Giannis Antetokounmpo chegou ao topo do mundo, mas ainda não superou LeBron James como o melhor jogador da NBA na atualidade. Ou melhor, esse é o pensamento que o astro de Milwaukee Bucks quer vender para si mesmo. O duas vezes MVP da liga quer fugir de todas as fontes possíveis de conforto e relaxamente, por isso adotou uma postura extrema. Conhecendo a si mesmo, ele simplesmente não deseja ouvir elogios. 

 

“Eu sou Giannis e não posso ser falso. Chamar-me de MVP, campeão, melhor do mundo é algo que pode me fazer desacelerar. Posso relaxar se só ouvir elogios, então não os quero. Não quero nada que deixe-me para trás. Planejo olhar para frente e melhorar. Adoro ser o ‘caçador’ e não sou o melhor jogador do planeta. Por fim, eu sigo correndo atrás deles. E LeBron ainda é o melhor”, disparou o ala, em entrevista à rede Cosmote TV. 

Essa mentalidade de Antetokounmpo traz diversas outras particularidades para o seu proceder como jogador. Um dos detalhes conhecidos de sua carreira, por exemplo, é evitar treinar com outros atletas. Por isso, não espere vê-lo em um desses (cada vez mais comuns) vídeos de jogadores trabalhando juntos nas férias. Ele não pretende entregar os seus segredos para os adversários. Também não quer amizades. 

 

“Não treino com outros jogadores porque não jogo basquete para ter amigos. Não quero ser amiguinho dos meus competidores. Se sair tomar café com esses caras, poderei dar uma cotovelada neles em quadra? Não, pois sou autêntico. Se eu amo alguém, amo em qualquer lugar – inclusive, dentro de quadra. Tenho plena consciência disso e não quero correr risco de ficar nessa posição”, justificou o atleta, na contramão de outros astros. 

Atuação histórica nas finais 

Suprimir o sucesso da cabeça de Antetokounmpo não vai ser fácil. Afinal, ele teve uma atuação histórica nas finais da NBA: registrou médias de 35.2 pontos, 13.2 rebotes, 5.0 assistências e 1.8 tocos, convertendo mais de 61% dos arremessos de quadra tentados na série contra o Phoenix Suns. O ala sabe que foi o grande destaque individual do time, mas faz questão de colocar-se abaixo da importância coletiva na conquista do Bucks. 

 

“Eu não deveria jogar as finais. Estava lesionado na primeira partida. Rezando. Marquei 40 pontos no segundo jogo e perdemos. Estava morrendo de medo. Conversava com o psiquiatra da franquia todos os dias. Mas, ao voltarmos para Milwaukee, o time reagiu. Jrue [Holiday] correu para todos os lados. Meus lances livres era mental. Lidamos com medo e ansiedade para ganharmos”, explicou, minimizando o seu impacto individual.  

Então, quando iniciar a próxima temporada, saiba que o craque não ganhou nada. E só há uma coisa que Antetokounmpo quer mais do que títulos ou superar LeBron como o melhor jogador da NBA. Algo impossível até para um jogador do seu nível. “Não existe nada que queira mais do que o meu pai de volta. Tire tudo de mim, voltaria a vender CDs nas ruas. Não me importaria. Acima de tudo, queria o meu pai aqui”, lamentou o MVP das finais, cujo pai morreu em 2017. 

 

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