O Miami Heat deixou a “bolha” da NBA, no ano passado, com a convicção de que havia acertado em cheio no draft anterior e selecionado um astro em potencial no final da loteria. Depois de um ano, porém, a expectativa diminuiu muito e certezas voltaram a ser dúvidas. A impressão é que Tyler Herro, após finalizar a campanha de novato em alta, sofreu uma regressão em sua segunda temporada pelo Heat, mas o jovem atleta garante que essa avaliação é um equívoco geral. 

 

“Eu não acho que regredi nessa temporada, de jeito nenhum. É claro que não estou tão empolgado com a minha performance nos últimos anos, mas, certamente, não ocorreu uma regressão. Tenho consciência de que preciso trabalhar em alguns fundamentos do meu jogo, mas não há dúvidas de que vou dar sequência a um processo de melhorias técnicas agora. Não estarei em treino para reverter involução”, cravou o ala-armador, em entrevista ao jornal South Florida Sun-Sentinel. 

O suposto “passo para trás” vivenciado por Herro era previsto por alguns especialistas da liga, partindo do princípio que ele não teria uma offseason regular para trabalhar e aprimorar habilidades que estiveram em evidência na “bolha”. Considera-se que esse período entre as temporadas de calouro e sophomore seja crucial e estratégico para o desenvolvimento de jogadores na NBA. Até por isso, o reserva de Miami dedica uma enorme importância para os próximos meses. 

 

“Estou animado com essas férias porque será um período muito importante para mim. É a minha primeira offseason real, onde vou ter a oportunidade de focar em recursos que quero trabalhar. Definitivamente, tenho o objetivo de ganhar músculos e fortalecer-me fisicamente. É um dos pontos em que mais estou interessado. Realmente desejo entrar na academia e sair com o corpo de um jogador da NBA”, revelou o atleta de 21 anos, com planos já bastante sólidos e programados. 

Antes desses treinamentos específicos, Herro está cumprindo um último compromisso que pode ajudá-lo no processo de melhoria: ele integra o elenco jovem de apoio aos trabalhos da seleção norte-americana na preparação para as Olimpíadas de Tóquio. A presença não é obrigatória, mas, além da vivência, havia um ponto que atraiu o ala-armador para apresentar-se em Las Vegas: o técnico do Heat, Erik Spoelstra, está na comissão dessa equipe de suporte da USA Basketball.   

 

“Essa é uma oportunidade única porque vou ser capaz de continuar a construir a relação forte que ambiciono com o treinador. Meu plano é ser comandado por Erik por diversos anos. Isso é o que eu realmente espero que aconteça em minha carreira, então ter uma oportunidade de seguir amadurecendo esse laço é uma experiência que pode ser muito importante, na verdade, para nós dois”, avaliou o 13o selecionado do recrutamento do ano retrasado. 

É preciso dizer, porém, que o tempo de treinamento perdido com a menor offseason da história das grandes ligas norte-americanas não seria o único problema observado com Herro nos bastidores do Heat. Internamente, profissionais da franquia teriam mostrado preocupação com a maneira como o jovem atleta reagiu à fama e estrelato repentino das ótimas atuações da “bolha”. Ele finalizou a temporada com médias de 15.1 pontos, 5.0 rebotes e 3.4 assistências – todas inferiores às registradas nos playoffs de 2020. 

 

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