O aumento do número de casos e jogos adiados expõe a batalha em andamento da liga para conter o alastramento da COVID-19 no basquete profissional. O recém-anunciado endurecimento do protocolo de saúde e segurança da NBA criou novas diretrizes para limitar ainda mais as interações pré e pós-jogo, mas o veterano George Hill não parece tão disposto a respeitá-las sem questionamento. Na verdade, o armador vê uma grande hipocrisia no comportamento diante da pandemia. 

“Nós queremos jogar e continuar a temporada, mas realmente não compreendo algumas das regras. É nonsense. Podemos suar por 48 minutos ao lado de outro jogador que está suando pelo mesmo tempo, ter contato normal em quadra, mas não podemos conversar com esses caras depois da partida? Sinceramente, isso não faz nenhum sentido”, refletiu o titular do Oklahoma City Thunder, em entrevista após a derrota da equipe para o San Antonio Spurs, na última terça-feira. 

Uma das orientações do protocolo atualizado estabelece que os hotéis em que os times ficam hospedados, agora, estão fechados para convidados não relacionados à franquia em partidas fora de casa. Jogadores atuando fora de casa também estão limitados em circulação para qualquer atividade que não esteja ligada à equipe. Antes, em embates como visitante, os atletas podiam receber dois convidados de um comprovado círculo próximo – ou seja, amigos ou familiares. 

“Eu sou um homem crescido e vou fazer o que quiser fazer. Se quiser sair e ver minha família, vou fazê-lo. Ninguém pode simplesmente cancelar tudo em sua vida para que possamos jogar basquete. A liga não pode me dizer que tenho que ficar em um quarto de hotel 24 horas por dia, sete dias por semana. Se a situação é tão séria, talvez, nós nem devêssemos estar jogando, para começo de conversa, né?”, atacou o especialista defensivo, muito enfático.

A posição de Hill sobre o protocolo de saúde da NBA não é compartilhada pelos colegas de equipe no jovem Thunder. O ala-armador Shai Gilgeous-Alexander, por exemplo, acredita que as medidas pontuais mais restritivas valem a pena. “Eu estou disposto a fazer o que for preciso para ficarmos livres da COVID. Se isso significar ter que usar uma máscara no banco de reservas o tempo inteiro, é assim que vai ser. Farei porque é um preço pequeno a pagar”, resumiu o ala-armador. 

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