Inacreditável é um adjetivo utilizado até demais para definir eventos no esporte. Nesse domingo, porém, essa foi uma das (poucas) palavras cabíveis para descrever a virada improvável protagonizada pelo Washington Wizards sobre o poderoso Brooklyn Nets. A equipe nova-iorquina abriu enorme vantagem no começo da partida e vencia por cinco pontos de diferença a 12 segundos do fim do jogo, quando tomou duas cestas de longa distância seguidas em um intervalo de menos de quatro segundos. 

“Nós estávamos com o jogo na mão. Deveríamos ter vencido. Precisamos nos olhar no espelho e analisar seriamente o que precisamos corrigir, individual e coletivamente. O grande problema, para mim, é especialmente esforço. Não consegui marcar uma vara parada no chão hoje. Os caras estavam simplesmente me atacando o tempo inteiro e tenho que admitir que fiquei um pouco frustrado. É inadmissível”, revoltou-se o astro Kyrie Irving, que anotou 26 pontos na derrota por 149 a 146. 

O número que salta aos olhos imediatamente são os 149 pontos sofridos em jogo que sequer teve prorrogação. O Nets permitiu que o Wizards tentasse 108 arremessos de quadra no confronto, com quase 52% de aproveitamento, além de mais de 30 lances livres. A atuação segue a tendência dos nova-iorquinos desde a chegada de James Harden: após a aquisição do astro, o time possui a pior eficiência defensiva da liga, tomando mais de 119 pontos por 100 posses de bola. 

“Quando você permite 149 pontos para um time, isso não é um erro. É um caminhão de lapsos defensivos. Nós não deveríamos ter acabado a partida nessa situação: tínhamos uma ótima liderança no início, não ‘matamos’ a partida e deixamos que ficassem muito confiantes. Deixamos que acreditassem que dava. Eles estavam desesperados por uma vitória, demos chance e colocaram a vida em jogo para ganhar”, explicou o treinador Steve Nash, que vive sua primeira experiência no cargo em Brooklyn. 

É verdade que o desempenho ofensivo do Nets também se revela muito fora da curva, anotando cerca de 122 pontos por 100 posses de bola. No duelo contra o Wizards, por exemplo, a equipe converteu quase 57% de acerto nos arremessos de quadra e 53% nos tiros de longa distância. O astro Kevin Durant entende que a marcação é o grande foco de melhora no momento, mas também vê potencial de crescimento para Brooklyn ofensivamente com o aumento da “sintonia” do elenco. 

“Esse é um daqueles jogos que você precisa entender e esquecer, mandar para longe. A gente tem que estar lá e ser melhor defensivamente, começando pelo aspecto individual e evoluindo a partir daí. Sabemos que ainda estamos longe do ideal, mas tenho fé que o nosso time e jogadores vão começar a se acertar e criar entrosamento não só na defesa, mas nos dois lados da quadra”, concluiu Durant, prevendo que o tempo tratará que fortalecer o desempenho da franquia. 

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