O cenário do Toronto Raptors para a próxima temporada da NBA é de uma complicação que talvez nenhuma equipe queira se solidarizar. Isso porque a equipe tem um número considerável de agentes livres e algumas peças parecem estar dispostas a deixar o time.

Importante em seu primeiro ano com o Raptors, o veterano Marc Gasol parece estar de saída, de volta à Europa. Com 35 anos e uma temporada decepcionante em Toronto, o exMemphis Grizzlies tem seus dias contados na NBA, como uma decisão própria. No entanto, ele continua sendo uma boa peça para outros times e possivelmente receberá ofertas na offseason.

A questão aqui, na verdade, é se o Raptors deveria mantê-lo no time. Seu salário não é uma preocupação, nem de qualquer outro atleta. O reserva imediato de Gasol é Serge Ibaka (também agente livre), um dos queridinhos da torcida, um jogador que tem versatilidade e a juventude que o próprio espanhol já não possui. Além disso, a equipe acabou de ser eliminada dos playoffs e já deve começar os trabalhos para (re)montagem do elenco, a fim de tentar alcançar as finais pela segunda vez em três temporadas. Dessa forma, há algumas situações a considerar.

Gasol é um pivô clássico, porém que age muitas vezes de maneira sutil. Por muito tempo, formou um big four em Memphis com outros três atletas bastante seguros, Zach Randolph, Tony Allen e Mike Conley. Aquele quarteto fez com seu arsenal de habilidades se desenvolvesse plenamente, de forma que ele se tornou também uma ameaça nas bolas de três. Mas, além disso, o espanhol desenvolveu uma defesa equilibrada entre a presença constante e o posicionamento estável no garrafão, que fizeram dele o melhor defensor do ano em 2013, All-Star em 2012, 2015 e 2017, e por muitos anos, ser a cara e o coração de uma equipe energizada.

Em 2018-19, o mais novo dos irmãos Gasol teve médias de 15.7 pontos, 8.6 rebotes, 4.7 assistências, além de um aproveitamento de 44.4% nos arremessos de quadra e 34.4% nas bolas de três, em 54 jogos pelo Grizzlies. Após uma troca, ele desembarcou em Toronto para atuar com a camisa de um antigo amigo canadense, o Toronto Raptors. Por lá, em 26 partidas, teve médias de 9.1 pontos, 6.8 rebotes e 3.9 assistências com aproveitamento de 46.5% nos arremessos de quadra e 44.2% nas bolas de três, além do título de campeão da NBA. Na atual corrida, no entanto, uma queda significante nos números e nas atuações, muito criticadas por torcedores, fizeram com que ele fosse, de longe, um dos piores jogadores que disputaram a “bolha” em Orlando.

Considerando fatores como idade, desempenho e rendimento, é fácil imaginar que Marc Gasol esteja ficando um pouco cansado. Como reportou o site Eurohoops.com recentemente, ele cogita uma volta para a Espanha, seu país natal, e onde construiu uma grande história também com a seleção e um lugar que lhe é familiar. A verdade é que essa opção se torna especial e considerável no que diz respeito também às questões emocionais, algo que vem sendo debatido aos poucos na NBA e nos esportes americanos.

Dito isso tudo, é importante considerar que as características gerais do pivô fazem dele uma peça que encaixa em qualquer equipe, inclusive na atual campeã, mas é preciso pensar no que está em jogo tanto para os times quanto para o jogador. Para onde irá, Marc Gasol?

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