James Harden e Kevin Durant são os rostos de um novo Brooklyn Nets, comandando a campanha com a provável maior chance de título da franquia em mais de cinco décadas de história. A parceria em si, porém, não é nova. Os dois jogadores iniciaram a carreira no Oklahoma City Thunder e chegaram a uma final da NBA atuando juntos, em 2012. O tempo passou, ambos seguiram seus caminhos e, hoje, Harden admite ter consciência de que atua com um dos melhores jogadores da história em Durant.  

“Nós éramos jovens demais em Oklahoma City. Somos homens agora e sabemos o que queremos. Realmente conhecemos o jogo de basquete hoje, como as coisas funcionam. Já não somos mais aqueles garotos que queriam correr, arremessar e dar enterradas o dia inteiro. Conhecemos os ‘atalhos’ da quadra e as jogadas dos nossos times. Somos jogadores mais desenvolvidos e avançados agora”, refletiu o armador nessa segunda-feira, após a vitória dos nova-iorquinos sobre o Milwaukee Bucks. 

Harden seria negociado logo depois da derrota do Thunder nas finais, saindo para virar ídolo e fazer história no Houston Rockets até a conturbada saída. Durant deixou a cidade de Oklahoma em 2016 e seria duas vezes campeão da NBA pelo Golden State Warriors, sendo eleito MVP das finais nas duas oportunidades, antes de embarcar para Nova Iorque no ano retrasado. Ele ficou um ano parado, enquanto recuperava-se de uma cirurgia para reparar uma ruptura no tendão de Aquiles. 

“Estamos mais inteligentes hoje. Já passamos por muita coisa e experienciamos várias adversidades. Então, combinar o que aprendemos ao longo dos anos para tentar jogar basquete em alto nível juntos é algo bastante natural para nós. É uma transição fácil, especialmente com James iniciando tanto o ataque desde o primeiro dia. É óbvio que ainda estamos nos entrosando, mas, definitivamente, trata-se de um começo sólido”, elogiou o ala, que insinua-se como candidato a MVP da temporada. 

Bucks foi o segundo oponente enfrentado por Harden e Durant juntos no Nets, com duas vitórias e ambos anotando, no mínimo, trinta pontos em cada partida. Essas são atuações que já parecem ser o novo normal no Brooklyn. “Isso é o que craques como Kevin e James fazem: acordam, entram em quadra e marcam 30 pontos. É o natural deles. E, se não for agressivo e estiver focado na marcação, esses caras anotam uns 50 pontos contra você”, alertou o astro Giannis Antetokounmpo. 

E, logicamente, não foi só isso: o ala somou 13 rebotes, 11 assistências e quatro tocos nas duas partidas com o colega de time, enquanto o armador contabilizou 18 rebotes, 26 assistências e quatro roubos de bola em seus primeiros jogos pela nova equipe – a estreia, no último fim de semana, em triunfo diante do Orlando Magic.  

Essa parceria ainda possui um grande ponto de interrogação porque, afinal de contas, o Nets possui um trio de astros: é esperado que Kyrie Irving volte ao time em um dos dois jogos contra o Cleveland Cavaliers que os nova-iorquinos disputarão ainda nessa semana. Harden, contrariando céticos, está animado com a perspectiva de atuar com o armador pela primeira vez. Mas, hoje, ele pode dizer que já estaria bem satisfeito se a franquia tivesse “apenas” Durant. 

“Hoje, eu sei o que tipo de jogar com quem estou atuando. Kevin é um dos melhores da história, que já tocaram em uma bola de basquete. É uma benção de Deus: um jogador de mais de 2.10m de altura que pode fazer de tudo em quadra. Não tento competir com isso. O meu trabalho é permitir que Kevin seja o melhor que puder e ter certeza de que faço todos os meus companheiros melhores, pois, no fim das contas, isso é tudo o que importa”, concluiu Harden, em busca do primeiro título da carreira no Brooklyn. 

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