O começo decepcionante de campanha do Los Angeles Lakers colocou, para variar, o astro Russell Westbrook no olho do furacão. O veterano armador foi acusado de más atuações e, além disso, tornou-se alvo fácil para a impaciência de um torcedor sempre acostumado a vencer. Três derrotas em cinco jogos na temporada podem até ter sido razão de pânico para fãs do Lakers, mas Westbrook nunca se assustou com essa primeira impressão. 

 

“Eu não tenho problema com adversidades, então nunca entro em pânico na temporada. Ainda mais no começo da competição. A campanha é longa e ninguém está preocupado com o rendimento atual. Seria ótimo iniciar bem, mas minha preferência é ver evolução a cada jogo. Quero ter certeza, por fim, de que estamos melhorando e mais confortáveis uns com os outros com o passar do tempo”, afirmou o veterano, em entrevista à revista Sports Illustrated. 

A calma de Westbrook, ao contrário do pânico do torcedor com o início de temporada do Lakers, está se justificando aos poucos. A equipe acaba de conquistar duas vitórias em sequência e, assim, ficou com recorde positivo pela primeira vez na campanha. O que ainda preocupa, no entanto, é a sincronia do armador com LeBron James e Anthony Davis. Os três atuaram juntos por 108 minutos até agora e têm net rating “zerado”: marcam e sofrem 103.8 pontos por 100 posses de bola. 

 

“Nada acontece de maneira instantânea, mas vamos desenvolver um entrosamento. E, bem como já vimos em alguns momentos, a parceria será muito beneficial para todos. Por enquanto, o que podemos fazer é seguir em comunicação para melhorarmos como coletivo e entendermos o novo sistema ofensivo. Houve e ainda haverá erros, porém, nós temos que continuar comprometidos em executar no mais alto nível”, ponderou o astro, reforçando discurso de paciência. 

Entrosamento é missão coletiva 

É evidente que o desempenho de Westbrook com LeBron e Davis é o que mais chama a atenção, mas entrosamento é um desafio coletivo. O elenco angelino, afinal, conta com 13 jogadores recém-contratados e uma base de atletas veteranos. Esse núcleo de mais experientes, certamente, não tem vocação natural para acompanhar a “correria” que o craque costuma impor. O ex-MVP da liga, então, sabe que a busca por “química” é uma missão de todos no time.  

 

“O pessoal está descobrindo como acompanhar meu ritmo e jogar mais rápido, enquanto estou voltando a ser mais ativo e movimentar sem a bola. Estamos nos adaptando uns aos outros, afinal, é um processo. Sabíamos que não estaríamos totalmente entrosados na primeira semana de temporada. Dificuldades, em síntese, são normais. O objetivo é chegarmos no fim do ano, acima de qualquer coisa, jogando o nosso melhor basquete”, concluiu o armador. 

Westbrook esteve presente nos sete jogos do Lakers na temporada, incluindo também as duas partidas em que LeBron foi desfalque. Ele registra médias de 18.3 pontos, 8.7 rebotes e 8.7 assistências, porém converteu apenas 25% dos arremessos de longa distância tentados até agora. 

 

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