O Atlanta Hawks realizou uma negociação importante antes do fechamento da janela de transferências, com o envio de Rajon Rondo para o Los Angeles Clippers. Mas não foi a movimentação que, nos bastidores, a maioria dos dirigentes da liga aguardavam. Um dos mais produtivos jovens alas-pivôs da NBA, John Collins esteve envolvido em crescentes rumores de troca nos últimos meses e reconhece que ter permanecido no Hawks trouxe uma sensação imediata de alívio.


“Quando a janela se fechou, definitivamente, eu senti alívio. Foi um período estressante para mim porque ficava pensando nisso o tempo inteiro. Assim que terminou, eu pude pegar todos esses pensamentos e jogar no lixo. O processo, porém, foi pesado. Meus ombros ficaram bem mais leves no dia seguinte. Estava simplesmente pronto para ser trocado, mas, para a minha sorte, nada aconteceu”, desabafou o jogador de 23 anos, em longa entrevista à revista Sports Illustrated.

Collins será agente livre restrito ao término da temporada e o alívio de não ser envolvido em uma troca pelo Hawks pode dar lugar a emoções muito diferentes em breve. Ele já recusou proposta de US$90 milhões da equipe da Geórgia na última offseason e sempre falou em buscar um contrato máximo no mercado. Isso tornou-se ainda mais factível, na verdade, após os diversos investimentos da equipe em reforços e a chegada estrelar do pivô Clint Capela – que minou um tanto do seu espaço na rotação.

“Em longo prazo, eu sei que ter Clint e atuar menos como pivô de ofício será beneficial por conta do meu físico. Não é simples bater de frente com caras como Steven Adams, Andre Drummond e Joel Embiid. Mas, ao mesmo tempo, acho que já provei que isso não me importa quando entro em quadra. Sei que é inteligente para mim jogar como ala-pivô, mas, sem dúvidas, posso atacar e defender na posição cinco”, disse o atleta, minimizando a perda de minutos nessa temporada.


Com a perda de espaço, Collins também teve uma queda natural de produção depois de uma campanha em que foi cogitado para ser all-star. Em 51 jogos disputados, ele vem acumulando médias de 17.9 pontos (com quase 55% de conversão nos arremessos de quadra) e 7.7 rebotes – todos, abaixo do ano passado. Mas o jovem ala-pivô assegura que esse é só um pequeno retrocesso no começo da trajetória que quer trilhar na NBA – jornada que, mais do que prêmios, busca o impacto de um legítimo astro vencedor.

“Eu sempre senti que é muito difícil conseguir um desses prêmios individuais. A NBA é dura e só um atleta ganha cada um desses por ano. É complicado. Então, para mim, o objetivo sempre foi ter uma carreira à altura do Hall da Fama. Se algum prêmio vier como consequência, ótimo. Mas quero ser escolhido no primeiro ano de elegibilidade, pois será a certificação de que sou uma lenda do esporte”, explicou Collins, prevendo grandes feitos para o seu futuro – em Atlanta ou outro lugar.