessária, como de praxe na série, e viram o Flamengo recuperar o bom basquetebol após ajustes do técnico Gustavo de Conti. Mais uma vez explorando erros comuns do time são-paulino, como rebotes ofensivos, assim permitindo pontos de segunda chance ao adversário, o rubro-negro carioca aproveitou-se do bom trabalho de transição ofensiva e, liderados por um notório jogo coletivo, ampliou a vantagem, que seria de nove pontos ao fim do primeiro tempo se o pivô Lucas Mariano não convertesse uma bola importante do perímetro no estouro do cronômetro, diminuindo a desvantagem do clube do Morumbi para seis pontos. Vale destacar o grande feito defensivo do Flamengo no período: aumentou a carga sobre as principais peças de ataque do São Paulo reduziu o armador Georginho de Paula a somente três rebotes e uma assistência, sem pontuar. Gustavinho também aproveitou a vantagem para descansar Marquinhos e Hettsheimeir, que pouco jogaram.

São Paulo ganhou mais um nome importante na volta do intervalo. Kenny Dawkins não vinha fazendo uma boa série, mas cresceu no embate dessa quinta-feira e tornou-se nome importante na rotação tricolor, em especial no terceiro quarto junto ao pivô Lucas Mariano. Ambos carregaram a produção ofensiva do time paulista. No entanto, o Flamengo seguiu superior e dominou grande parte do período. A vantagem flamenguista, que era de seis pontos ao fim do primeiro tempo, chegou a ser de 14 pontos. Mal defensivamente, os são-paulinos não conseguiram conter a eficiência do rubro-negro carioca. O São Paulo precisava diminuir a vantagem para tentar buscar o resultado nos dez minutos finais e o fez. Em alta nos momentos finais, os comandados de Cláudio Mortari reduziram o saldo positivo do Flamengo para somente oito pontos.

O panorama da partida aparentava novamente se comparar aos jogos anteriores da grande final do NBB 2020/21, com o São Paulo buscando uma reação diante do Flamengo em uma intensidade menor. Aumentando o ritmo, o tricolor paulista cresceu e cortou a vantagem carioca para três pontos, ficando a apenas uma posse de igualar o marcador. A experiência do rubro-negro, contudo, fez total diferença ainda na primeira metade do período final e os comandados de Gustavinho aumentaram a moral após uma corrida de 7 a 0, assim elevando ainda mais a vantagem emocional sobre o tricolor paulista, que lutava para evitar uma varrida e ainda sonhar com o título inédito da competição. Nos momentos finais, o São Paulo lutou, foi resiliente, contou com Corderro Bennett excelente nas infiltrações, mas não conseguiu parar o enorme poderio ofensivo do Flamengo, que venceu o terceiro confronto da série por 93 a 85, varreu os paulistas e tornou-se heptacampeão do NBB.

Com a vitória e, consequentemente, o sétimo título do NBB, o Flamengo consolida ainda mais sua hegemonia no basquete nacional, ampliando a vantagem sobre Brasília, segundo maior campeão com três títulos.