O Memphis Grizzlies emprega um dos mais jovens treinadores principais da NBA atual em Taylor Jenkins. No entanto, se você perguntar para alguns jogadores do elenco, é possível que digam que a equipe possui dois comandantes. O pivô Jaren Jackson Jr, por exemplo, considera que o Ja Morant pode ser visto como um técnico do Grizzlies pela maneira como evoluiu desde a estreia na NBA, em 2019. 

 

“Ja é o nosso técnico em quadra, em síntese. Conversa bastante com todos porque virou o nosso canal com o treinador nos jogos. Mesmo quando está no banco, aliás, ele divide essas pequenas informações bem importantes. Você pode procurá-lo em qualquer hora da partida, perguntar sobre o que está acontecendo na partida e iniciar uma discussão sincera, aberta”, contou o jovem talento, em entrevista ao site The Undefeated. 

Esse crescimento como comunicador e organizador de Morant está ligado, sobretudo, à influência e incentivo de Jenkins. O potencial astro revelou que, ao longo do dia, eles trocam mensagens constantemente para discutir detalhes de jogos e questões táticas. Para o atleta de 22 anos, criou-se uma conexão que, afinal, está contribuindo para o crescimento de ambos. 

“Taylor é uma pessoa ótima. A nossa relação cresceu ao longo dos anos porque estamos aprendendo cada vez mais um com o outro. Temos que criar essa confiança mútua, pois sou o treinador em quadra. Nós jantamos juntos, conversamos bastante e simplesmente desenvolvemos uma excelente comunicação. E isso ocorreu, em particular, porque é um grande treinador”, elogiou o armador, provável all-star nessa temporada. 

A afinidade é obviamente importante, mas, para Jenkins, Morant faz por merecer maior confiança e responsabilidade com a sua evolução diária. “Ja vem dando grandes passos adiante não somente como jogador, mas também como uma liderança para nosso time. Ele está encontrando sua voz de comando, acima de tudo. Está mais confiante sobre o que precisa fazer para liderar uma equipe a cada dia”, reconheceu. 

Leitura e visão de jogo superior 

O entrosamento e confiança entre Jackson e Morant, em particular, ficou mais uma vez provada nessa segunda-feira. O pivô converteu o arremesso da vitória para o Grizzlies sobre o Utah Jazz, a cinco segundos do fim da partida, a partir de um passe complicado do armador. Ele estava em meio a um salto, após uma infiltração enfrentando contato, mas ainda teve controle para soltar a bola para o companheiro livre.   

“É óbvio que Ja voa pela quadra, mas dá para ver que a sua leitura de jogo é fantástica. Vê coisas que não estão lá ainda, não aconteceram. É algo absurdo, em suma. E preste atenção para perceber que seu jogo mental, em especial, está acima de qualquer outro jogador em quadra. Mesmo em situações de pressão, ele faz leituras que uma série de jogadores simplesmente nunca vão ser capazes de fazer”, concluiu Jackson. 


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