Encontrar o equilíbrio entre arremessar e passar a bola é um dos maiores dilemas dos armadores contemporâneos, com a exigência de uma postura cada vez mais agressiva na posição. Um dos grandes astros da atualidade tem conseguido refletir sobre o tema nas últimas semanas, após uma mudança drástica na carreira. James Harden chegou ao Brooklyn Nets assumindo função muito diferente dos tempos de Houston Rockets e sente alívio em não ter que necessariamente pontuar em volume para vencer jogos. 

“É uma boa sensação quando você não tem que pontuar tanto para ter uma chance de vencer. Posso entrar em quadra e ser mais seletivo, simplesmente criar jogadas para envolver todos os meus companheiros só arremessando quando a oportunidade certa apresenta-se, e ainda assim ganhar partidas no fim das noites. Isso é uma mudança, mas, para mim, é gratificante impactar os jogos em aspectos além da pontuação”, afirmou o craque, em entrevista à ESPN nessa semana.  

Pontuar para vencer foi uma marca de Harden no Rockets. Ele foi o cestinha da equipe em todas as oito temporadas disputadas em Houston – sempre com média superior a 25 pontos por partida –, sendo que terminou as últimas três campanhas como maior anotador da liga e acima dos 30 pontos por jogo. No Nets, a história parece ter mudado: ele acumula média de 24.1 pontos em sete partidas, mas já quebrou o recorde de assistências da franquia em duas oportunidades.    

“Por oito anos, eu estive em uma função onde controlava a bola e o jogo. Então, essa é uma experiência diferente. Diferente, mas ótima também. Isso é basquete, no final das contas, e tenho sorte de ser capaz de fazer (muito) mais do que uma coisa em quadra. Tem sido divertido poder explorar outros aspectos do meu jogo e minha versatilidade”, celebrou o veterano, que chegou a anotar apenas 12 pontos em uma de suas primeiras sete partidas pela equipe nova-iorquina. 

Harden, na verdade, vai além em sua análise da nova condição. Ele crê que a chegada ao Nets permitiu que finalmente jogue o seu verdadeiro melhor basquete: técnico como aquele mostrado no Rockets, mas mais inteligente e flexível nas tomadas de decisão. “O ideal é que, dentro de um jogo, você possa escolher os momentos de ser mais agressivo e quando criar para outros, pontuar e passar. Com Kevin Durant e Kyrie Irving, eu posso fazer isso pela primeira vez em muito tempo”, concluiu o ex-MVP da liga.  

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